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ÁGUA E CIÊNCIA

Qui, 04 de Setembro de 2014 16:39

Qualidade do ar ainda é pouco monitorada no Brasil

Escrito por  Natália Souza

A poluição atmosférica é um problema grave e responsável diretamente pela morte de 3,6 milhões de pessoas no mundo apenas em 2012, segundo informações de um estudo realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade. Os poluentes deixados no ar – provenientes de veículos automotores, queimadas e processos industrias – apresentam sérios riscos para a saúde da população e ao meio ambiente.

Uma das principais ferramentas para a manutenção de níveis seguros de poluentes na atmosfera é o monitoramento da qualidade do ar, área ainda pouco explorada no Brasil de acordo com a publicação. O estudo destaca que o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar), instrumento criado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em 1989,  apresentou poucos avanços até hoje. 

Cada estado é responsável pelo monitoramento do ar em seu território, porém, para se ter uma ideia, atualmente 11 estados desenvolvem algum tipo de atividade relacionada ao tema.  Evangelina Vormittag, diretora e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, comenta que é fundamental o levantamento de dados sobre a condição do ar.

“Apenas através do monitoramento que é possível conhecer qual é a situação da poluição do ar, da toxicidade e presença de poluentes no ar. Se você não conhece essa situação, não tem como instituir um plano de gestão ao combate a poluição. Isso vai depender da qualidade do ar no local. E depois, se você tiver um plano de gestão e implementar as ações você tem que acompanhar o resultado dessa gestão. Então, se você não tem o conhecimento da qualidade do ar... é a mesma coisa que uma doença: se você não tem o diagnóstico sobre uma doença não tem como tratá-la. Para a saúde, existe um nível de qualidade do ar que é tolerável – vamos dizer assim – que teria um prejuízo mínimo à saúde porque não existe nenhuma qualidade do ar, que o ar esteja poluído que o ar é isento de trazer efeitos para a saúde, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aceita um nível mínimo de exposição a determinada concentração de poluentes que não haja prejuízo à saúde. Então, você tem, através do monitoramento condições de saber se aquele nível de emissão poluentes pode ou não atuar no prejuízo da saúde pública”.

Durante a pesquisa desenvolvida pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, foram identificadas, ao todo, 252 estações no País, porém nem todos os poluentes são monitorados em cada uma delas, agravando a situação do monitoramento. O material particulado (MP) é monitorado em 82% das estações, o ozônio (O3) em 46% e o dióxido de enxofre (SO2) em 45%. A maior parte dos estados gerencia suas próprias estações, com exceção da Bahia, onde o gerenciamento é realizado apenas por empresas privadas. O estudo na íntegra está disponível no site www.saudeesustentabilidade.org.br.

Última modificação feita em Qui, 25 de Setembro de 2014 09:16
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