Logo Web Radio Água

Você está aqui:Início/CONTEÚDOS/MUNDO ÁGUA/Boas Práticas/Drones estão sendo utilizados para monitorar unidades de conservação do Paraná

ÁGUA E CIÊNCIA

Qua, 06 de Abril de 2016 10:00

Drones estão sendo utilizados para monitorar unidades de conservação do Paraná

Escrito por  Vacy Alvaro
O Parque Nacional dos Campos Gerais foi criado em 2006 e possui uma área de 21.500 hectares. O Parque Nacional dos Campos Gerais foi criado em 2006 e possui uma área de 21.500 hectares.

Duas unidades de conservação localizadas na região de Ponta Grossa (PR) estão ganhando um importante aliado para a preservação e monitoramento de suas áreas: a tecnologia dos Veículos Aéreos Não-Tripulados, também conhecidos popularmente como drones. 

No Parque Nacional dos Campos Gerais e na Reserva Biológica das Araucárias, a utilização dos equipamentos, por meio da iniciativa financiada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, vai possibilitar a realização de um monitoramento mais próximo e ágil de ações relacionadas ao desmatamento e à caça, além da identificação de focos de incêndio. 

O pesquisador Carlos Hugo Rocha, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), trabalhou no mapeamento do uso da terra na região. Ele explica a importância da tecnologia para a continuidade dos trabalhos já executados com base em imagens de satélite: 

“O nosso primeiro foco é a proteção e a conservação desses fragmentos de floresta com araucária situados dentro da Reserva Biológica das Araucárias e do Parque Nacional dos Campos Gerais. Nosso objetivo é contribuir para a conservação desses ecossistemas. Para as duas unidades de conservação, já há algum tempo temos utilizado imagens de satélite e fotografias aéreas antigas desde 1952. Temos 80 imagens de satélite mais recentes e pudemos ver a evolução de que maneira esses ecossistemas naturais nessas duas unidades foram se modificando com o tempo (até a criação delas em 2006, e agora, 10 anos depois, 2016). Um mapeamento desses ambientais ao longo desses 64 anos”. 

Segundo o pesquisador, a tecnologia terá grande utilidade em razão da vasta área de abrangência das duas unidades de conservação: 

“Em cima disso, temos mapeado as áreas mais importantes para a conservação. Nós sabemos onde elas estão, mas são áreas de difícil acesso. Longe de estradas. A equipe que está à disposição para fazer esse monitoramento tem restrições de tempo, recursos, pessoal, recursos humanos, para fazer um monitoramento mais eficiente. A ideia de trabalhar com os drones vem, exatamente de encontro a isso. Sabemos, no espaço o geográfico, onde estão essas áreas. Com os drones, encontramos uma forma potencial muito interessante de se programar, criar uma base, fazer o voo nessas áreas e criar um referencial. Com os dados do drone, inserimos em cima dessa base geográfica e criamos um marco de alta resolução, que pode tornar individual cada árvore, cada pinheiro ou cada copa de árvore que foi fotografada através do drone. Com isso, criamos um sistema de monitoramento muito interessante. Temos um referencial do que está acontecendo de transformação e essa transformação pode ser facilmente identificada a partir do momento que volte a mapear a mesma área de maneira regular, a cada seis meses por exemplo”. 

Outros seis projetos do Grupo Boticário estão previstos para serem realizados no Paraná, como a preservação dos mangues e da Serra do Mar. 

Última modificação feita em Sex, 13 de Maio de 2016 15:43
Avalie este artigo
(0 votos)
Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

Redes Sociais

  • Facebook: webradioagua
  • Linked In: webradioagua
  • Orkut: 15823632741848208134
  • Twitter: webradioagua
  • YouTube: webradioagua

Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu
Av. Presidente Tancredo Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038

 

2020 • Todos os Direitos Reservados