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ÁGUA E CIÊNCIA

Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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Qui, 16 de Junho de 2016 15:29

ICMBio lança guia de Educação Ambiental

Em comemoração ao Dia Nacional da Educação Ambiental, foi lançado no Parque Nacional do Iguaçu o guia “Educação Ambiental em Unidades de Conservação: Ações voltadas para Comunidades Escolares no contexto da Gestão Pública da Biodiversidade”.

A publicação foi liderada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e produzida em parceria com a organização não-governamental WWF-Brasil. O guia conta com diretrizes e orientações baseadas em ações de Educação Ambiental desenvolvidas em escolas no interior e entorno de unidades de conservação. 

As diretrizes gerais e orientações metodológicas contidas na publicação nasceram de encontros e trocas de experiências entre representantes destas entidades, conforme explica Mariele Xavier, analista ambiental do Parque Nacional do Iguaçu

“Essa é uma demanda para o ICMBio das unidades de conservação trabalharem a educação ambiental com os sujeitos da educação formal (com as comunidade escolares). Até então não tínhamos diretrizes e orientações claras de como o gestor de unidades de conservação pode trabalhar com as comunidades escolares envolvidas nesse território, seja dentro ou fora das unidades, dependendo da sua categoria. Então a coordenação de Educação Ambiental do ICMBio em Brasília organizou junto com a WWF-Brasil duas oficinas, convidando gestores de unidades de conservação e parceiros que já têm experiência nesse trabalho com comunidades escolares. Então participamos de duas oficinas em Brasília (DF) e construímos esse guia, que é um material orientador e inspirador para aqueles gestores que queiram ou tenham a necessidade de envolver esse sujeito da educação formal no contexto da gestão pública da unidade de conservação”.

O lançamento do guia foi realizado no Parque Nacional do Iguaçu em virtude do local ser considerado referência em educação ambiental na gestão pública da biodiversidade com comunidades escolares.

“Hoje temos projetos com diferentes sujeitos. Um deles é o curso da Escola-Parque que oferecemos para professores e técnicos dos municípios. Atendemos grupos organizados (a maioria deles de escolas) para fazer uma visita ao Parque, entendendo que aqui é uma unidade de conservação. Temos a Gincana Ecológica, que esse ano tem como tema o centenário da passagem de Santos Dumont pelo Parque Nacional, que envolve crianças dos quartos anos das escolas municipais. E também temos as datas comemorativas do Meio Ambiente, então temos vários projetos tentando atender os diferentes sujeitos que estão envolvidos na gestão desse espaço, que é o Parque Nacional do Iguaçu”.

Também participaram da criação do guia o Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS) e a Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem). A publicação pode ser baixada gratuitamente em http://goo.gl/8gZw2Z

O estado do Paraná é um dos primeiros do Brasil a estabelecer normas, critérios e procedimentos próprios para a gestão da criação amadorista de pássaros da fauna nativa. O objetivo é promover uma melhor gestão no setor de criação de animais silvestres nativos, de forma a garantir boas condições de cuidados e melhor atendimento aos criadores amadores. 

A atividade que era gerenciada e regulamentada pelo Ibama passou a ser responsabilidade do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), após a publicação de uma lei complementar federal e a assinatura de um termo de cooperação técnica entre as duas instituições ambientais. 

As normas estaduais são mais restritivas em alguns critérios e garantem maior controle sobre a criação, transferência e transporte de fauna. Com a nova legislação, fica definido o número máximo de até 30 aves para cada criador amador cadastrado. 

As pessoas cadastradas como criadores amadores que possuem mais de 30 aves podem se adequar, até o final do prazo, como criador comercial, mantenedor de fauna ou outras categorias. A partir dessas regulamentações, o IAP vem se estruturando para atender as demandas do segmento, conforme explicou o seu presidente Luiz Tarcísio Mossato Pinto

"O que estamos fazendo é treinar os nossos técnicos para que a gente tenha um avanço na questão de fauna do nosso estado. E deixamos muito claro o cuidado que a gente tem que ter com a fauna: primeiro porque se trata de animais da nossa fauna brasileira, e segundo, que o tráfico de aves e animais hoje é o terceiro maior do Brasil. Então todo o cuidado que a gente puder ter nessa linha é importante para a conservação e preservação dessas espécies no estado do Paraná”. 

O presidente também lembrou que grande parte da classe de criadores amadores exerce a atividade levando em consideração os cuidados ambientais. A ideia é punir aqueles que não agem de maneira legal:

"Nós temos bons criadores de pássaros no Estado, que realmente tem uma consciência ambiental, mas também tem um comércio muito forte por trás disso. Então o que a gente tem que saber é controlar, separar os bons e realmente punir os ruins. É isso que a gente está tentando conversar, que estamos tentando tabelar e ter esse cuidado especial em estar treinando as pessoas, capacitando os técnicos da instituição para que tenhamos um bom desenvolvimento e um bom entendimento com os bons criadores do nosso Estado”. 

Mais informações sobre os procedimentos podem ser obtidas no site do IAP: www.iap.gov.br

Os personagens da Turma da Mônica agora tem uma nova e nobre missão: conscientizar a população quanto ao uso racional da água e a importância do saneamento básico. Lançada inicialmente em versão impressa, a revista em quadrinhos acaba de receber uma versão digital, que pode ser acessada gratuitamente.

A publicação teve como principal entusiasta o cartunista e empresário Mauricio de Sousa, que envolveu a sua equipe de criação no projeto que é resultado de uma parceria entre o Instituto Trata Brasil, a Sabesp, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. 

Na revista estão orientações sobre a importância da preservação dos mananciais, de usar corretamente a água e das casas estarem interligadas às redes oficiais de esgotos. Segundo Edison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, o projeto pode ser um instrumento importante principalmente para a popularização das questões do saneamento básico, ainda pouco discutidas e observadas pela sociedade: 

“Em nossa forma de ver, uma das razões que se explica o baixo avanço do saneamento no Brasil é o baixo interesse do cidadão pelo tema. Muitas vezes essas pessoas nem sabem do problema, não sabem que tem direito a um sistema de água tratada, ao esgoto coletado e tratado… Então existe uma desinformação grande no Brasil com  relação a nossa infraestrutura. As pessoas acabam cobrando mais hospitais e postos de saúde, sem perceber que, se tivesse o saneamento resolvido, não precisaria de tanto hospital e posto de saúde. Então a gente detecta que é preciso cada vez mais informar a população de que isso é um direito humano, de que as autoridades devem fornecer isso (principalmente os prefeitos), governadores e governo federal, mas começa tudo no município. Então precisamos cada vez mais informar as pessoas”. 

O presidente também destacou a relevância em trabalhar a consciência ambiental já a partir da infância: 

“Logicamente que, ao mesmo tempo que temos informar os adultos (com estes estudos que o Trata Brasil promove), precisamos de alguma forma de levar esse tema para as crianças ou para as várias entidades militam na causa da saúde, como é o caso da Pastoral da Criança e da CNBB. Então o primeiro objetivo é ter um material de fácil leitura, aceito por todos (todo mundo gosta e conhece da Turma da Mônica e seus personagens), para difundir esse tema e as pessoas se conscientizarem melhor da importância de se ter essa infraestrutura tão básica, mas tão atrasada no País. O objetivo principal é que comecemos a construir adultos mais bem informados e engajados nessa luta para que o Brasil saia dessa situação vergonhosa de país com indicadores do século 19 ainda no que se refere ao saneamento. O que queremos é influenciar as pessoas de hoje, mas principalmente gerar adultos mais conscientes”. 

Na revista em quadrinhos, os personagens Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão participam de uma visita à nascente do “Rio Limoeiro” e de lá acompanham a contaminação que o rio sofre ao longo de seu percurso, com o recebimento de esgotos não tratados, lixo, defensivos agrícolas, entre outros. A revista pode se acessada no endereço turmadamonica.uol.com.br/revistasabesp

Além da publicação, outros produtos – como vídeos curtos e ações nas mídias sociais – devem ser lançados em breve por meio da parceria. 

Em 2014, 98,4% das latas de alumínio colocadas no mercado nacional foram recolhidas e recicladas no Brasil. Os últimos dados oficiais divulgados pelo setor colocam o país como líder mundial no quesito, à frente de países como Argentina (91,1%), Japão (87,5%) e Estados Unidos (66,5%). 

E um estudo conduzido pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) apontou algumas vantagens deste tipo de embalagem para o meio ambiente após analisar o ciclo de vida da lata de alumínio para bebidas no Brasil. 

Segundo a pesquisa, a reciclagem da lata de alumínio para obtenção de uma nova embalagem pode proporcionar uma redução em até 70% as emissões de CO2 e 71% do consumo de energia em comparação à lata fabricada apenas com alumínio primário, aquele que é obtido a partir da extração da bauxita. 

O estudo, que foi encomendado pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), analisou diferentes cenários, conforme explica Luiz Alberto Lopes, engenheiro metalurgista e integrante do Comitê de Reciclagem da Abal

“No caso de 50% de metal reciclado e 50% de metal virgem, haveria uma redução de 35% em relação às emissões de CO2 quando comparado com o primeiro cenário (apenas metal primário), haveria um consumo de energia elétrica 36% menor, um consumo de água 33% menor, um consumo de bauxita (ou seja, a necessidade de retirada de minerais ou minérios) de menos 47% e 36% de redução na pegada de carbono. Já no cenário com 98% de metal reciclado, que é o que acontece hoje no Brasil, nós temos 70% de redução em relação às emissões de CO2, uma redução de 71% no consumo de energia elétrica, 65% de redução no consumo de água e 93% de redução no consumo de bauxita, resultando em 71% de redução do CO2 equivalente, ou seja, da pegada de carbono. Então isso mostra que as emissões atmosféricas são muito menores, bem como a redução na pegada de carbono”. 

Luiz Alberto Lopes também comentou as vantagens do alumínio e as possibilidades de crescimento do setor:

“O alumínio, justamente por sua leveza e por sua facilidade de ser trabalhado ou ser transformado, é um material que apresenta grandes vantagens na fabricação de embalagens. Aí a lata de alumínio acaba se destacando como vedete no setor. Então nós temos o setor de latas de alumínio crescendo vertiginosamente. O Brasil hoje tem uma capacidade de produção instalada da ordem de 28 bilhões de unidades anuais em 20 fábricas que estão instaladas no Brasil. O setor de produção de latas de alumínio gera 3,5 mil empregos diretos, representa um faturamento de  R$7,5 bilhões/ano, e nos últimos 15 anos houve um investimento neste setor da ordem de R$6,7 bilhões”. 

Recentemente o INMETRO criou um programa de rotulagem ambiental para atestar a sustentabilidade de produtos fabricados no Brasil. As informações podem ajudar o consumidor na hora de escolher o que vai levar para casa e também facilita a entrada dos produtos no mercado internacional. 

Em sete anos, a produção de peixes no Paraná triplicou e saltou de 30,8 mil toneladas em  2009 para aproximadamente 90 mil toneladas em 2015. Para 2016, a projeção de crescimento é de 22%, acima da média nacional projetada em 15%, chegando à casa das 110 mil toneladas, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. 

E a maior parte desta produção está concentrada na região Oeste, onde a piscicultura ajuda a diversificar a renda do produtor rural, combinada com outras atividades como a pecuária e a agricultura. Para acompanhar este bom momento e ainda ajudar a o setor a atender com qualidade esta alta demanda, o Programa Oeste em Desenvolvimento – que envolve mais de 40 instituições da região, como a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e a Itaipu Binacional - vem atuando fortemente no tema por meio de sua Câmara Técnica de Peixes. 

Após levantar as potencialidades e diagnosticar os entraves existentes no setor, os trabalhos do grupo foram divididos em três linhas principais, conforme explica Renata Saviato Dias, engenheira sanitarista da Fundação PTI

“A pesquisa para a despesca vai buscar tecnologias e métodos que diminuam a poluição da água, que depois é lançada no meio; na questão nutricional das rações iremos buscar padrões mínimos e máximos para cada nutriente de sua composição, porque muitas vezes isso acaba se tornando residual no tanque, que se deposita e se torna a principal fonte de poluição no tanque; e no item da qualidade da água, buscaremos tecnologias que melhorem a água de entrada do tanque, o lançamento do efluente durante a produção do pescado e também uma linha para o reaproveitamento de água”. 

A Fundação PTI exerce um papel importante no suporte e articulação das ações desenvolvidas, conforme explica Jonhey Nazário Lucizani, gerente de Desenvolvimento Territorial

“É entendido dentro do Programa Oeste em Desenvolvimento que o PTI é uma instituição que presta suporte para essas atividades produtivas. A participação do PTI dentro desse processo refere-se principalmente a aproveitar as competências que já possui internamente e que pode aplicar e ampliar para o setor produtivo, diminuindo os gargalos para o setor produtivo. Esse que é o grande papel do PTI. Tanto na questão das competências internas, disponibilizando-as para as cadeias produtivas, através de projetos e coordenando ações, como também articulando outros agentes para dentro dessa execução das ações e dar suporte para a coordenação da cadeia produtiva”. 

Ampliação com a força das cooperativas

Pelo menos dois grandes investimentos de cooperativas devem impulsionar ainda mais a produção de peixes na região. A C.Vale, sediada em Palotina, deve inaugurar ainda no primeiro semestre de 2017 um abatedouro com capacidade para o processamento de 50 toneladas de peixes por dia.

Já a Copacol, que em 2008 inaugurou seu abatedouro em Nova Aurora, tem planos de dobrar a produção de tilápia até 2018, chegando a marca de 140 mil unidades por dia, conforme explica seu supervisor e também coordenador da Câmara Técnica do Peixe no Programa Oeste em Desenvolvimento, Mauricio Luiz Kosinski. Ele também comenta sobre a importância dos cuidados com os recursos hídricos e da vocação não só estadual, mas nacional para a piscicultura: 

“O processo já está em andamento. Estamos com financiamento liberado e obras em construção para duplicarmos a capacidade produtiva ou a produção de pescados aqui na Copacol. Com o crescimento da atividade de piscicultura na região aumenta-se a demanda pelos recursos naturais, mais especificamente a água, que é um bem escasso e que temos que cuidar muito bem. Diante disso, um dos itens que temos trabalhado é a busca por alternativas e tecnologias que visem a redução da captação de água dos meios naturais para a piscicultura. Entendemos que se cuidarmos melhor da água no processo de cultivo do peixe, precisaremos captar menos água e conseguiremos entregar um efluente em menos quantidade e de melhor qualidade. Não só o Paraná, mas o Brasil todo tem um potencial de aquacultura muito forte. O que faz diferença é ter projetos viáveis economicamente, que não pensem especificamente na produção, mas num modelo de integração, em que a cooperativa organiza toda a cadeia produtiva e o produtor faz a sua parte que é produzir os peixes”. 

A piscicultura também cresce na área do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Desenvolvido pela empresa desde 2003, o projeto ganhou fôlego no ano passado, quando o Ministério da Pesca e da Aquicultura liberou o cultivo de tilápia em tanques-rede nos braços dos reservatórios.

Outro fato importante para o setor foi o recente anúncio do Governo Federal na ampliação em mais de 100% na linha de crédito oferecida aos produtores de pescado, o que já era uma reivindicação do Programa Oeste em Desenvolvimento. O aumento de R$ 150 mil para R$ 330 mil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foi incluído pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Plano Safra para a Agricultura 2016/2017.

Nos dias 24 e 25 de maio, estudantes e professores do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – Campus Congonhas, participaram das aulas presenciais do curso “Elaboração de Spots de Rádio e Manuseio da Plataforma Web Rádio Água”. A iniciativa é oferecida pelo Projeto Água: Conhecimento para Gestão em parceria com o Projeto WRA. 

No conteúdo estiveram teorias e técnicas para a elaboração de conteúdos, além de atividades práticas de gravação, edição e publicação na plataforma WRA. Ao longo das próximas semanas, os spots produzidos durante a capacitação serão publicados aqui na WRA. As estudantes Gleydiane Marcelle e Ana Carolina Souza Pereira, por exemplo, deram dicas sobre o uso racional da água em atividades do cotidiano. Ouça no player acima!



O IFMG-Congonhas está estruturando uma programação que terá como assunto principal questões relacionadas à água e mineração.

Com o objetivo de promover o compartilhamento de conhecimentos e experiências sobre mudanças globais e seus impactos sobre os recursos naturais, o Seminário sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (com foco nos temas Água, Energia e Alimentos) está sendo realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

O evento é promovido pela Fundação PTI - por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) - e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da Itaipu Binacional, do Programa Hidrológico Internacional da Unesco (PHI-Unesco) e da Universidade do Arizona. 

Durante a abertura do evento, o secretário do Programa Hidrológico Internacional (PHI) da Unesco, Miguel Dória, ressaltou a importância da preservação dos recursos naturais, sobretudo neste ano em que a Organização das Nações Unidas elencou a relação “Água e Empregos” como tema das ações do Dia Mundial da Água. 

“Quase 80% dos trabalhos de uma forma ou outra tem relação com recursos hídricos. E nada melhor do que o caso da Itaipu para demonstrar a relação profunda entre a água e o melhor desenvolvimento sustentável a nível nacional, binacional, regional ou internacional. Este é um tema que nos afeta em todos os níveis”. 


Dória: "N
ada melhor do que o caso da Itaipu para demonstrar a relação profunda entre a água e o melhor desenvolvimento sustentável". Foto: Jean Pavão

Já o coordenador do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) pela Itaipu, Moises Agustin Ayala, explicou que a ideia do seminário é fomentar uma sinergia entre estudo e pesquisa.

“As portas de nossa instituição estão abertas para todos no âmbito de desenvolvimento e da busca pelo conhecimento. Convido a todos que participem das discussões que serão levantadas neste seminário e se tornem atores decisivos nas realidades atuais em prol de uma gestão dos recursos hídricos eficiente e sustentável”.

A coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Tecnologia e Energias Renováveis da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e representante da Cátedra UNESCO Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sigrid Andersen, destacou as atividades desenvolvidas por meio do convênio existente entre a universidade e a Itaipu.

“Dentro desse nosso acordo de cooperação, durante esses três anos, nós desenvolvemos várias atividades e foi muito importante o que construímos ao longo desse tempo. Foram visitas técnicas, seminários de integração institucional, inclusive trazendo alunos da Engenharia Ambiental que ficavam absolutamente encantados com o que era desenvolvido no âmbito de Itaipu, e que ao mesmo tempo dava um significado daqueles conhecimentos que eram obtidos teoricamente em sala de aula e que poderiam ver e dar um significado naqueles conhecimentos que a universidade proporcionava. Então espero que possamos constituir um grupo cada vez maior, pensando novos projetos, novas possibilidades de podermos continuar esse trabalho, o estendendo e o ampliando com a Itaipu Binacional”. 

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, lembrou do processo de implementação e evolução do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), chancelado como categoria 2 da UNESCO:

“Nós tivemos, quando ampliamos a missão de Itaipu, a preocupação em fazer as coisas cada vez mais corretas no que tange à utilização da água. E quando fomos verificar quem mais detinha conhecimento e acumulava experiências exitosas realizadas no mundo inteiro era a UNESCO e fomos nos espelhando no sentido que pudéssemos adotar as melhores práticas. Quando começamos a fazer a recuperação das primeiras nascentes e microbacias, a ampliação da mata ciliar, o trabalho adequado do ponto de vista de fazer terraceamento, não permitir que tivesse erosão, a UNESCO começou a dizer 'meu Deus, vocês estão colocando na prática tudo o que temos espalhado. Tem uma boa experiência aqui, outra na Ásia, outra na Europa, mas no conjunto de ter tudo isso atuando de forma sistêmica, vocês estão tendo uma boa experiência'. Aí começamos a trabalhar no sentido de trazermos e podermos ter aqui uma sede do Centro de Hidroinformática. Isso evoluiu, implantamos e agora estamos aumentando uma escala, indo para centro de categoria 2. Na fase intermediária daqueles que mais detém conhecimento do uso adequado da água, dos recursos naturais, da produção de energia, desse nexo Água, Energia e Alimentos, e é motivo de muita satisfação poder, de tempos em tempos, estar aqui atualizando os nossos conhecimentos, recebendo essas autoridades reconhecidas mundialmente nessa temática”. 


Samek: "Quando ampliamos a missão de Itaipu, tivemos a preocupação em fazer as coisas cada vez mais corretas no que tange à utilização da água". Foto: Jean Pavão

Já o diretor-superintendente da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Juan Carlos Sotuyo, destacou que o PTI é um ambiente propício para o desenvolvimento de diversas atividades: 

“(É um lugar) que se congrega inteligência, empresas, órgãos da iniciativa privada, universidades, discutindo o processo de cuidado com o meio ambiente e desenvolvimento sustentável de nosso planeta”. 

Até quarta-feira (18), durante o seminário serão promovidas oito sessões, em que serão apresentados estudos, projetos e práticas que envolvam os temas centrais, incentivando a formação de uma comunidade técnica e científica em busca de soluções sustentáveis.

A programação do Seminário encerra na quinta-feira (19) com a realização de dois eventos paralelos – um curso sobre o Sistema de Informações Geográficas para a Gestão de Recursos Hídricos e visitas a duas unidades de produção de biogás: a Granja Haacke, localizada em Santa Helena, e o Condomínio Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon. 

No dia 20 de maio, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), por meio de sua Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, promoverá o 2º Seminário de Educação Ambiental da UNILA. O evento terá como tema “Do sujeito ecológico às epistemologias”. 

A convidada desta edição será Isabel Cristina de Moura Carvalho, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC/RS. Ela também é autora de vários livros e artigos sobre a relação ambiente, sociedade e educação. Luciana Ribeiro, coordenadora da pós-graduação em Educação Ambiental da UNILA, explica os principais objetivos do seminário e cita as competências da professora convidada:

“Neste momento estamos focando nessa questão do sujeito ecológico, que é uma das finalidades da educação ambiental: ajudar a formar esse sujeito capaz de se sentir um ser participante e integrante da natureza, e capaz de mudar essa sociedade em que nós vivemos com tantas dificuldades de relação com o ambiente a partir das dinâmicas sociais e econômicas que nós temos. A Isabel tem estudado não só como se forma essa personalidade, esse jeito de ser que chama de sujeito ecológico, mas também as epistemologias ecológicas, aquelas formas de conhecer, que nos tornam mais próximos da dinâmica ecológica do planeta. Então, onde estão essas formas, em que povos e culturas, como elas são construídas, que impacto elas têm, fazem parte deste debate”. 

O 2º Seminário de Educação Ambiental da UNILA será promovido no Auditório do Campus Jardim Universitário. As inscrições podem ser realizadas por meio de um formulário eletrônico, disponível no endereço bit.ly/seminarioeducacaoambiental. O evento é aberto ao público e outras informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) declarou 2016 como Ano Internacional das Leguminosas. O objetivo da iniciativa é elevar a consciência sobre a potencial importância do papel desses alimentos na promoção da saúde e da nutrição, bem como a segurança alimentar e a sustentabilidade ambiental.

Entre os benefícios do consumo de leguminosas como o feijão, a lentilha e a ervilha, está a possibilidade de combate à desnutrição, a mais grave ameaça global da saúde pública, que é responsável pela morte de 3,9 milhões de crianças no mundo por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Outro ponto importante a ser discutido no Ano Internacional das Leguminosas é a produção e sustentabilidade ambiental como um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, por meio da gestão e uso de recursos naturais e sustentáveis da terra, água e biodiversidade. As leguminosas aumentam a biodiversidade, a produtividade e eficiência do uso da água em sistemas agrícolas e na rotação de culturas, diminui a necessidade de fertilizantes, reduzindo o custo final da lavoura e evitando a emissão de gases poluentes na atmosfera. 

Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (IBRAFE), cita os benefícios do alimento e destaca que o País deve ser um dos focos principais da ação: 

“É o acesso à proteína mais barata, rápida, econômica e de menor impacto ao meio ambiente. O feijão tem uma característica muito interessante de poder alimentar e suprir as necessidades das proteínas de um ser humano em qualquer lugar do mundo. Todos os nutricionistas, médicos, especialistas na área da nutrição, recomendam a inclusão do feijão na dieta de qualquer pessoa, em qualquer situação. E a possibilidade de aumentar a produção dessas leguminosas rapidamente num país como o Brasil coloca um foco especial nesse Ano Internacional (das Leguminosas) sobre o nosso País. Sabemos que outros países têm maiores dificuldades em aumentar a oferta dessas leguminosas (dos feijões principalmente) e o Brasil não tem essa dificuldade. O que precisamos é nos organizar, eleger as variedades corretas e produzir para abastecer, em primeiro lugar, o nosso consumidor (o brasileiro), e depois com aquilo que excede e que realmente vá existir de excesso, possa ser exportado”. 

O presidente também destaca a necessidade de produção e consumo de outras variedades de feijão no Brasil, visando principalmente a exportação do excedente: 

“Quando falamos em Phaseolus Vulgaris, que é o feijão normal (o carioca, o preto),  o Brasil é o maior produtor e o maior consumidor. Quando falamos sobre o feijão de corda, aquele tipo de feijão do Nordeste, temos outros países como a Índia, que é um produtor e consumidor importante. Nessa questão, dois fatores são muito interessantes. O Brasil (através da Embrapa), fez com que a pesquisa avançasse bastante na produção desses feijões de corda, tanto que hoje o excedente do Mato Grosso tem sido exportado para vários países do mundo. Por outro lado, temos momentos, como este ano de 2016, em que que vemos a população do Brasil pagando muito caro por um feijão carioca, por exemplo. Hoje está R$8, R$9 o quilo do feijão carioca em algumas regiões do Brasil na gôndola, lá no supermercado. Isto é um preço muito caro. Por que não importa? Porque não existe feijão carioca no restante do mundo. O restante do mundo consome feijões vermelhos, rajados, amarelos, mas não consome e não produz o feijão carioca. Então, à medida em que trazemos a atenção do consumidor de que existem outras variedades, e à medida em que trazemos a atenção do produtor que ele pode produzir outras variedades, quando nós tivermos excesso de outras variedades (como por exemplo o vermelho ou o rajado), nós vamos agir como agimos com o feijão de corda, porque no Mato Grosso tem tido excesso de oferta, atende toda a demanda nacional, e quando sobra, exporta. O Ano Internacional das Leguminosas para nós, no Brasil, tem um caráter muito interessante: alertar, tanto a população da possibilidade de consumir outras variedades, quanto do produtor, de produzir outras variedades”. 

Em alusão ao Ano Internacional das Leguminosas, o Instituto Brasileiro do Feijão (IBRAFE) está promovendo e apoiando diversas ações pelo País. Em junho, um evento técnico está programado para ser realizado em Sorriso (MT). Em julho, Foz do Iguaçu (PR) irá sediar o Fórum Brasileiro do Feijão. 

Outra ação importante será realizada em parceria com a Associação da Boa Lembrança, uma entidade que reúne os melhores chefs de cozinha do Brasil. Em eventos itinerantes pelas capitais do País, a ideia é apresentar opções de receitas que utilizem variedades menos conhecidas de feijão. 

No Paraná, em breve recém-formados nas áreas das Engenharias, Arquitetura, Direito, Biologia, Geografia e Geologia, além de funcionários públicos da área ambiental poderão participar de um programa de Residência Técnica Ambiental e Especialização em Engenharia e Gestão Ambiental do Setor Público. 

Para oficializar a ação, ainda neste semestre deve ser assinado um convênio entre as secretarias estaduais do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O programa deve envolver seis universidades estaduais sob a coordenação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Ao todo, serão ofertadas 120 vagas: 70 para residentes, que serão bolsistas e atuarão no sistema público estadual, e 50 dedicadas exclusivamente para servidores públicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e suas autarquias. 

De acordo com Vinicio Bruni, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o programa deve ajudar na formação profissional e ainda possibilitar atividades práticas em diversas áreas: 

“É uma relação ganha-ganha. Você tem a troca, porque esses profissionais vão desenvolver uma atividade acadêmica e uma atividade prática. Ao final do curso, eles devem fazer um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Esse TCC está vinculado a alguma atividade da secretaria ou do instituto que está trabalhando. Portanto é uma relação ganha-ganha. A SEMA, ao final, vai ter um trabalho que pode ser continuado por outros residentes, e o residente tem esse conhecimento da área pública, dos trabalhos, dos processos, do desenvolvimento de políticas de programas e projetos que desenvolvemos aqui”. 

Os alunos com até três anos de formação farão a especialização e a residência com desenvolvimento de atividades práticas dentro das quatro instituições vinculadas à secretaria: Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Águas do Paraná, Instituto de Terras, Cartografia e Geociências e Mineropar. 

A expectativa é que as atividades do programa iniciem já no início do segundo semestre. O curso tem a duração de dois anos e a carga horária dos residentes é de seis horas diárias. Cada aluno deve receber uma bolsa-auxílio no valor de R$ 1,9 mil para ajuda de custo, e ao fim do curso, receberão certificado de especialização e de residentes para aqueles que atuarem no setor público.

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