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ÁGUA E CIÊNCIA

Sex, 22 de Janeiro de 2016 07:11

Brasil registra segundo pior número de queimadas desde 1999

Escrito por  Vacy Alvaro
Pará foi estado que registrou maior número de focos. Pará foi estado que registrou maior número de focos.

Desde 2010, o Brasil não registrava um número tão alto de queimadas em seu território. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2015, 235 mil pontos de calor foram detectados no País, o que representa um aumento de 27,5% em relação a 2014 e o segundo maior registro desde 1999. 

O tempo seco, a falta de fiscalização e o aumento do desmatamento são apontados como os principais fatores responsáveis pelo alto índice. O Pará foi o estado que registrou o maior número de focos de incêndio (44.794), seguido por Mato Grosso (32.984) e Maranhão (30.066). 

Distrito Federal e Sergipe registraram os menores números, porém o maior percentual de redução em relação a 2014 foi detectado em São Paulo, onde o índice diminuiu 58%. Segundo o pesquisador do Inpe, Alberto Setzer, a expectativa é que neste ano o número de queimadas diminua: 

“Segundo previsões do tempo – a médio e longo prazo – 2016, em boa parte do Brasil deve ser um ano normal, com chuvas dentro da média. Portanto, com estiagens não tão intensas como as que tivemos em 2015. Ou seja, quando se tem mais chuvas, se tem menos ocorrência de focos (de queimadas). Além disso, quando se queima muito (foi o que aconteceu em 2015), no ano seguinte normalmente se tem menos queimadas porque a vegetação já queimou. Então é necessário esperar alguns anos até que a vegetação se recupere, para que se volte a ter grandes incêndios. Então, esperamos que em 2016 tenha menos queimadas. Porém, isso tudo tem que se confirmar ao longo do ano. A questão da previsão climática ainda é muito incerta e podemos ter alterações no que está previsto agora”.

Apesar do tempo seco ter contribuído para a propagação do fogo, o pesquisador atribui à população a maior responsabilidade pelo aumento das queimadas no País: 

“Com essas condições climáticas de falta de chuvas e altas temperaturas, tem condições muito mais adequadas e fáceis para o fogo se propagar. Então, o fogo, que na maioria dos casos, resulta de atividades humanas (por acaso ou propositadamente). Queimadas naturais são causadas apenas por raios. São raríssimas e não chegam a 1% de tudo o que os satélites detectam. Então, o grande problema está na atividade humana: acidental ou proposital. As condições climáticas podem ajudar ou precipitar um pouco o uso do fogo, mas a origem é sempre humana”. 

O monitoramento por satélite do Inpe consegue diagnosticar todos os focos de incêndio que tenham pelo menos 30 metros de extensão por 1 metro de largura. Segundo o Instituto, as queimadas destroem a fauna e a flora nativas, causam empobrecimento do solo e ainda reduzem a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação. 

As denúncias de incêndios criminosos podem ser feitas ao Corpo de Bombeiros, às prefeituras, às secretarias estaduais do Meio Ambiente e ao Ibama (o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).


Última modificação feita em Sex, 22 de Janeiro de 2016 07:22
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Vacy Alvaro

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Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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