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ÁGUA E CIÊNCIA

Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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Pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária já podem adquirir máquinas, equipamentos e implementos agrícolas para a produção de energia eólica e solar pelo programa Mais Alimentos. A linha do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) fornece crédito a juros de 2% a 5,5% ao ano, com até três anos de carência e prazos de até dez anos para pagar. 

O termo de cooperação foi assinado em Brasília (DF) pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e Ministério do Desenvolvimento Agrário. Além do acesso ao crédito, todos os contratos também incluirão os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

De acordo com o diretor executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o acordo deve trazer uma série de benefícios aos produtores e ainda ajudar na preservação ambiental:

“O uso de sistemas fotovoltaicos no meio rural é múltiplo. Um dos usos mais corriqueiros e conhecidos é para o bombeamento de água. Além disso, na irrigação, aeradores para aquicultura, piscicultura, cercas elétricas para uso com gado e pastagens, sistemas de refrigeração, utilitários domésticos (eletroeletrônicos e outros equipamentos que usam energia elétrica). Basicamente, a inclusão da energia solar fotovoltaica no Pronaf Mais Alimentos é um passo muito importante porque dá oportunidade aos agricultores de utilizarem energia renovável, limpa e sustentável para gerar a eletricidade de seus processos produtivos, trazendo também um caráter de sustentabilidade ambiental, melhorando a qualidade de vida na produção rural, reduzindo os impactos ambientais dessa atividade e ajudando a fomentar a vinda de fabricantes para produzir esses equipamentos aqui no País”.

Rodrigo Sauaia também lembrou da recente revisão da Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As mudanças trouxeram aprimoramentos importantes para o incentivo à mini e microgeração distribuída: 

“A inclusão da energia solar fotovoltaica no Pronaf Mais Alimentos e a revisão da Resolução nº 482 são sinais objetivos de que o governo brasileiro começa a mobilizar esforços para colocar em prática ações para ajudar a reduzir também as suas emissões de gases de efeito estufa. Com essas iniciativas, além do ganho de produtividade para o agricultor, qualidade de vida e do fomento da economia nacional com essas ações, o Brasil começa também a fazer ações a favor de ganhos ambientais, trabalhando já alinhado com suas metas de reduções de emissões de gases de efeito estufa”. 

O acordo deve aumentar ainda mais a participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Atualmente, a participação desse tipo de fonte já corresponde a mais de 40% do total. 

O Brasil deu passo importante na área da micro e minigeração distribuída após a revisão da Resolução Normativa nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O novo texto aprimora de forma significativa o processo de regulamentação e ainda cria novas oportunidades de negócio para o segmento na instalação de pequenos sistemas, utilizando, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos, biodigestores e microturbinas eólicas. 

Entre as principais mudanças está a criação de duas novas modalidades de geração distribuída: o autoconsumo remoto e a geração compartilhada, conforme explica o diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia

“Uma das mudanças importantes é que, através dessa revisão, a Aneel estabeleceu duas novas modalidades de geração distribuída. Uma chamada de autoconsumo remoto, em que qualquer pessoa ou empresa pode instalar um sistema de micro e minigeração de energia renovável (como um sistema fotovoltaico no seu telhado por exemplo); gerar energia; e consumir parte dessa energia em outra unidade consumidora. Imagine um caso de uma empresa, por exemplo, que possui um galpão com telhado disponível e possui um escritório num prédio. Essa empresa vai conseguir gerar no telhado de seu galpão energia para abastecer o galpão e para abastecer o seu escritório; injetar essa energia na rede; e compensar o consumo do escritório com a energia que foi gerada no galpão. O mesmo vale para uma pessoa que mora num apartamento e que vai utilizar o espaço de um outro telhado para poder gerar energia que vai abater no consumo do apartamento. Na geração compartilhada, temos uma situação muito interessante: um conjunto de consumidores se reúne; faz um investimento coletivo num sistema de geração renovável (como o sistema fotovoltaico); a energia gerada por esse sistema é rateada em cotas proporcionais ao investimento feito por cada uma dessas pessoas ou empresas, que recebem essas cotas de energia para abater os seus consumos de energia. Cria-se de fato um sistema de geração que permite que empresas e pessoas se reúnam para estabelecer esse sistema de geração e para compartilhar energia. Por que isso é importante? Porque com esse mecanismo se tem um ganho de eficiência e escala na instalação de sistemas, e você vai poder incentivar e acelerar o desenvolvimento da geração distribuída, dando mais competitividade para este mercado”.  

A revisão da Resolução Normativa nº 482 da Aneel estabelece outras mudanças significativas, que envolvem a desburocratização na homologação dos sistemas e a potência dos equipamentos: 

“Até essa revisão, as distribuidoras tinham no total 82 dias para cumprir as suas atividades burocráticas e processuais para a conexão e funcionamento destes sistemas. Esse prazo agora cai para 34 dias, ou seja, uma redução expressiva no tempo máximo de tramitação dos projetos e isso vai ajudar a incentivar e fomentar o desenvolvimento desse segmento. Outra mudança importante é que a partir de 2017, esse procedimento será realizado todo online, de forma digitalizada. Isso reduz o gasto de papel, tempo médio de tramitação dos pedidos (vai simplificar o processo) e vai trazer uma redução de custos para todos os atores envolvidos, ou seja, distribuidoras, empresas instaladoras dos sistemas, e, em especial, para o cliente final interessado em instalar geração distribuída, contribuindo para trazer maior competitividade para este segmento. Outras duas mudanças importantes dizem respeito ao tamanho máximo dos sistemas de micro e minigeração que podem participar da Resolução Normativa nº482, do chamado Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Esse limite para minigeradores era até 1 megawatt e agora passa para 5 megawatts, aumentando em cinco vezes o tamanho máximo dos sistemas. O tempo máximo de duração dos créditos de energia elétrica (quando a energia é injetada na rede), que antes estava estipulado em três anos, passa a ter cinco anos”.

De acordo com Rodrigo Sauaia, as novas medidas colocam o Brasil numa posição importante no cenário internacional de mitigações dos gases causadores do efeito estufa. Ele ainda fala sobre as boas perspectivas quanto ao futuro do setor solar fotovoltaico: 

“Os avanços da micro e minigeração dessa nova proposta da Aneel colocam o Brasil numa posição de destaque no cenário internacional, uma vez que várias dessas mudanças incorporam as melhores práticas utilizadas em outros países, que já incentivaram de forma eficiente o uso de geração distribuída. Então o Brasil acaba de entrar para o rol dos países com algumas das melhores práticas internacionais para favorecer o crescimento da micro e minigeração. Acreditamos que isso vai contribuir – e muito – para que o Brasil cada vez mais tenha a população participando da geração distribuída. A ABSOLAR antevê que o mercado de micro e minigeração, que este ano já cresceu 300%, vai continuar com uma curva de crescimento acelerada nos próximos anos. Ainda é um pouco cedo para dizer exatamente quanto de instalação teremos. Antevemos que o interesse neste segmento vai se acelerar a partir das mudanças feitas pela Aneel”. 

As novas regras começam a valer a partir de 1º de março de 2016. A Aneel prevê, que até 2024, cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras passem a produzir sua própria energia. 



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Nesta semanaHelvécio Mattana Saturnino, presidente da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) - responsável pela realização do Congresso de Irrigação e Drenagem (CONIRD), explica a relevância do encontro para agricultura irrigada no país.


As potencialidades, oportunidades e desafios da integração elétrica na América do Sul estão sendo discutidas no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) em uma conferência promovida pela Itaipu Binacional e Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Público é formado por representantes do setor elétrico e econômico de vários países da América do Sul, além de acadêmicos da região.

Nesta quinta-feira (26), durante a abertura do evento, o coordenador do Gesel, Nivalde de Castro, destacou que o caso de sucesso da construção da usina hidrelétrica de Itaipu – compartilhada por brasileiros e paraguaios – traz otimismo aos representantes do setor no continente. Ele também destacou a parceria entre Brasil e Bolívia: 

“O otimismo tem fundamento, em primeiro lugar, por causa deste caso de sucesso (de Itaipu). Imagine, em 1974, tomar a decisão de construir a maior usina hidrelétrica do mundo. Certamente, acusaram o Governo Brasileiro e Paraguaio de “malucos”, porque construiu-se um desafio tecnológico para a época (a maior usina hidrelétrica do mundo). Realmente o cenário é positivo e somos otimistas em função ainda de outros empreendimentos que podem ser construídos, destacando, em especial, este empreendimento binacional entre Brasil e Bolívia no Rio Madeira, na medida que a integração elétrica com a Bolívia já começou com a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, e a próxima, é a binacional, abrindo (através da construção de eclusas), a possibilidade da Bolívia ter acesso ao mar (Oceano Atlântico), através da região Amazônica”. 

Nivalde também lembrou que, nas últimas décadas, a questão energética deixou de ser apenas econômica e passou também a ter grande importância também na esfera ambiental: 

“O cenário do processo de integração elétrica, de uma política de integração elétrica, tende a se acelerar em função da importância cada vez maior da energia elétrica e, particularmente, da energia elétrica de fonte renovável, em especial das usinas hidrelétricas, porque são as fontes mais seguras, limpas, sustentáveis e baratas que o homem consegue construir. Então trabalhar e desenvolver políticas de incentivo à construção de usinas hidrelétricas viabiliza a integração elétrica e oferece para a sociedade uma energia limpa e barata”. 


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O cenário é positivo e somos otimistas em função de outros empreendimentos que podem ser construídos", destacou Nivalde.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, destacou que a integração existente no setor elétrico brasileiro pode servir como base para a construção de um processo semelhante e importante para o continente: 

“25% de toda a água disponível no planeta está na América do Sul. Nós temos uma base hidrológica muito forte para a produção de energia elétrica. O Brasil é um exemplo a nível mundial de produção de energia limpa e renovável, e outros países também tem uma base hidrológica forte. Nós queremos exatamente é melhorar esse processo e dar um 'pulo' em outras fontes de energia. Em nossa matriz energética temos componentes para produzir energia de todas as formas. E a partir do momento que fomos nos integrando, podendo trabalhar de forma organizada isso através do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ganhamos mais de uma Itaipu de eficiência por trabalharmos juntos. Se nós conseguirmos fazer este mesmo esforço, no sentido de ter toda uma América do Sul trabalhando de forma coordenada, só haverá ganhadores: ganha o país, ganha os consumidores e ganha o meio ambiente. E este é o grande esforço desta reunião, no sentido de poder atrair os diversos responsáveis que atuam neste setor em cada país, para que a gente possa, conversando, dialogando e construindo uma unidade cada vez maior aqui na América do Sul”.

Jorge Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. 

Renato Soares Sacramento, diretor de geração da Eletrobras, também ressaltou a importância da integração para o desenvolvimento das nações sul-americanas: 

“A questão da integração elétrica é um tema que vem sendo discutido há muito tempo pelas autoridades energéticas da América Latina e tem por objetivo aproveitar as potencialidades energéticas de todos os países. Integrando você tem um ganho potencial de energia, se aproveita diversidades hidrológicas entre diferentes países. Então tem uma economia de investimento, uma maior oferta de energia e consegue promover o desenvolvimento social de uma forma mais integrada em todas essas regiões, em todos os países. É muito importante esse evento aqui hoje e o debate para que isso se consolide e que a gente consiga uma integração elétrica para todos os países. Hoje nós temos uma grande questão, não só financeira, que é uma questão permanente, mas a questão da sustentabilidade. Hoje, diferentemente do início do setor, estamos enfrentando outros problemas, não só de simplesmente instalar a usina hidrelétrica, mas pensar na comunidade, na população afetada, no meio ambiente. Então isso cria novos desafios que devem ser atendido pelo setor e serem respeitados. E é possível compatibilizar o desenvolvimento energético com o atendimento a essas novas demandas da sociedade”. 

Renato Soares Sacramento: "É possível compatibilizar o desenvolvimento energético com o atendimento a essas novas demandas da sociedade”.

Nos dois dias de evento, serão promovidos seis painéis, envolvendo temas como as experiências de usinas binacionais; centrais hidroelétricas e integração regional; e a integração energética e os desafios regulatórios. 

A integração pode ser um caminho importante para que os países da América do Sul solucionem seus problemas energéticos. Uma alternativa, por exemplo, está na construção de usinas hidrelétricas binacionais, aproveitando o potencial energético dos rios transnacionais. 

A usina de Itaipu, construída por brasileiros e paraguaios, é um grande exemplo de sucesso no tema, conforme lembra Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel):

“Nós já temos exemplos concretos de integração elétrica na América do Sul. O mais importante deles, o case de sucesso desse processo de integração é Itaipu. Na realidade é o primeiro grande projeto de integração elétrica através de uma usina hidrelétrica binacional. A decisão de construir a usina, em grande parte, foi motivada pela Crise do Petróleo que tinha recém acontecido. Foi uma decisão estratégica e, acima de tudo, muito corajosa, porque a proposta era construir a maior usina hidrelétrica do mundo, e sendo construída por dois países em desenvolvimento”. 

De acordo com Nivalde, o caso de Itaipu serviu de exemplo para outras experiências binacionais. 

“Esse case de sucesso abriu oportunidade para serem construídas outras usinas no entorno da região do Cone Sul. As usinas hidrelétricas binacionais da Argentina com o Paraguai, e da Argentina com o Uruguai. Hoje já existe a perspectiva de duas usinas binacionais entre o Brasil e a Argentina e, na nossa avaliação, o projeto mais promissor de uma usina hidrelétrica binacional é o que pode ser construído entre o Brasil entre a Bolívia, na Bacia do Rio Madeira, no entorno da cidade de Guajará-Mirim (RO)”. 


Evento irá reunir autoridades do setor elétrico de vários países da América do Sul.

Para discutir potencialidades, oportunidades e desafios da integração elétrica no continente, autoridades do setor elétrico de países da América do Sul participarão, entre os dias 26 e 27 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR), de uma conferência internacional. O objetivo do evento, que será realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), é apresentar experiências já consolidadas e também projetos que ainda estão em desenvolvimento.

“Com base nessas experiências já existentes, o que se pretende fazer é uma análise crítica desse processo no campo do financiamento, no campo da regulação, no campo da própria política energética, com o objetivo de gerar uma massa crítica de conhecimento que possa ser utilizada na construção de outras usinas binacionais, porque elas são o melhor exemplo de integração elétrica, porque não necessita ter marcos regulatórios iguais, os mercados podem ser diferentes, porque metade da usina é de um país e outra metade de outro país. Esse é um evento importante que irá permitir, não só uma discussão, mas uma sistematização das experiências passadas, e projeções daquilo que é necessário para a construção de novos projetos de integração elétrica, e, ao mesmo tempo, contribuir para o processo de formação dos estudantes universitários da região de Foz do Iguaçu, que concentra muitas universidades com cursos de Engenharia, Economia, Administração, Meio Ambiente, que são afetados diretamente do ponto de vista científico por esses projetos de integração”. 

A Conferência Internacional "Potencialidades, Oportunidades e Desafios da Integração Elétrica na América do Sul" será realizada no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) nos dias 26 e 27 de novembro. 

Com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu e outras instituições, municípios do Oeste do Paraná estão elaborando seus Planos Municipais de Saneamento Básico. O tema vem ganhando cada vez mais importância para a população, visto que tem impacto tanto na saúde pública, como no próprio desenvolvimento local. 

Os planos municipais tem como objetivo a universalização dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; além de drenagem e manejo adequado da água das chuvas. 

Em Pato Bragado (município paranaense de 5 mil habitantes), por exemplo, a expectativa é que no prazo de 20 anos o plano traga uma nova realidade aos moradores, conforme explica Luis Rosinski, presidente do Comitê de Coordenação para Elaboração do Plano de Saneamento Básico do município e assessor da prefeitura de Pato Bragado: 

“O município vai priorizar projetos para que novas construções e loteamentos estejam estruturados para receber esgotamento sanitário dentro do cronograma que o município vai desenvolver. Nos próximos 20 anos (ou antes disso), pretende-se ter todo o sistema de esgotamento sanitário instalado. Isso resolve muitos problemas, porque hoje, ás vezes, as pessoas não tem como destinar corretamente, e o município não tem alternativas para destinar seus resíduos e seu esgoto. Apesar de ser uma cidade pequena, já está começando a enfrentar alguns problemas com o esgotamento de águas pluviais. Com o crescimento das construções, calçadas e loteamentos, já tem se notado que enxurradas ou chuvas muito intensas vem provocando alguns contratempos para a população, como pequenos alagamentos e erosões, que vem da falta de um planejamento, principalmente quando se fazem novos loteamentos, novos arruamentos do esgotamento de águas pluviais”. 

O assessor também comenta a importância da parceria com a Itaipu Binacional para o desenvolvimento técnico dos trabalhos e a elaboração do plano: 

“Essa parceria que temos com a Itaipu Binacional é muito importante porque nos dá uma logística muito boa, conhecimento e acompanhamento, porque municípios pequenos como o nosso às vezes não dispõe de uma equipe técnica suficiente para fazer um bom plano. Essa parceria nos dá um suporte muito grande para que esse plano seja realmente um instrumento de planejamento muito eficaz. Fazer um plano só por fazer e colocar no papel é uma coisa irresponsável, mas fazer um plano a partir de um bom diagnóstico, consulta popular, cumprindo todas as etapas que a lei exige, certamente será um grande instrumento de planejamento para o futuro nesses municípios. Claro que todos os municípios enfrentam problemas e, se não tiver um bom planejamento e uma boa condução, as suas políticas de saneamento básico certamente apresentarão problemas de saúde pública e problemas sociais”. 

Assim como Pato Bragado, as prefeituras de Entre Rios do Oeste e Quatro Pontes também estão finalizando a elaboração de seus Planos Municipais de Saneamento Básico, que serão apresentados ao público em audiências marcadas para o início de dezembro. Nestes encontros, as dúvidas e considerações técnicas da população serão levadas em consideração para finalizar o documento. Após isso, os planos seguem para as câmaras municipais para aprovação final e instituição por meio de lei ou decreto. 

A Fundação Parque Tecnológico Itaipu, juntamente com o BNDES e a Itaipu Binacional, está com oportunidades de parcerias abertas para apoio na elaboração ou revisão de Planos Municipais de Saneamento Básico e de Resíduos Sólidos. Na pactuação de um convênio, a Fundação PTI colabora financeira e tecnicamente desde o processo de formação do comitê até a audiência pública e a respectiva aprovação dos planos.

Agenda das Audiências Públicas
Pato Bragado – 01/12/2015 às 14h no Centro Cultural
Quatro Pontes – 01/12/2015 às 19h na Casa de Cultural
Entre Rios do Oeste – 03/12/2015 às 14h na Câmara de Vereadores

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Nesta semana, Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, apresenta o XXV CONIRD - Congresso de Irrigação e Drenagem, que está sendo realizado entre os dias 8 e 13 de novembro, em Aracaju (SE). Ouça no player acima: 


Na natureza, um copo de plástico descartável leva de 40 a 200 anos para se decompor. Entendendo que esse tipo de material é utilizado para diferentes funções e que nem sempre há uma uma destinação correta após o seu uso, alunos do Colégio Estadual Pio XII, de Maripá (PR), elaboraram um plástico biodegradável feito com fibras de bananeira.

A ideia é simples, mas se aplicada em grande escala pode evitar que uma grande parte dos resíduos sejam lançados na natureza. Os estudantes fizeram vários testes com a casca da planta, e, após algumas tentativas conseguiram criar um material resistente e biodegradável, conforme explica Matheus Thin

“A gente tinha uma base que vinha do ano passado, quando havíamos montado um projeto de um plástico orgânico para plantio de orquídeas. Esse plástico só tinha atuação em nosso município, então pensamos em expandi-lo numa escala industrial para que todos pudessem ter acesso a esse plástico. Então nós utilizamos a base do plástico (que foi de amido, vinagre, água e glicerina), e aprimoramos os materiais, adicionando fibra de bananeira e outros materiais, e substituindo, por exemplo, o vinagre pelo limão”. 

O estudante também explica, passo-a-passo, como é feito o plástico: 

 “Nós dividimos o nosso projeto em três testes: a fibra de bananeira processada no liquidificador com água (e depois coada e adicionada ao nosso plástico-base); a fibra de bananeira torrada no forno micro-ondas e depois triturada no liquidificador; e a fibra de bananeira somente processada no liquidificador sem a água”. 

Além do copo descartável, a ideia é substituir outros utensílios por materiais criados a partir da fibra da bananeira, conforme explica Maria Fernanda Baumann, outra  participante do projeto:

“No projeto iniciamos com o copo pelo fato de ser mais fácil o molde na escala doméstica, A gente pensa em fazer pratos, talheres, garrafas, mas não conseguimos fazer por causa do molde e porque a escola não possui equipamentos necessários para fazer o molde de PET, prato… então primeiro começamos com o copo e depois vamos querer aprimorar em outros objetos”. 

O projeto foi elaborado pelos alunos Gabriel Eduardo da Silva, Matheus Thin e Maria Fernanda Baumann, sob a orientação da professora Adriana Cristina Baumann. O projeto está sendo apresentado na 4ª edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias), promovida no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR).  

Nas manchetes dos noticiários infelizmente é comum a divulgação de acidentes ambientais ocorridos em rios e oceanos de todo o planeta. Os casos geralmente são provocados por falhas humanas e trazem grandes impactos – muitas vezes irreversíveis - ao meio ambiente. 

Uma alternativa para minimizar este tipo de problema está sendo apresentada na 4ª Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias), em Foz do Iguaçu. Os estudantes do SESI, de Araucária (PR), Eduardo Julio, Lucas Vicente e Wallance Santos trouxeram para o evento uma proposta de aplicação enzimática no tratamento de águas poluídas por lipídeos, como óleos e gorduras. 

A reação faz com que uma película seja formada na água, facilitando a retirada dos resíduos, conforme explica Eduardo Julio

“O principal objetivo do nosso projeto seria usar proteínas para degradar moléculas complexas presentes na água. Por exemplo, em acidentes ambientais, nós utilizaríamos essas enzimas para degradar essas moléculas e assim remover elas do meio ambiente. Nós também utilizamos em água retirara de rios e lagos para ver se isso afetaria a reação enzimática. No caso, não teve nenhum problema. A atividade enzimática aconteceu de fato e nós conseguimos obter uma película formada por ácidos graxos, que conseguimos retirar mecanicamente”. 

O grupo ainda não chegou a avaliar os efeitos da aplicação em água salgada, o que ajudaria, por exemplo, em casos de derramamento de petróleo. Além dos benefícios ambientais, o material do experimento também pode ser transformado em sabão:

“Como a gente consegue retirar ele mecanicamente, é muito bom para o meio ambiente, porque se deixássemos o óleo ali se tornaria muito mais difícil para retirar. Como aplicamos enzima e conseguimos retirar isso, com a adição de uma base forte conseguimos transformar esse ácido graxo em sabão, num processo chamado saponificação”. 

Os estudantes tiveram a orientação da professora Solange Coltro. Este e outros 139 trabalhos estão sendo apresentados na 4ª Ficiencias, que conta com projetos relacionados às sete áreas do conhecimento: Ciências Exatas e da Terra; Biológicas; Saúde; Humanas; Agrárias; Engenharia; e Sociais Aplicadas. 

Centenas de animais encalhados são encontrados todos os anos no litoral paranaense. Na maioria dos casos, eles já estão mortos. Não raramente, em avançado estado de decomposição. Quando os animais são encontrados vivos, geralmente estão feridos e com situação precária de saúde. 

Para ajudar no monitoramento destas espécies e ainda trazer mais agilidade ao atendimento prestado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) do Centro de Estudos do Mar - da Universidade Federal do Paraná (UFPR) - um grupo de estudantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR) - Campus Paranaguá desenvolveu o Larus, um aplicativo para dispositivos móveis.

O protótipo do projeto, que é interdisciplinar e envolve estudantes dos cursos técnicos de Aquicultura e Informática, está sendo apresentado na 4ª Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias). O evento está sendo realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR). Jorge Ferreira Neto, estudante de Informática, explica sobre o funcionamento do aplicativo: 

“A ideia é que a pessoa que está correndo na praia de manhã, passeando na praia (principalmente agora na época de temporada que vem bastante turistas), a pessoa esteja com o aplicativo cadastrado e, por acaso, encontre um animal encalhado, abre o aplicativo, tire uma foto (a posição geográfica é localizada automaticamente), e manda para a base dados que avisa automaticamente o LEC, que irá tomar as providências cabíveis para estes animais”. 


Em breve, aplicativo Android deve estar disponível para ser baixado na loja virtual Google Play.

A ferramenta segue os moldes de outro aplicativo: o URUBU Mobile, que possibilita qualquer pessoa auxiliar no monitoramento da fauna atropelada nas estradas brasileiras. Segundo a estudante de Aquicultura, Flavia Rossato, a inovação é uma forma de integrar a comunidade à causa ambiental: 

“Como a gente sabe, há muitas ocorrências de animais que chegam à praia, mas ninguém tem os dados certos de quantos animais chegam e quais são espécies (se existem espécies novas que chegam lá). Então nós nos inspiramos no aplicativo URUBU Mobile, que faz monitoramento de fauna atropelada nas rodovias, e a partir dele nós nos inspiramos para fazer esse monitoramento do mar. O objetivo principal do projeto é ter em dados numéricos o tanto de animais que chega, quais são as espécies e poder realizar mais pesquisas em cima disso. Tudo com o intuito de informar e integrar mais a população, e criar uma conscientização para resultar na conservação”. 

A estudante Renata dos Santos também faz parte do projeto, que é orientado pelos professores Gil Eduardo de Andrade e Izabel Carolina Raittz Cavallet. Agora, o próximo passo do grupo agora é lançar o aplicativo Android na plataforma Google Play. 

Criada em 2012, a Ficiencias busca estimular a prática do método científico e da inovação tecnológica. Estudantes brasileiros, paraguaios e argentinos apresentam ideias criativas e inovadoras com o intuito de contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo das ciências.


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