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ÁGUA E CIÊNCIA

João Mota

João Mota

Uma onça precisa de um território de 100 km² para viver, no entanto, costumam ser confinadas em espaços muito menores. Por isso, muitas delas apresentam um comportamento de profundo estresse, o que é extremamente prejudicial à saúde de qualquer animal. 

Para ajudar a mudar esta realidade, as organizações AMPARA Animal, Instituto 100% Animais e ONG Mata Ciliar se uniram para lançar uma campanha de financiamento coletivo para a construção de seis recintos para as onças que vivem em cativeiros mantidos pela Associação Mata Ciliar, em Jundiaí (SP).

Estes recintos terão elementos que visem proporcionar proteção e qualidade de vida aos animais como um lago para nadar, árvores, vegetação natural, dentre outros. A ação intitulada “Toca da Onça” tem como madrinha a atriz e ativista Cléo Pires, e o prazo final para as doações se encerra no dia 5 de agosto. 

A presidente da ONG AMPARA Animal, Juliana Camargo, explica a importância da iniciativa: 

“Conhecendo de perto as necessidades dos animais silvestres entendemos que precisaríamos começar uma atuação com esses animais que são os verdadeiramente negligenciados. Cães e gatos são animais próximos, são de companhia e as pessoas tem afinidade, mas quando se fala de animais silvestres as coisas mudam. A gente passa a falar de extinção e não de super população, passamos a falar do problema que é as pessoas querendo os animais silvestres como pet, lembrando que o tráfico de animais é o terceiro maior do mundo, depois de drogas e armas. E isso no Brasil está a todo vapor, então sentimos essa necessidade”. 

Juliana Camargo também fala sobre a importância das parcerias firmadas para o progresso da ação: 

“Eu acredito que todas a soma é positiva. Pegar o que cada um tem de melhor, dar as mãos para o mesmo objetivo, encontrar pessoas que queiram as mesmas coisas, sem dúvida alguma ajuda a potencializar qualquer ação. A AMPARA acredita muito nisso, na união de forças, sendo uma das únicas instituições que capta (recursos) para ajudar outras. A nossa forma de atuar se baseia nisso, em parcerias, apoiadores e em encontrar tanto empresas quanto pessoas que queiram dar as mãos para ajudar a causa animal”. 

Para colaborar com a causa e conhecer um pouco mais da ação, acesse www.amparanimal.org.br

Escrito por João Mota, com supervisão de Vacy Alvaro.

Pela segunda vez, entre os dias 27 e 29 de julho, Foz do Iguaçu (PR) recebeu os representantes das iniciativas premiadas com o Water for Life, prêmio concedido pela ONU-Água em reconhecimento às melhores práticas de gestão da água. O evento realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) também reuniu autoridades de agências e instituições de todo o mundo. 

O encontro teve como objetivo o intercâmbio de experiências e conhecimentos para implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organizações das Nações Unidas (ONU). Entre as iniciativas estava o Programa Cultivando Água Boa, promovido pela Itaipu Binacional. 

Reconhecido mundialmente por atuar na proteção da biodiversidade e dos recursos naturais, o programa também atua na promoção da produção e do consumo sustentável nos municípios lindeiros ao Lago de Itaipu e que compõem a Bacia Hidrográfica do Paraná 3. Nelton Friedrich, diretor de Coordenação da Itaipu, fala sobre a importância de encontros deste gênero:

“Veja que coisa expressiva, se nós não tivéssemos esses movimentos que temos, se não tivéssemos essa história construída, nós não chegaríamos aonde chegamos. De repente você agasalhar em um único evento experiencias de vários países do mundo, praticamente visitando cinco continentes e ao mesmo tempo construindo algo que mostra que não existe tempo nem distância. Então a gente faz com que possamos estar nos mais diferentes lugares do mundo com as nossas práticas de forma que elas possam servir de observação, possam servir de replicação ou recriação. Por outro lado, isso tem uma chancela de organismos internacionais não só reconhecidos como absolutamente importante para a vida planetária. Em outras palavras (o evento) é de uma riqueza que a gente precisa observar e sentir o estratégico, o participativo e de como isso está sendo compartilhado”. 

O Programa Cultivando Água Boa vai além das ações que tratam de questões legais para a mitigação e o controle dos impactos ambientais. Em sua trajetória foram obtidos resultados importantes como o plantio de mais de 3,5 milhões mudas de espécies nativas totalizando mais 1.300 Km de matas ciliares recompostas; a inclusão social de 1.419 catadores de materiais recicláveis; a melhoria da qualidade de vida de 960 pescadores artesanais, com a delimitação e licenciamento de parques aquícolas; entre outros indicadores importantes. 

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.

Cada vez se fala mais sobre a importância da conservação das florestas e do manejo responsável. Quando você compra um produto da floresta sem saber de sua origem, pode estar contribuindo para práticas comerciais que prejudicam o meio ambiente e violam os direitos das populações que vivem nessas áreas.

Como uma forma de facilitar o diálogo entre empresas interessadas em matérias-primas florestais, pequenos produtores e também garantir a legalidade desses produtos para o consumidor final, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) elaborou, em parceria com iniciativas públicas e privadas, o selo de certificação Origens Brasil®.

O selo assegura a rastreabilidade da produção e relações comerciais mais éticas, por meio de uma plataforma tecnológica de gestão da informação que permite controle interativo das informações das cadeias produtivas do território, como produção, comercialização e indicadores de impacto.

Helga Yamaki, coordenadora de projetos em unidades de conservação do IMAFLORA, fala sobre a atuação do instituto no desenvolvimento da iniciativa: 

“O IMAFLORA concebeu, juntamente com outros parceiros, o Selo Origens Brasil e hoje atua como administrador do sistema. O IMAFLORA tem o papel de seguir e orientar as instituições fazendo que a implementação do sistema chegue até as comunidades, até as instituições e também tem o papel de prospectar, buscar novas empresas para aderir ao “Origens Brasil” e comprar esses produtos. (Além de) facilitar esse diálogo, essa comercialização justa e ética que o Origens Brasil tem como premissa”.

As empresas e comunidades que aderirem à iniciativa serão identificadas por um código QR, que permitirá ao consumidor, por meio de dispositivos móveis, conhecer a história por trás de cada produto, associando-os às populações que vivem nas regiões, bem como sua contribuição para os territórios abrangidos do Origens Brasil®. A coordenadora também fala da importância socioambiental da certificação:

“Os produtores, os extrativistas, os indígenas que vivem nessas áreas protegidas, que vivem da floresta e na floresta, se tiverem uma alternativa de manejo desses produtos de baixo impacto que vem da floresta, como óleos de copariba, de andiroba, fibras e artesanatos, continuam lá como guardiões da floresta. Esse manejo contribui para a conservação. Eles estando lá, protegem a floresta. Onde há reservas sem pessoas morando dentro (existe) um risco muito alto de roubo e de 'grilagem'. Acreditamos que proporcionar esse mercado, que valorize o produto e o modo de vida tradicional, estaremos fazendo uma parceria comercial. E a gente facilitando o processo para ter esse equilíbrio de força, acreditamos que teremos um ganho muito grande. Não é somente o produto que é comercializado, entendemos que tem um serviço socioambiental que essas comunidades prestam que extrapola a empresa e todo mundo ganha. Hoje em dia se fala muito em mudanças climáticas, aquecimento, então, acreditamos esses serviços socioambientais que essa sociedade presta é um dos maiores ganhos que o 'Origens' tem, além de gerar bem-estar para quem vive na floresta, através da geração de renda”

Para conhecer mais a iniciativa, os produtos e as populações contempladas, acesse www.origensbrasil.org.br

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 


As mudanças climáticas geram impactos direto sobre a biodiversidade, o setor produtivo e a sociedade, afetando a qualidade de vida e a interação do homem com o meio. Por isso, não deve ser visto apenas como uma previsão catastrófica para um futuro distante, mas sim como um fato vivenciado no presente. 

Neste foco, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com a missão de proteger o patrimônio natural e promover o desenvolvimento socioambiental no país, busca, por meio de diferentes áreas de atuação, colaborar com o alcance de objetivos estabelecidos no Plano Nacional sobre Mudança do Clima. 

Entre outras ações, a instituição promoverá, de 13 a 15 de setembro, em sua sede, em Brasília (DF), o VIII Seminário de Pesquisa e o VIII Encontro de Iniciação Científica, ambos com o tema “Mudanças Climáticas e Biodiversidade”. Os eventos têm como proposta promover o debate sobre as mudanças do clima, seus impactos sociais, econômicos e ambientais, e as possíveis soluções, com ênfase nas unidades de conservação.

Ana Elisa, coordenadora de apoio a pesquisa do ICMbio, destaca sobre a importância do assunto abordado nesta  edição:

“Esse é um tema que tem um apelo internacional e o ICMBio, como instituição que tem essa missão tão importante, ainda não olha as questões das mudanças climáticas. Nossas estratégias de conservação ainda não levam em conta esse problema. As discussões sobre estratégias de adaptação às mudanças climáticas, a mitigação às mudanças climáticas ainda são relativamente novas, ainda não incorporamos essa abordagem nas nossas estratégicas de conservação. Não é uma coisa muito simples de se fazer. Como coordenação de apoio a pesquisa, a gente se sente na responsabilidade de  provocar o instituto a pensar determinadas questões. Justamente para fazer esse link entre o que é produzido de conhecimento na instituição, mas (também) fora dela, o que a comunidade científica está estudando e como a gente pode fazer com esse conhecimento que está sendo produzido, tanto na academia quanto dentro do próprio ICMBio. Como podemos transformar esses conhecimentos em ações de conservação.”

Nesta edição, pesquisadores de fora do ICMBio, que atuam em unidades de conservação federais, também poderão expor os seus estudos. Os trabalhos devem ser encaminhados à organização do seminário no formato de resumo, por meio de formulário eletrônico. As inscrições para apresentação de trabalhos são gratuitas e podem ser feitas até 18 de julho pelo endereço www.icmbio.gov.br

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.

Fomentar a agricultura familiar como base agroecológica na cadeia produtiva do guaraná. Essa é a proposta do programa “Olhos da floresta”, desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) em parceria com a Coca-Cola do Brasil. A iniciativa é executada em municípios do estado do Amazonas e pretende até 2020 beneficiar 350 famílias produtoras da fruta. 

A intenção é que, com o aumento da capacitação técnica, ao longo do tempo esses agricultores possam agregar valor à produção, podendo até pleitear a certificação que atestará a adoção de controle e rastreabilidade ao longo de toda a cadeia, do plantio até o produto final. 

Marcos Fróes, coordenador de projetos do IMAFLORA, fala sobre a atuação do instituto no programa:

“Hoje estamos atuando em duas frentes. Atuamos com desenvolvimento territorial no município de Presidente Figueredo (AM), e em mais outros municípios que atuamos como 'animador da cadeia produtiva'. Não tem ações voltadas com foco no desenvolvimento local, mas sim com organização social para a comercialização, através de uma parceria com a Coca-Cola do Brasil, dentro da sua gerência de valor compartilhado.”

O coordenador fala também da importância da parceria para a região:

“A Coca-Cola tem uma politica global de tentar fazer a sua indústria, consumidora de matérias-primas, tenha uma relação direta com os agricultores e extrativistas. E mais do que isso. Ela não só quer comprar ou usufruir de benefícios dessas matérias-primas de qualidade, ela quer fazer com que essas cadeias produtivas sejam indutoras de desenvolvimento na região que eles trabalham. Nós temos no estado do Amazonas a cadeia do guaraná que já vem trabalhando há algum tempo. A proposta do projeto entra exatamente para fazer com que o guaraná seja uma alavanca para o desenvolvimento territorial de uma agricultura familiar baseada em conceitos de agroecologia, garantindo a dignidade e a geração de rendas no campo, além de contribuir com uma compra garantida dentro da Coca-Cola. E nós entramos como um executor desses benefícios.”

Com o programa, tanto a biodiversidade quanto os agricultores se beneficiam. Para os agricultores, a iniciativa aumenta a geração de renda ao diminuir a dependência de uma única cultura, facilitando a captação de recursos e facilitando sua permanência no campo. Para o meio ambiente, faz com que tanto a fauna quanto a flora se desenvolvam com significativa redução de impactos.

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.



Uma pequena fruta tem chamado a atenção dos pesquisadores da Embrapa Roraima por suas qualidades nutritivas. O camu-camu, como é popularmente chamado, cresce nas várzeas dos rios e sua semente geralmente se desenvolve na época das cheias dos rios amazonenses.

A fruta é grande fonte de vitamina C e supera o teor da acerola em 20 vezes e do limão em mais de 100, colocando-a no segundo lugar do ranking das frutas mais ricas nesse tipo de vitamina, perdendo apenas para a fruta australiana Kakadu plum.

Mesmo com esse potencial nutritivo, a produção do camu-camu para fim comercial no Brasil ainda é baixa, motivo que instigou pesquisadores a alavancar a sua produção e tornar a cultura mais eficiente. Edivan Chagas, pesquisador da Embrapa Roraima, fala sobre os trabalhos desenvolvidos para a produção, viabilização e melhoramento da espécie:

“A Embrapa tem trabalhado no sentido de viabilizar um sistema de produção que permita o cultivo comercial, o ‘cultivo em terra firme’ como nós dizemos. Para que aqueles que queiram plantar a cultura, que possam fazer diferente das condições normais em que a planta é encontrada. Então, especificamente a Embrapa Roraima tem desenvolvido um trabalho nesse sentido. Desde 2009 temos realizado um trabalho de prospecção, principalmente aqui no estado de Roraima, mas também em outros estados da região amazônica no sentido de identificar o potencial da fruta. Também fizemos um estudo da variabilidade dessa espécie, tentando identificar as propriedades e teores para que a gente possa fazer um comparativo com outras espécies”. 

O pesquisador também fala sobre as ações elaboradas para despertar o interesse da comunidade na aplicação comercial e alimentar da fruta:

“A gente tem trabalhado também a parte de agregação de valor, visando mostrar para a comunidade em geral as formas de aproveitamento desse fruto. Então a gente tem desenvolvido picolés, que são ricos em vitamina C, geleias, licores, bombons cristalizados, entre outros produtos que podem ser elaborados a partir do fruto do camu-camu. E assim trazer mais uma alternativa de aproveitamento, agregação de valor e renda para o produtor”.

O Peru é grande produtor e exportador da fruta. De lá é exportada para o Japão, Estados Unidos e, através da Holanda para a União Europeia, onde é utilizada pelas empresas farmacêuticas na fabricação de cápsulas de vitamina. Juntamente com outros parceiros, a ideia da Embrapa é divulgar os benefícios da fruta, de tal forma que se torne um espécie importante para o desenvolvimento regional. 

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 






O Elevado Presidente Costa e Silva, também conhecido como “Minhocão”, é uma via expressa e movimentada da capital paulista. Em certos pontos, a distância entre a obra e as varandas dos apartamentos é de apenas cinco metros e seus 3,4 quilômetros de extensão causam incontestável impacto na paisagem e na vida de moradores da região central da cidade. 

O viaduto tem horário de tráfego regulamentado durante a semana, das 6h30 às 21h30, mas é restrito aos finais de semanas, fazendo desses intervalos uma opção de lazer e entretenimento para os moradores. Pensando nisso, o projeto “Novas Árvores Por Aí” idealizou uma proposta simples e barata: espalhar plantas por todo o elevado.

Neste primeiro momento, a ideia é plantar espécies nativas de trepadeiras. A razão é o baixo custo e o rápido crescimento. Nik Sabey, publicitário e idealizador do projeto, comenta sobre os recursos necessários para o desenvolvimento da ideia:

“O projeto é todo financiado com a nossa mobilização. Nós estivemos com o pessoal da Prefeitura (de São Paulo) e da Secretária do Verde, e eles gostaram da ideia e aprovaram, mas pediram para que não gerasse custos para a administração do Parque, porque eles não tem esses recursos aprovados ainda. Então nós vamos buscar as formas de recursos para implementar. Lembrando que a ideia é que os custos sejam baixíssimos. Custos com mudas, um material ou outro, mas é ideia é que seja de baixo custo”. 

Com as ações, o “Minhocão” deve ganhar árvores e guarda-sóis, garantindo maior comodidade aos frequentadores do Parque. O idealizador fala também sobre o retorno social da ação:

“Tendo verde é muito mais agradável de você frequentar e estar no local. Se o projeto caminhar conforme estamos imaginando e projetando, talvez a gente consiga inclusive instalar uma espécie de sombra para quem frequenta nos horários mais quentes. Além da parte social da implementação, de fazer de forma coletiva, um ajudar ao outro, isso também é relevante”. 

O Plano Diretor de São Paulo, de agosto de 2014, prevê a total desativação do viaduto ou a sua transformação em parque. Para saber mais informações sobre as ações desenvolvidas pelo movimento, acesse a pagina: Novas Árvores Por Aí .

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.





A maricultura e a pesca são as principais fontes de renda de comunidades litorâneas de Santa Catarina. A alta concentração de algas - fenômeno tradicional conhecido como “maré vermelha”-  fez com que a Secretaria da Agricultura e da Pesca do Estado determinasse no dia 26 de maio a proibição da retirada, comercialização e consumo de ostras, mexilhões e seus derivados. 

O motivo da restrição é a presença de toxinas nestes alimentos que podem causar  problemas à saúde do consumidor. O professor da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), de Santa Catarina, Gilberto Manzoni, que também é produtor de mariscos, explica o fenômeno: 

“Maré vermelha é um termo geral que usamos para definir a proliferação ou a reprodução massiva de microalgas no ambiente marinho. Inclusive as microalgas é a base da cadeia antrópica, quer dizer que servem de alimentos para zooplâncton, para animais e outros organismos. Dentro do grupo das microalgas tem algumas espécies que produzem toxinas, são as algas que a gente define como produtoras de maré vermelha. Essas toxinas podem ser desde diarreicas ou toxinas que atacam o sistema nervoso central. A gente tem o monitoramento de várias espécies aqui no litoral de Santa Catarina, justamente para qualificar o produto cultivado e ver se nesse momento essas algas estão em quantidade significativa acumuladas nesses organismos que podem prejudicar o consumo e a comercialização de moluscos”. 

Além da poluição costeira, outros fatores potencializam o surgimentos das microalgas:

“A poluição costeira contribui com isso, porque infelizmente vai para a água e faz com que essas algas cresçam, associados também a períodos de insolação. Mas os fenômenos podem se associar também as águas que vem da Antártida com mais nutrientes. São águas mais ricas e pela questão de ventos e correntes costeira, essa água chega até a superfície e faz com que essas algas se reproduzam de maneira intensa. As características dessas algas, que formam a maré vermelha, é uma rápida velocidade de reprodução. Elas formam aglomerados de algas, dando essa coloração mais avermelhada, um pouco mais escura. Basicamente é enriquecimento de nutrientes que podem ser tanto de ressurgências, de águas mais frias da Antártida. Ou também períodos de chuvas que carreia águas dos rios para áreas costeiras, associado a isso tem que ter sol para as algas se reproduzirem. É um somatório de fatores, não é de maneira isolada que esse fenômeno ocorre, mas sim com a somatória de fatores.”

A “maré vermelha” é bastante conhecida em Santa Catarina. Por isso os níveis de qualidade da água são regularmente monitorados no litoral.

“Santa Catarina começou a implementar o monitoramento de maneira regular a partir do final dos anos 90. E a partir de 2010, o Governo Federal, através do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura, começou também a portar recursos para fazer o monitoramento, feito há quase 20 anos no litoral de Santa Catarina. As coletas são feitas nas áreas de cultivo a cada duas semanas. Temos vinte e nove pontos monitorado no litoral. Vai se fazendo essas amostragens semanais em todo litoral, mas nas áreas de cultivo as amostragem são feitas a cada duas semanas”. 

Mesmo com o prejuízo gerado pela proibição, Manzoni comenta sobre a seriedade das instituições ao estabelecerem períodos de paralisação na produção:

“O ponto positivo dessa interdição é que demonstra que Santa Catarina tem um controle de qualidade desses produtos que são vendidos para todo o Brasil. É ruim que não se pode vender num certo período, mas por outro lado comprova a seriedade do monitoramento, demonstrando que o produto realmente é certificado. Salientar que realmente é um prejuízo temporário, mas é importante que demonstra que Santa Catarina tem seriedade e monitora seu cultivos”. 

Santa Catarina é responsável por 95% da produção de todos os moluscos consumidos no Brasil. Em 2014, o volume foi de quase 22 toneladas. O Governo do Estado calcula que o lucro total dos produtores catarinenses seja equivalente a R$ 70 milhões por ano. 

Escrito por João Mota com supervisão de Vacy Alvaro.

Entre os dias 6 e 12 de junho, pessoas de qualquer lugar do mundo poderão participar do I Congresso Nacional de Vida Sustentável. Durante os sete dias, especialistas de diversas áreas vão discutir a sustentabilidade como forma de mudar rotinas, criar negócios e adotar novos hábitos. 

Elaborado pelo Coletivo Inovação – entidade desenvolvida para dar suporte ao evento - , o congresso será totalmente online e gratuito, visando alcançar e engajar o maior número possível de pessoas. A proposta do evento é incentivar os internautas a colocarem os conceitos apresentados e as suas próprias ideias em prática. No Congresso, todos os palestrantes darão dicas de como começar essa mudança, sem que haja a necessidade grandes investimentos ou muita dedicação. 

Francisco Moreira, o “Chicão”, cofundador do Coletivo Inovação e idealizador do 1º Congresso Nacional de Vida Sustentável, fala sobre importância de discutir a sustentabilidade:

“A sustentabilidade não é mais uma questão de ser importante ou não, ela está dada. O desafio da sustentabilidade está colocado nas nossas vidas. O que está em jogo hoje é a viabilidade de ações sustentáveis para cada um de nós. A importância desse tema é absolutamente estratégico para quem quer levar uma estilo de vida melhor, com mais qualidade. Para quem quer ter um negócio inovador, do bem, que faça a diferença. Ou para quem quer ter um projeto, para quer fazer a sua causa, seu propósito virar realidade, engajando outras pessoas nos seus propósitos. Ou seja, ajudar na prática a construir uma sociedade melhor. O objetivo é inspirar as pessoas, fazerem elas ficarem com vontade de agir imediatamente e sabendo exatamente por onde começar para terem os melhores resultados. Ao invés de ficarmos discutindo se a sustentabilidade é importante ou não, esse congresso se propõe a mostrar para as pessoas como que elas podem economizar na conta de água em casa, como elas podem ser mais produtivas, como que elas podem aproveitar todo o alimento em casa e até economizar na cozinha. Como que elas podem, no dia a dia delas, terem resultados muito práticos na área da sustentabilidade”. 

O cultivo de alimentos em pequenos espaços, a mobilização para o voluntariado, as estratégias para desenvolver projetos socioambientais de grande impacto, o engajamento social e a liderança serão alguns dos temas apresentados no Congresso. O idealizador também fala do diferencial ao desenvolver o evento na esfera digital:

“Imagina se fossemos fazer um congresso físico para três mil pessoas. Imagina a enormidade de recursos que teríamos que disponibilizar para colocar essas três mil pessoas no mesmo lugar, essas três mil pessoas vindo do Brasil inteiro, a pegada de carbono que estas pessoas gerariam. Então é muito mais conveniente e sustentável fazer um evento online, cada um vê de onde puder, basta ter internet”.

Todas as palestras serão abertas e veiculadas gratuitamente no horário programado. Para  inscrições acesse o site (www.cnvs.com.br).

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 

O Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (Cibiogás), de Foz do iguaçu, no Oeste do Paraná,  conseguiu uma das mais importantes certificações técnicas do País, a norma ISO 17027, acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Com isso, o laboratório torna-se o primeiro do Brasil a atender rigorosos critérios exigidos mundialmente.

Com foco no objetivo, o Centro preparou-se, modificando a estrutura do local, capacitando os colaboradores e aperfeiçoando uma série de processos. Com o apoio da Itaipu, do Parque Tecnológico Itaipu, da Embrapa e da Universidade de Recursos Naturais e Ciências Aplicadas à Vida (BOKU), na Áustria, o laboratório destaca-se por seguir  rigorosos padrões de qualidade em análises da produção do biogás.

Os ensaios realizados pelo laboratório são importantes para que proprietários rurais e empresas saibam a quantidade e a qualidade dos seus dejetos de animais ou resíduos da agricultura para a produção de biogás e consequente geração de energia elétrica, térmica e veicular. 

Eduardo Trindade, gerente de desenvolvimento tecnológico do Cibiogás, comenta as expectativas em relação às atividades e projetos do laboratório, após a certificação:

“Com a certificação, nossos ensaios passam a ser referencia no País, por que não tem outro laboratório que faz a análise de biomassa e biogás, que tem essa certificação. A certeza da qualidades do resultados nos coloca à frente de qualquer qualificação de ensaios de biomassa que a gente possa analisar. Como nós somos um laboratório certificado e passamos a ser referência, um ponto importante dessa certificação, é que nós não temos laboratórios concorrentes. A nossa análise de biomassa só pode ser feita quando a biomassa está próxima ao laboratório. Um laboratório em Manaus, por exemplo, não seria nosso concorrente porque eu não posso pegar uma biomassa daqui e mandar para lá, porque até chegar lá ela já degradou, então é outra biomassa. Nosso interesse é passar essa experiencia para outras entidades que queiram montar laboratórios e a gente gostaria de ensinar, 'olha, o caminho das pedras é esse aqui'. O fato de ser um laboratório credenciado nos habilita a, digamos assim, treinar os outros, passar os conhecimentos para os outros, para que se desenvolva cada vez mais a qualificação, análise, de biomassa, de biogás, de biometano no País”.  

O projeto Cibiogás, começou em 2008, com a criação do OBSERVATÓRIO de Energias Renováveis para América Latina e o Caribe. Em 2012, em parceria com outras instituições, ganha ainda mais força ao se tornar um importante aliado para ajudar a atender às metas energéticas acordadas na RIO+20. 

Escrito por João Mota com a supervisão de Francielle Zancanaro.


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