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ÁGUA E CIÊNCIA

Sex, 04 de Abril de 2014 16:31

Diretores da Itaipu e da Fundação PTI ressaltam os benefícios do biogás para a região

Escrito por  Willbur Souza
Diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek. Foto: Alexandre Marchetti, Divisão de Imprensa - Itaipu Binacional Diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek. Foto: Alexandre Marchetti, Divisão de Imprensa - Itaipu Binacional Alexandre Marchetti, Divisão de Imprensa - Itaipu Binacional

O uso energético do biogás já apresenta casos de sucesso na região Oeste do Paraná. Um exemplo disso é o Condomínio de Agroenergia Ajuricaba – localizado em Marechal Cândido Rondon - onde foram instalados biodigestores em pequenas propriedades rurais, ligadas por gasodutos a uma microcentral termelétrica. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER), Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Prefeitura de Marechal Cândido Rondon e outras instituições. 

Porém, o setor ainda tem muito a se desenvolver no Brasil e na América Latina, com base em experiências de outros países do mundo, sobretudo europeias. Durante a reunião de Trabalho da Força Tarefa 37 (Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA), o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, comentou sobre este detalhe, além da importância das práticas do biogás visando o desenvolvimento regional.

“Temos essa matriz extraordinária vinda da hidroeletricidade, mas temos a biomassa, nós temos carvão, nós temos urânio, temos também a solar, a eólica e muito biomassa residual para biogás. Estamos trabalhando em parceria com vários países do mundo, você vê que a nossa rede de relação é uma rede de relação extraordinária, no sentido poder fazer a melhor utilização do biogás. E é isso que estamos trazendo para cá experiências já muito bem sucedidas, de muitos anos de implementação desse tipo de combustível. As condições do Brasil são mais favoráveis que da Europa e dos próprios Estados Unidos em função do clima que nós temos aqui, da forma e da abundância que nós temos de matéria-prima. Então são arranjos produtivos que permitem trazer uma melhor renda para o produtor, e ao mesmo tempo, dotar o País com combustíveis, e ainda por cima dar uma resposta positiva em relação ao tratamento adequado do meio ambiente (…) Esse é o grade diferencial da questão da energia. Todo processo de energia no mundo sempre foi muito concentrado. Você vê que sempre são grandes plantas, sempre é uma energia muito concentrada. Pela primeira vez temos uma condição de fazer energia do próprio produtor, de forma distribuída, de forma descentralizada. E qual é a vantagem? Todo recurso fica na região. Todos equipamentos produzidos na região. Precisa ter motor, precisa ter instalação, precisa ter fio, precisa ter eletricista. Dinheiro fica na região. Produz energia, fica na região. Portanto é uma mola propulsora para o desenvolvimento local e regional”.

Os benefícios ambientais, sociais e econômicos do biogás também foram lembrados pelo diretor-técnico da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Claudio Osako.

“Para a Fundação (Fundação PTI) é sempre muito bom participar e sediar esse ciclo de crescimento tanto de Foz do Iguaçu quanto da região. Se monta na verdade, no PTI, sempre relações de ganha-ganha, então acredito que as coisas dão certo porque sempre há uma premissa de que todos os parceiros têm que ganhar, então isso que é o interessante de ter um parque tecnológico: a interação entre academias, centros de pesquisa e empresa nacionais e internacionais. Então isso otimiza os esforços quando junta todos os atores num mesmo local, num mesmo parque. Ganha em importância o biogás, porque primeiro ele atende à questão ambiental: o que era um passivo ambiental, que acabava de certa forma influenciando no reservatório da usina de Itaipu, ele se transforma num ganho para o pequeno produtor. Então ele acaba virando até um fator de fixação desse pequeno produtor. É uma outra fonte de renda, diminuição de custos produtivos. Como qualquer projeto, ele teve que batalhar bastante para mostrar que é possível e para outras pessoas começarem a acreditar, então um grande esforço foi feito, consegui se implantar e hoje já vira referência, quer dizer, já há uma busca por conhecimento das coisas realizadas aqui”.

A reunião da Força Tarefa 37 (Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA) tem como objetivo de debater sobre como a tecnologia e as energias do biogás podem ser aplicadas e desenvolvidas em diferentes condições de solo e clima.

Última modificação feita em Qua, 16 de Abril de 2014 15:11
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