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ÁGUA E CIÊNCIA

Diversas cidades do Brasil já contam com práticas sustentáveis, que respeitam e preservam o meio ambiente. A necessidade de adotar, cada vez mais, medidas sustentáveis e levar a população a fazer o uso eficiente de seus recursos naturais mobiliza empresas e governos e promove a investigação científica. 

O tema será pauta do Colóquio de Inovação e Cidades Sustentáveis que acontece no dia 8 de julho, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Marcelo Roger Menegati, professor da Unioeste e um dos coordenadores do Colóquio, explica o objetivo do evento:

“O objetivo desse evento é criar um espaço e um debate sobre o tema desenvolvimento regional e cidades sustentáveis e inovação com a intenção de aproximar os pesquisadores desses programas de mestrado com os municípios e com os campos de atuação do PTI e da Itaipu na região oeste. Aproximar esses pesquisadores para que futuramente desenvolvam pesquisas voltadas para o desenvolvimento e para o tema cidades sustentáveis”.

O público-alvo são os acadêmicos dos cursos de mestrado e membros da comunidade que possuem interesse em discutir o tema. O debate contará com a participação do presidente emérito do Instituto Ethos e idealizador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew, do diretor de coordenação e meio ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Miguel Friedrich, e da professora da Uninove, Claudia Kniess.

“Estendemos esse convite para demais cursos de pós-graduação em mestrado e doutorado nas áreas de ciências sociais aplicadas. Nosso intuito é propiciar um espaço para apresentação desse debate, procurando o desenvolvimento regional e aproximar os pesquisadores e extensionistas deste tema”.  

As inscrições são limitadas e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (45) 3220-3037.

Acadêmicos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) desenvolvem um projeto que tem como foco a elaboração de recursos didáticos para abordar o tema água. Maria Graça Porto, professora de Química da Unila e coordenadora do projeto explica o objetivo da pesquisa:  

“O projeto 'Construção de recursos didáticos para o empoderamento da temática água' surgiu mediante a necessidade de melhorias que sejam exequíveis para o ensino de ciências ofertados na educação básica no Brasil, almejando também as escolas dos países latino-americanos e caribenhos contribuindo, deste modo, com a proposta da Unila. Assim, no âmbito do projeto vem sendo planejadas e executadas ações que visam a construção de jogos didáticos tais como analógicos e digitais, um site educacional, um curso de formação continuada de professores, mostrando como inserir o tema água em sala de aula, por meio de diferentes enfoques teóricos e metodológicos, entre outros recursos didáticos e pedagógicos”. 

A iniciativa foi selecionada pelo Programa de Apoio à Produção de Material Didático para Educação Básica – Projeto Água, por meio do edital da Capes e da Agência Nacional de Águas (ANA). O projeto teve nota máxima e ficou em sétimo lugar geral, entre 72 instituições de ensino superior do Brasil. 

“A ideia emergiu mediante a um apoio lançado pela Capes em parceria com a Agência Nacional de Águas, por meio de um edital que lançava projetos que tivessem como objeto a produção de material didático voltado para o tema água e que pudessem contribuir com o processo de ensino e aprendizagem das escolas de educação básica. Atualmente, temos alunos nos cursos de licenciatura em Ciências da Natureza e Química, atuando no projeto, ou seja, estamos elaborando estratégias diversificativas sobre a temática água que serão em breve disponibilizadas para professores e alunos”. 

O projeto possui etapas que visam a construção dos recursos didáticos metodológicos como jogos educacionais, jogos digitais, vídeos educativos, elaboração de um site, além da oferta de oficina. As ações visam contribuir com a formação continuada de professores da educação básica além de promover a popularização, conscientização, entretenimento, aprendizagem, entre outros benefícios relacionados ao tema água.  

“Para tanto, estamos articulando algumas parcerias que são de extrema importância, tais como a escola parque e o Núcleo Regional de Educação. Esta etapa do projeto ocorrerá em novembro em comemoração ao dia do rio e, por fim, a divulgação de todas as estratégias construídas e consolidadas ao longo do projeto tanto nas escolas da rede pública de ensino de Foz do Iguaçu, como nas escolas do países circunvizinhos”. 

Todos os materiais produzidos serão de domínio público e terão ampla divulgação por veículos de comunicação.

Atrair a atenção de alunos, cada vez mais envolvidos com tecnologia, não é uma tarefa fácil para professores. Pensando na dificuldade em aplicar formas diferentes de ensino, o projeto Geo na Escola propõe a utilização de mídias digitais e softwares de geotecnologia dentro dos conteúdos propostos nas diretrizes escolares. Ana Flávia de Oliveira, criadora do projeto, explica o objetivo:  

“Comecei a fazer algumas publicações e posts referentes à utilização dessas mídias digitais de geotecnologia, utilização de softwares, imagens de satélite, dentro dos conteúdos propostos nas diretrizes escolares. Junto com a equipe e junto com alguns outros parceiros que já fazem parte fizemos alguns vídeos e a intenção é justamente incluir geotecnologias dentro da sala de aula para facilitar o ensino e para tornar esse processo de ensino aprendizagem dos alunos numa coisa mais dinâmica e mais gostosa de se ver”. 

Os materiais são gratuitos podem ser encontrados no blog do Instituto Geoeduc (www.geoeduc.com). Lá foram disponibilizados tutoriais com as atividades, além do conteúdo escrito. A intenção é que todos os professores, de qualquer realidade, possam utilizar, por isso algumas atividades não implicam em ter laboratório de informática ou alguma infraestrutura básica. 

“A gente propõe algumas atividades que não exigem que os alunos estejam conectados, por exemplo, a utilização de imagens de satélite para análise de imagens históricas do Google, por exemplo, em que a gente já leva o material impresso para sala de aula. Ou então a gente leva imagens para fazer maquetes em sala de aula, com papelão, com cola, com tesoura, com materiais que são fáceis e baratos para as escolas públicas poderem utilizar também”.

Para que as atividades se aproximem da realidade em sala de aula, professores participam com comentários e sugestões. Além disso, algumas parcerias já foram firmadas e professores podem contribuir com tutoriais. 

“Arlete Meneguette, da Unesp de Presidente Prudente, ela trabalha muito com os produtos do Google e ela faz vários tutoriais para a gente, para aplicação desses softwares, de imagem 3D, todos os produtos do Google, de forma que a gente possa aplicar de fato na sala de aula. A gente tem o intuito de fazer mais para frente vídeos quinzenais e a gente quer fazer um e-book também compilando todos esses conteúdos”. 

Entre os conteúdos disponíveis estão mapas mentais para aulas de urbanização, conteúdos de urbanização, croqui de casa à escola, construção de maquetes com imagens de satélite, construção de um mapa de casa à escola no Google Maps, construção de maquetes em 3D no Google sketchup.

Estão disponíveis até o dia 24 de abril as inscrições para o “Água em Curso – Multiplicadores”. A capacitação é voltada para educadores e tem como objetivo levar metodologias de ensino e ferramentas para abordagem do tema “água” em sala de aula. 

Mil vagas foram disponibilizadas para professores paranaenses e outras 500 serão distribuídas entre educadores de todo o País. Podem ser inscrever professores dos ensinos fundamental e médio e multiplicadores atuantes em organizações civis e empresas usuárias de água, além de jovens envolvidos com a temática.

O curso, promovido pelo Projeto Água: Conhecimento para Gestão, é gratuito, ofertado na modalidade EaD (Educação a Distância) e tem carga horária de 40 horas. Ao final da capacitação, os alunos que cumprirem com as atividades receberão certificado. As inscrições podem ser realizadas pelo site www.aguaegestao.com.br.  

Segundo a gerente do projeto Água: Conhecimento para Gestão, Alexandra da Silva, o papel dos professores é fundamental neste processo de sensibilização: 

“Os professores são disseminadores e os grandes motivadores do engajamento dos jovens. Se o professor não consegue levar esse conteúdo para a sala de aula (tanto de recursos hídricos, quanto de todos os recursos naturais disponíveis) e conscientizar os alunos da importância disso, vai ficando difícil manter estes recursos. Foi pensado num curso em que o professor consiga aplicar metodologias de ensino mais focadas à mobilização e conscientização dos jovens”.

Desde 2011, quando foi criado, o Projeto Água: Conhecimento para Gestão, que é executado por meio de um convênio entre a Agência Nacional de Águas e Fundação Parque Tecnológico Itaipu, com apoio da Itaipu Binacional, já capacitou 18 mil pessoas em todos os estados brasileiros e países da América Latina, além da Espanha. 

Outra iniciativa do Projeto é o game educativo Água em Jogo, que visa conscientizar a respeito dos conflitos e dificuldades relacionados ao uso e à conservação das águas, formando novas lideranças entre os jovens. 


Um dispositivo simples e barato pode evitar que pessoas sofram um choque elétrico. O interruptor Diferencial Residual (DR) é um dispositivo que pode ser instalado na caixa de luz e, toda vez que existir saída de energia irregular, ele é acionado, desligando a energia. Apesar da relevância, poucas residências contam com o DR. A engenheira eletricista da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Claudia Deslandes de Figueiredo, explica porque o dispositivo ainda é desconhecido. 

“Porque o DR é um espião de instalação elétrica mal feita. Por exemplo, se um eletricista faz uma emenda de um cabo e deixa um pedacinho do cabo para fora e esse pedaço encosta numa caixa, aquilo é um vazamento de corrente, então o DR não vai armar de jeito nenhum. Mas isso é bom ou ruim? É ótimo, porque, neste caso, dentro do eletroduto ninguém vai tomar um choque, mas o que pode acontecer? Um incêndio, porque você vai escorrendo eletricidade até esquentar o eletroduto e aí pode ter algum material combustível ali, uma cortina e vai pegar fogo. Então o DR também tem uma outra função. Primeiro proteger as pessoas e a segunda é contra incêndio”.      

Residências que já possuem quadros de luz antigos podem instalar o DR a qualquer momento. 

“A instalação elétrica já existente e o quadro já está cheio de disjuntores. Não tem problema, é só chamar o eletricista que ele vai colocar uma caixinha do lado do seu quadro antigo. Porque de todos os equipamentos de proteção elétrica, o DR é o único que faz a proteção das pessoas, porque o disjuntor protege o cabo elétrico. Se a sua instalação tiver até cinco anos você pode conversar com a construtora ou quem vendeu para você. Até você pode ir no Procon e pedir para colocar”. 

Na Europa e no Japão o DR é obrigatório desde os anos 60. Lá, a sensibilidade do equipamento é de 0,01 amperes. O Brasil está começando com 0,30 amperes devido aos equipamentos ligados na instalação elétrica, que ainda não estão preparados para a maior sensibilidade. No Brasil a utilização não é obrigatória, ela faz parte das Normas Técnicas Brasileiras. O DR está na norma desde 1997. 

“A corrente elétrica não tem cheiro, não tem gosto, não tem cor, não tem massa, não tem nada. Não é como a água que você coloca a mão, não é como o gás, que você sente o cheiro, não mancha, não faz nada. Você pode ter uma tomada pronta para te matar mas, você não vai ter como identificar isso. De todas as grandezas de física, ela é a mais perigosa em função disso, não tem como medir ou ver, prevenir, quero dizer, tem sim, colocando o DR”.

Dados do Corpo de Bombeiros revelam que 80% dos incêndios são provocados por instalação elétrica com problema. O DR pode ser encontrado em lojas de materiais elétricos e custa em média R$ 150,00. 

A concessionária de energia elétrica de Goiás, a Celg, realiza um estudo em parceria com a agência americana USTDA para elaborar um projeto de usina solar em Morrinhos, no sul do Estado. Augusto Francisco da Silva, diretor técnico comercial da Celg, explica o objetivo da criação e da parceria:

“Estamos preocupados, inicialmente em criar uma usina relativamente pequena e quebrar barreiras. Não estamos em busca de ganhar muito dinheiro mas, também, não podemos construir um projeto deficitário. A USTDA vai nos ajudar, inclusive, nesse sentido: fazer a análise técnica e econômica para que o projeto tenha o retorno dentro de um padrão aceitável”.

A unidade é a primeira usina solar da Celg e ocupará um espaço de aproximadamente 12 hectares. O investimento para a construção da usina será de aproximadamente R$ 60 milhões e o que for produzido deve ser comercializado em leilões do setor ou vendido em grandes indústrias. 

“Os recursos para a construção da usina serão próprios ou parcialmente financiados. Estimamos que podemos financiar até 50% mas a princípio estamos dispostos a fazer mesmo com capital próprio uma primeira unidade que deve custar entre R$50 e R$60 milhões. O Estado de Goiás tem bastante usinas de cogeração do bagaço de cana, temos a oportunidade das solares, temos alguns projetos em andamento já em Goiás, em projetos de agentes privados, dentro do Estado, e as hidrelétricas pequenas, que consideramos também como oportunidade porque é energia limpa e geração distribuída. Acho que o Brasil não pode, A Celg GT acha que o Brasil não pode, e o Estado de Goiás não vai fazer isso: abrir mão de qualquer uma das fontes de geração de energia limpa”.    

Goiás é pioneiro na produção de energia solar em usina sucroenergética.

Para os organizadores do Projeto Água: Conhecimento para Gestão, a conscientização quanto ao uso racional dos recursos hídricos pode ser incentivada já na sala de aula. Por isso, o projeto (que é executado por meio deu um convênio entre a Agência Nacional de Águas e Fundação Parque Tecnológico Itaipu, com apoio da Itaipu Binacional) está oferecendo gratuitamente 1500 vagas para o “Água em Curso – Multiplicadores”.

A capacitação é voltada para os educadores e tem como objetivo levar metodologias de ensino e ferramentas para abordagem do tema “água” no ambiente escolar. O curso é gratuito, ofertado na modalidade de ensino a distância, e tem carga horária de 40 horas.

O público-alvo são os professores de ensino fundamental e médio; e multiplicadores atuantes em organizações civis e empresas usuárias de água; além de jovens envolvidos com a temática. De acordo com a gerente do projeto, Alexandra da Silva, o papel dos professores é fundamental neste processo de sensibilização:

“Os professores são disseminadores e os grandes motivadores do engajamento dos jovens. Se o professor não consegue levar esse conteúdo para a sala de aula (tanto de recursos hídricos, quanto de todos os recursos naturais disponíveis) e conscientizar os alunos da importância disso, vai ficando difícil manter estes recursos. Foi pensado num curso em que o professor consiga aplicar metodologias de ensino mais focadas à mobilização e conscientização dos jovens”.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de janeiro pelo site www.aguaegestao.com.br. Ao longo do ano estão previstas outras 4,5 mil vagas.

Desde 2011, quando foi criado, o Projeto Água: Conhecimento para Gestão já capacitou 18 mil pessoas em todos os estados brasileiros e países da América Latina, além da Espanha. Outra iniciativa do Projeto é o game educativo Água em Jogo, que visa conscientizar a respeito dos conflitos e dificuldades relacionados ao uso e à conservação das águas, formando novas lideranças entre os jovens.

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