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ÁGUA E CIÊNCIA

Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), cerca de 70% dos resíduos sólidos coletados no Paraná tem uma destinação ecologicamente correta. Apesar de representar um dos melhores índices do país, o Estado busca alternativas para melhorar essa situação. 

Um dos caminho está nas escolas estaduais, onde técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos estão capacitando funcionários e professores para separar e armazenar de forma adequada o lixo produzido dentro dos estabelecimentos. As atividades são realizadas por meio da Escola Interativa, uma ferramenta online com transmissão ao vivo das palestras.

Vinício Bruni, Coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente, explica que as atividades são fundamentais para os gestores das escolas poderem elaborar os planos de gerenciamento de resíduos sólidos:

“Nós estamos vendo as principais dificuldades. Os professores estão respondendo essa nossa apresentação e verificando o que cada escola tem. Porque nós temos que ter, dentro do plano de gerenciamento, um diagnóstico: o que é gerado, quanto é gerado, onde vai disponibilizar e para quem vai entregar. Cada escola tem um tipo de resíduo. Não dá para estabelecer um padrão. Algumas escolas tem laboratórios, outras não. Algumas cidades de mais cooperativas e outras menos. Então o nosso objetivo é estabelecer esse diagnóstico, o que cada escola tem e quais são as dificuldades dos professores. Fazer orçamentos, por exemplo, se tiver que ter uma bombona, uma caçamba ou ter que construir um pequeno depósito para que esse material permaneça durante um período lá. Então tudo isso deve ser estudado caso a caso”.   

As palestras são divididas em quatro módulos (Questões Ambientais, Resíduos Sólidos, Atuação do Agente na Escola e Coleta Seletiva Solidária).  Os conteúdos podem ser acessados pelo site www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br









O agricultor e um dos maiores difusores do plantio direto na palha no País, “Nonô” Pereira, faleceu nesta terça-feira (08) em Ponta Grossa (PR). Nonô foi um dos responsáveis pela implantação da técnica que ajudou a solucionar a erosão em áreas agrícolas e que atualmente está presente em quase metade da área plantada do Brasil. 

Lançada no Paraná na década de 70, a tecnologia ganhou força após a instalação de indústrias de moagem de soja no Estado, mais especificamente na região dos Campos Gerais. Com o uso mais intenso do solo, encaixou como uma solução ideal para diminuir os prejuízos de perda do solo em decorrência das chuvas de verão. 

Neste ano, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), Nonô foi homenageado pela Itaipu Binacional com a publicação do livro “Plantio Direto: A tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira”. Ele também lembrou da descrença inicial em relação à técnica:

“Cada vez nós tínhamos mais áreas marginais dentro da propriedade e isso foi nos levando a um momento de tomar outra decisão. Nós tínhamos que procurar outro caminho. E assim foi. Alguém falou em plantio direto, nós fomos ver os primeiros folhetos, as primeiras informações, depois fomos para as universidades americanas, e assim conseguimos adequar o sistema às condições da nossa agricultura. Tanto é que nós chamamos 'plantio direto tupiniquim', porque foi aquele que deu certo para nós, felizmente está instalado há 40 anos e só tem trazido benefícios à classe produtora, ao meio ambiente e outros segmentos. No início nós éramos chamados de visionários, de filósofos e até de loucos, porque era tão grande a limitação das pessoas em assumirem. Mas as novas gerações, as outras gerações que vieram, aceitaram: desde a universidade, desde a propriedade e dos cursos técnicos agrícolas vieram fazer parte desta comunidade. E o programa avançou”.

Recentemente, Nonô Pereira recebeu o título Mérito Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) pela sua contribuição junto à comunidade acadêmica. O agricultor ainda foi presidente por três vezes da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FebraPDP). Na gestão atual, exercia o posto de diretor honorário fundador, ao lado de Herbert Bartz e Franke Dijkstra. 


Discutir ferramentas de apoio ao cultivo de pescado e facilitar o diálogo entre produtores, técnicos e profissionais. Estes são os principais objetivos do Workshop Aquatecnologia, promovido pela Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Centro Internacional de Hidroinformática (CIH). 

O encontro reúne, no PTI, representantes de instituições de ensino, pesquisa e extensão; do setor industrial; de órgãos do governo e produtores. Durante a abertura do evento, nesta quarta-feira (26), o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, destacou a importância de eventos regionais para o desenvolvimento do setor aquícola: 

"É preciso obrigatoriamente ter esses fóruns estabelecidos em todas as regiões para irmos formatando essa política e podendo inclusive colaborar no próprio plano de safra ligada à piscicultura, à aquicultura, para que possamos também ter condições de interferir naquilo que é de nosso interesse. Produzir peixe nós sabemos como é que produz. Tem que ter um processo de cadeia: produzir, transformar e comercializar”.

Até 2020, o Brasil pretende fazer parte dos cinco maiores ofertantes de proteína de pescado do mundo. Esse investimento é a base para debates e mudanças no atual cenário da indústria e logística. O bom momento nacional no setor foi destacado na abertura pelo superintendente de gestão ambiental da Itaipu Binacional, Jair Kotz: 

“Agora se abre um novo horizonte. O Brasil recentemente implementou um plano safra na aquicultura. Algo que não tínhamos. Eu diria que ainda estamos em um período de transição, de acomodação desse programa do Governo Federal. Isso significa, todo um arcabouço de assistência técnica, extensão rural, pesquisa e desenvolvimento”. 

O diretor-técnico da Fundação PTI, Claudio Osako, lembrou da importância da parceria com universidades e centros de pesquisa para o desenvolvimento do setor:

“Acreditamos muito que podemos, com a interação do CIH (Centro Internacional de Hidroinformática), por exemplo, promover a implantação de um doutorado focado no meio ambiente. É um doutorado que já temos articulação com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o investimento não é assim tão alto. O resultado e o benefício que geram pra nós são muito grandes. Nós podemos ter cursos e grupos de pesquisas focados naquilo que o Cultivando Água Boa realmente promove com total participação da Itaipu e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) no processo”. 

Neste panorama, as soluções desenvolvidas pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) podem ser de grande valia, conforme ressalta o gerente Rafael González: 

“O que precisamos é ter um entendimento maior de áreas possíveis de expansão e áreas que possam melhorar a condição dessa atividade, falando de bacias hidrográficas, rios, reservatórios, etc. Onde se pode produzir o pescado. Para o Centro, o interesse maior e a importância que podemos contribuir com essa atividade é de poder identificar justamente essas áreas, através de tecnologias de mapeamento, tecnologias de gestão territorial, indicando os melhores locais onde pode ser implantado esse tipo de atividade no território”.

A programação do Aquatecnologia segue até esta sexta-feira (28) no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Entre os temas discutidos no evento estão as construções e sistemas de produção sustentáveis; microalgas; tratamento de efluentes; e otimização e uso racional da água no cultivo de pescados. 

O Projeto “Água: Conhecimento para Gestão” - promovido por meio de um convênio entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, com apoio da Itaipu Binacional - foi um dos vencedores do 22º Prêmio Expressão de Ecologia na categoria Educação Ambiental.

Nesta edição, 119 projetos de 24 categorias foram inscritos no prêmio, que é considerado o mais completo mapa da evolução empresarial na busca da sustentabilidade. A iniciativa é certificada pelo Ministério do Meio Ambiente e apoiada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e órgãos ambientais de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Alexandra da Silva, gerente do Projeto “Água: conhecimento para gestão”, destaca a importância da premiação: 

“Ganhar esse prêmio é conseguir disseminar tudo o que nós fazemos em educação e participação social. Hoje ele é um projeto inédito no Brasil que trata de capacitação, principalmente educação a distância. Ele também é inédito em alcance de público e escala territorial porque nós não trabalhamos somente com o Brasil, nós trabalhamos com países da América Latina. Porque a água é um recurso que transpassa fronteira, não tem como você fazer um curso em um país e não replicá-lo em outro. Receber um prêmio desses e ainda divulgar essas ações ou conscientizar toda uma população, seja do Brasil ou da América Latina sobre esta temática dos recursos hídricos é de extrema importância visto o cenário que nós nos encontramos hoje".

Jair Gonçalves da Silva, especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA), fala da importância do projeto para a sociedade e a preservação dos recursos hídricos: 

“A gente tem conseguido levar os cursos para todo o território nacional e ainda aos países vizinhos, com quem o Brasil deve dialogar quando se trata da gestão de recursos hídricos. Esse prêmio é bastante emblemático porque demonstra que a sociedade reconhece isso, que a sociedade percebe o avanço que está sendo feito no que tange essa parceria. Isso significa plenamente que estamos no caminho certo, que é levar para os mais diversos atores que compõem o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos e a sociedade em geral, como fazer a melhor gestão no âmbito dos recursos hídricos, e também contribuir de forma significativa no uso racional da água”. 

Em quatro anos, o Projeto “Água: Conhecimento para Gestão” já capacitou 15 mil alunos nos 33 cursos oferecidos gratuitamente, 11 deles traduzidos para o espanhol. A iniciativa vem se consolidando como uma das maiores do país no que tange a capacitação, educação e mobilização social em recursos hídricos. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis no site www.aguaegestao.com.br

Quem tem aquecedor a gás em casa já sabe que é necessário esperar um pouco até que a água comece a esquentar. Dependendo da distância entre o chuveiro e o aquecedor, esse tempo representa em média um desperdício de aproximadamente 8 litros de água por banho. 

A quantidade pode até parecer pequena, mas em tempos de crise hídrica, toda economia é importante. E pensando nisso, a empresa brasileira Lakefarm desenvolveu o Águawell Light,  um coletor de água limpa para chuveiros a gás com capacidade de 6 litros. A empresária Flávia Arantes explica como funciona a invenção: 

“Ele é uma caixa de plástico na verdade, parece uma bolsa d'água e é bem simples. Tem uma alça e você coloca ele na posição horizontal debaixo do chuveiro. Ele tem uma superfície que faz com que a água caia nessa superfície e escoa por um orifício de coleta de água. A água esquentou e você já está pronto para tomar banho, então fecha o bocal e põe ela em pé sem ocupar espaço. Aí você mudou da posição horizontal para vertical; colocou ali do lado do banheiro e depois você pode utilizar para dar descarga, regar planta, lavar roupa ou como quiser. Então ele é muito prático e fácil de usar”. 


De acordo com a empresária, o Águawell é uma boa alternativa em relação ao balde, que já é utilizado em muitas residências com este propósito: 

“A gente viu essa necessidade do problema do aquecedor a gás, porque aquela água que escorre enquanto está sendo aquecida é uma água limpa e que pode ser utilizada de várias formas. Existe, é claro, o balde, que já começaram a usar aqui em São Paulo principalmente, mas traz muitas inconveniências. É difícil de manusear, ocupa muito espaço e você tem o problema da dengue, porque você está expondo uma água para os mosquitos da dengue. Então resolvemos fazer alguma coisa que solucionasse esses problemas que tinham já quando você usava o balde. E eu não quero ficar utilizando um balde no meu banheiro, mas quero coletar a água”. 

A Lakefarm está buscando recursos com o objetivo de conseguir fundos para a produção industrial do Água Well Light por meio de financiamento coletivo. A campanha, que busca angariar R$ 60 mil até setembro, está disponível no site http://www.kickante.com.br/campanhas/aguawell-light.

Poucos sabem que o subsolo da metrópole São Paulo esconde mais de 300 rios, que foram enterrados e cobertos por concreto e asfalto. Para ajudar a população a “redescobri-los”, voluntários criaram o projeto Cidade Azul. 

Por meio da iniciativa está sendo produzida uma série de audioguias, que auxiliam na localização dos cursos d'água ao longo dos bairros e acessados por meio de dispositivos móveis. Para iniciar as “expedições”, basta colocar os fones para ouvir as orientações e seguir o trajeto sinalizado por pinturas no chão. Caroline Ferrés, designer e uma das idealizadoras do Cidade Azul, explica o funcionamento do projeto: 

“Escolhemos alguns materiais simples, principalmente o audioguia que conta um pouco a história do rio e das pessoas que moram em volta, porque o rio está dentro da cidade e tem toda uma história de como ele foi enterrado e como que é a geografia do local. Então temos esse audioguia em que você pode fazer uma espécie de expedição para descobrir onde ele está (como se fosse uma caça ao tesouro) e tem essas pinturas que seriam esses pontos desse mapa da caça ao tesouro. Então quando você o azul de um bueiro pintado, um poste... é um descobrimento mesmo. Uma expedição de descobrimento do percurso que ele (o rio) está fazendo, porque ele está lá e só a gente não está vendo. A primeira coisa é que precisamos aprender a ver onde ele está. São pequenas dicas que você vai tomando consciência de que ele está ali”. 

A partir do “descobrimento” destes rios, a intenção é que a população se conscientize da importância da preservação da água: 

“A gente quer na verdade desenterrar os rios pelo menos na consciência das pessoas inicialmente para que todos nós saibamos que vivemos sobre a água. Então quando falamos que 'a gente não tem água' não é uma verdade. A gente tem água. Estamos pisando sobre a água, dormindo sobre a água, andando sobre a água, mas não temos essa consciência porque ela está enterrada. O governo está sempre tentando limpar os rios, até que que quando eu conheci o José e o Luiz do Rios e Ruas eles falaram assim: 'mas você não limpa um rio porque o rio é fluído. Ele sempre está sozinho. Se pararmos de sujar, ele ele vai se limpar, sempre vai ter água correndo'. Então o que adianta falarmos de limpar rios? Vamos parar de sujar. Mas como vamos fazer isso? Quem é que suja o Rio Pinheiros ou o Rio Tiête? São esses rios que estão chegando neles. E por que eles estão chegando sujo? Porque estão escondidos, porque viraram esgoto e está tudo misturado. Então começamos a pensar que era preciso trabalhar a nascente. Você não trabalha a doença, trabalha a saúde. Essa é a lógica do Cidade Azul”. 

Segundo a idealizadora, o nome do projeto é uma referência a este pouco conhecido lado azul da cinzenta cidade de São Paulo: 

“Parece que quando falamos de natureza pensamos que não é na cidade. A natureza é lá longe e a cidade é só concreto. Isso não é verdade e nos influencia. Começamos a nos desconectar daquilo que é um pouco a nossa raiz. Água faz parte da nossa constituição. Isso desse ponto de vista mais sutil, mas tem também muito a questão do clima, o quanto o rio e a vegetação em volta melhoram o clima de uma cidade, o quanto a presença da água melhora a vida das pessoas, o bem-estar, a saúde... quando você pensa num rio que não está enterrado, consquentemente vai pensar num parque. Então está 'linkado' com vários aspectos de até saúde mental”. 

O projeto-piloto do audioguia do projeto Cidade Azul foi realizado no Rio Verde e já está disponível no site www.cidadeazul.org. Ao longo do projeto, outros rios devem ser contemplados pela iniciativa. 




A falta de saneamento básico e acesso à água potável são as principais causas de doenças e problemas de saúde nas comunidades remotas do Norte do País. Entretanto, uma invenção desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) vem mudando aos poucos esta realidade. 

O “Água Box” é um equipamento que purifica a água por meio de raios ultravioletas, que destroem os microorganismos responsáveis pela contaminação da água; pesa apenas 13kg, o que facilita o transporte; e vem acoplado com placas solares e bateria. Com o equipamento é possível filtrar e purificar até 400 litros por hora, volume suficiente para abastecer uma pequena comunidade.

A ideia do sistema surgiu na busca por soluções para amenizar os graves problemas de saúde ocorridos nas aldeias remotas, conforme explica o pesquisador e responsável pela invenção Roland Vetter

"No ano de 2006 numa aldeia só morreram 11 índios por causa da água contaminada. Então eles me perguntaram, se como pesquisador não poderia inventar algum equipamento que produzisse água potável. Então precisamos de dois anos para inventar esse equipamento, que não é novo, porque desinfectar água com luz ultravioleta já existe desde 1901. Mas o que não existia era a base de 12 volts, porque lá nas aldeias não temos eletricidade comum, de 110 volts. Então boa parte do tempo foi dedicada a inventar um equipamento que funcionasse com 12 volts”. 


O sucesso da invenção foi tanto que recentemente dois equipamentos foram instalados em Moçambique, na África. O próximo passo do pesquisador é desenvolver maneiras de baratear o custo de produção do equipamento. 

No dia 20 de julho, o Brasil registrou o seu recorde na produção diária de energia eólica. Foram 2.989 MWmed (megawatts médios), quantidade suficiente para abastecer até 13 milhões de pessoas, com base no consumo médio residencial segundo o Ministério de Minas e Energia. 

Na data histórica, o Nordeste foi responsável por 76% da produção (2.282 MWmed) e o Sul pelos 24% restantes (707 MWmed). A marca é uma demonstração do franco crescimento da energia a partir dos ventos na matriz elétrica do País. Para se ter uma ideia, apenas de maio para abril o aumento na produção foi de 57%. 

De acordo com Élbia Melo, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o crescimento é explicado pelo histórico de investimentos e a alta competitividade do setor embalada pelos bons ventos brasileiros.

"Os investimentos na fonte eólica tem ocorrido fortemente no Brasil principalmente nos últimos 5 anos e os investimentos se devem muito ao fato da fonte eólica ter alcançado um alto grau de competitividade; o fator de competitividade está associado ao progresso tecnológico mas principalmente, no caso do Brasil, à natureza do vento. O vento brasileiro da à máquina, ao aerogerador, uma capacidade de produção muito superior a média internacional, que é de cerca de 28% e no Brasil, a produtividade da máquina chega em torno de 60%. Essa produtividade confere um custo de produção muito mais baixo a fonte eólica e por essa razão tem alcançado nos últimos anos um alto grau de competitividade e hoje é a segunda fonte mais competitiva do País, perdendo apenas para as grandes hidrelétricas as quais estão bastante escassas no Brasil nos últimos anos”.

Dentro de 8 anos, a previsão é que a fonte eólica represente 11% da matriz elétrica brasileira, ampliando a participação das energias renováveis, que segundo o Plano Decenal de Energia (PDE 2023) deve chegar a 83,8% em 2023. 

Desde o começo de julho, está proibida a retirada de água dos rios Piancó e Piranhas-Açu para fins de irrigação e aquicultura. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Águas (ANA) após as baixas consideráveis no volume de água dos rios que banham os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.  

Atualmente, três dos principais açudes abastecidos pelos rios estão em níveis de alerta: Coremas, com 16,9% de sua capacidade máxima; Mãe D'Água, 20,1%, e Armando Ribeiro, 29%. A fiscalização para impedir a retirada da água para irrigação está sendo realizada por órgãos ambientais com o apoio de policiais dos dois estados. 

A resolução também determina a interrupção das captações de águas subterrâneas para irrigação e aquicultura na faixa situada a 100 metros das margens dos dois rios, exceto as captações licenciadas e outorgadas pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) e pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN). Os dois órgãos captam águas subterrâneas do cristalino.

De acordo com o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piancó-Piranhas-Açu e engenheiro agrônomo José Procópio de Lucena, a prioridade neste momento é o consumo humano e a dessedentação animal: 

“Os nossos reservatórios estão com a situação bastante crítica e só tende a cair o volume de água disponível. Já não pode ter irrigação a partir de 1º de julho, quando foi baixada uma resolução pela ANA e pelos órgãos gestores estaduais. Nesse momento a fiscalização está em campo porque o nível em que estamos é de alerta na qual há uma decisão de prioridade para o consumo humano e matar a sede animal. No momento de escassez e de crise hídrica é preciso priorizar o uso de água, portanto nesse momento não há irrigação nessas áreas”. 

A decisão foi tomada após diversas reuniões com representantes de vários setores da região, segundo Lucena: 

“Juntos com os órgãos gestores, nacional e estaduais, tivemos várias reuniões com os agricultores, vereadores, prefeitos, presidentes de associações e sindicatos, para apresentar o cenário mostrando o que existe de água e as possibilidades futuras. Foram reuniões bastante conflituosas, de grandes reflexões mas também de grandes conflitos, o que era compreensivo porque nesse momento alguns agricultores fizeram investimentos e empréstimos”.

A expectativa é que a medida seja mantida até que as chuvas voltem a acontecer na região e os mananciais sejam reabastecidos. Antes da normativa, a irrigação já estava reduzida a apenas dois dias por semana e somente em horário de tarifa verde. As medidas afetam diretamente seis municípios da Paraíba e três do Rio Grande do Norte. 

Representantes da política, economia, meio acadêmico e sociedade civil participaram em junho da quarta edição do Fórum de Energia de Viena. Durante o evento, que é um dos principais do mundo no gênero, foram apresentadas as experiências desenvolvidas pela Itaipu Binacional e pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás).

Entre os projetos expostos estava o protótipo de um trator multifuncional movido a biometano, desenvolvido pelo CIBiogás em parceria com a empresa austríaca Spirit Design. De acordo com o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley Junior, as inovações foram aclamadas pela comunidade global:

“Lá em Viena o resultado foi maravilhoso. Nós tivemos uma citação do CIBiogás do diretor-geral do ONUDI, que no discurso de abertura já se referiu ao CIBiogás. E a partir daí foram várias intervenções, encontros, trabalhos de relações, a exposição do tratorzinho a biogás que conseguimos montar um protótipo na Áustria e irá trabalhar aqui na Itaipu. Foi um sucesso total em Viena”.

Além da atuação no evento global, a comitiva participou de importantes reuniões na Itália cujo tema principal foi o desenvolvimento de ações nas áreas de gestão e desenvolvimento territorial:

“Aí fomos para Itália onde tivemos rodadas em Milão, Bolonha e Reggio Emilia, que são lugares que evoluíram muito na gestão territorial. Aí teve papel destacado o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), porque mostramos algumas ferramentas que eles não têm. Eles têm mapas estáticos, que não dinâmicos cadastrais. Eles também nos deram uma lição de estruturação de território que serve muito para esse Projeto Oeste em Desenvolvimento que estamos executando e onde estamos depositando todas as nossas forças para desenvolver biogás na região”.

Trator movido biometano, desenvolvido pelo CIBiogás em parceria com a empresa austríaca Spirit Design. Foto: Divulgação


A menos de seis meses da 21.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21) – que será realizada em Paris – Cícero Bley Junior comentou que a mobilização dos países quanto ao novo acordo do clima, mas que ainda faltam incentivos governamentais para a utilização de fontes renováveis de energia. O superintendente também destacou o potencial brasileiro no setor pela grande disponibilidade de recursos naturais.

“São duas dimensões muito forte que se entrelaçam: a dimensão econômica e a dimensão da sustentabilidade do planeta. Tivemos avanços grandes com a posição da China e dos Estados Unidos, entendendo que o problema é gravíssimo no mundo todo. Tem histórias de ilhas do pacífico que já desapareceram, uma alta temperatura principalmente na região do norte da Itália. Os fenômenos estão aí e não há como negar, e as posições dos países estão melhores sob o ponto de vista de compromissos globais (redução dos gases de efeito estufa) e mais complicada no emprego das energias renováveis. A Europa tem uma tendência de sair fora daquela questão do incentivo (a tarifa feed-in, que distingue a energia elétrica gerada por uma fonte renovável). Isso está causando uma grande modificação no mundo todo e foi dito no próprio Viena Energy Forum, levando a sociedade a outras formulações, como esta que viemos perseguindo aqui na Itaipu, no Cibiogás-ER e no CIH, de estimular a sinergia entre a eficiência energética e as energias renováveis. É muito mais ligado ao mercado, à estabilidade, ao custo da energia e a eficiência da energia que a auto-geração pode ter um lugar, que não dependa de incentivos fiscais porque a crise econômica é mundial. Com certeza absoluta o Brasil tem um espaço para crescer por conta da disponibilidade dos recursos naturais. É o segundo maior país do mundo gerador de alimento, então se tem um biogás de 20 bilhões de metros cúbicos por ano disponível e isso começa a fazer sentido ao ser incorporado na estrutura econômica do País”.

O prazo para os países enviarem seus planos de redução dos gases causadores do efeito estufa encerra em dezembro, quando será realizada a COP21. Até agora, 40 dos 193 países signatários enviaram os seus documentos. O governo brasileiro ainda não divulgou as suas metas.

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