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ÁGUA E CIÊNCIA

Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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Encontrar soluções para os problemas decorrentes dos diferentes tipos de agricultura existentes no Paraná. Este foi um dos principias objetivos da 4ª Reunião Paranaense de Ciência do Solo, promovida em Cascavel (PR) pelo núcleo estadual da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo entre os dias 20 e 22 de maio. 

Mais de 750 pessoas, entre profissionais e estudantes, participaram do evento, que foi organizado localmente pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em parceria com outras universidades e institutos da região. Mônica Sarolli, professora da Unioeste e responsável pela coordenação do evento, destacou a importância do encontro para o desenvolvimento da agricultura regional: 

“O Paraná, em sua quarta edição, já atingiu 750 inscritos. Então isso mostra o trabalho sério do paranaense, do agricultor que busca essas alternativas e essas soluções junto à academia e aos institutos de pesquisa. Como ela vai permeando todas as realidades das agriculturas do Estado do Paraná, permite que essas pessoas que estão aqui hoje tenham acesso às informações de tudo o que está acontecendo no solo do Estado do Paraná com característica regional. Acho que isso é perfeito. Esses desafios vieram principalmente da característica da Região Oeste. Nós temos produtores pequenos, familiares, com pequena quantidade de área para cultivar, e temos os grandes socializando e convivendo no mesmo espaço”. 

2015 foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional dos Solos e representa um bom momento não apenas para se discutir soluções para a agricultura, como relembrar os cuidados com os solos urbanos segundo o coordenador da unidade de projetos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) na Região Sul, Carlos Biasi:

“Há a necessidade também de aqueles que moram no meio urbano se preocuparem com o solo do meio urbano. A questão do solo não é uma responsabilidade apenas do setor de ciências agrárias, mas é responsabilidade de cada um de nós que vivemos no meio urbano. Há a necessidade de que todas as categorias profissionais, se preocupem com essa questão dos solos e busquem para que seja possível atingir uma divulgação efetiva das preocupações, do que temos que fazer em relação aos solos, para que possamos produzir mais”.

Durante a abertura do evento, o consultor da Diretoria-Geral da Itaipu, João José Passini, destacou a importância da conservação dos solos para a binacional e a região. 

“O solo não é só um substrato para as plantas. O solo é a fonte vida. O solo produz água, produz biodiversidade, consegue fazer o equilíbrio de enchentes, armazena água, enfim, tem um papel fundamental nas nossas vidas que ás vezes não percebemos. E para a Itaipu Binacional não é diferente. Estar aqui, patrocinar e ser parceira de um evento dessa natureza é fundamental, porque a questão do solo está em vários programas da Itaipu. Perpassa por muitas coisas que a Itaipu faz. A própria água que a Itaipu usa tem uma relação direta com o solo. A qualidade da água do Lago depende da qualidade do uso e do manejo que nós fazemos do solo, principalmente na Bacia do Paraná 3, mas não só. É um exemplo que nós estamos dando e que as pessoas podem se espelhar. Principalmente oferecer à população alternativas e mostrar a preocupação que se tem com esse patrimônio da humanidade. Porque não é um patrimônio do agricultor, é um patrimônio da humanidade, de toda a sociedade”. 

Tiago Pellini, diretor de pesquisa do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR),  comentou sobre as ações executadas no Estado visando a conservação dos solos e o desenvolvimento da agricultura local: 

“O Paraná é um estado com várias instituições e muita tradição no trabalho com programas, não só no caso científicos, mas de difusão e transferência de tecnologias mais apropriadas e de menor impacto no que se refere ao manejo de solos. Mais recentemente um dos principais movimentos que aconteceram foi a campanha 'Plante Seu Futuro', que é capitaneada pela Secretaria de Agricultura e tem congregado uma série de ações, e aí por exemplo nesse caminho está a presença de cobertura vegetal para proteger o impacto das chuvas, a manutenção dos terraços sobretudo para conservação de água, evitar o escorrimento superficial, e muito importante, a rotação de culturas, que é um bom uso dos próprios materiais do solo, fazer uma melhor ciclagem de nutrientes e evitar os problemas críticos da monocultura”. 

Para professores e pesquisadores, a Reunião Paranaense de Ciência do Solo se constitui como uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e experiências. Mais informações sobre publicações e eventos relacionados ao tema podem ser obtidas no site www.sbcs-nepar.org.br

Uma ferramenta online desenvolvida pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) – localizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) – pode se tornar uma grande aliada no desenvolvimento do plantio direto na palha a nível nacional. A técnica agrícola, que surgiu no Paraná na década de 1970, é um dos pilares para a conservação do solo. 

A Plataforma Web – Sistema Plantio Direto foi lançada oficialmente nesta quarta-feira (20) durante a 4ª Reunião Paranaense de Ciência do Solo, em Cascavel. O produto integra um convênio firmado entre a Itaipu Binacional, a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP) e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu. 

Com o sistema, é possível calcular o Índice de Qualidade do Plantio (IQP) de cada propriedade rural registrada, com base em um cadastro e parâmetros de qualidade de manejo do solo. Um dos destaques é a visualização geográfica das informações em um mapa interativo.  

De acordo com o gerente do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), Rafael Gonzalez, a plataforma é um meio importante para gerenciar dados e informações coletadas em campo.

“O sistema é um meio para conseguirmos gerenciar os dados e as informações que vem de campo, das coletas de dados em propriedades rurais, especialmente aplicados à conservação de solos, no contexto de plantio direto, mas o que fortalece essa ferramenta é que tem a possibilidade de administrarmos essas informações pela Internet, gerenciados absolutamente a distância, porque esses dados são mantidos em servidores e bancos de dados existentes no Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) e esse é o serviço que nós propomos a desenvolver: uma ferramenta com estrutura para receber esses dados, poder ter uma segurança sobre esses dados (está armazenado num lugar seguro) e ao mesmo tempo prover essa informação para quem precisa de maneira correta e transparente. O desenvolvimento da ferramenta é muito importante porque nos permite entender o processo de conservação de solos e elaborar uma metodologia – que foi o índice de qualidade participativo – e aplicar essa metodologia em uma tecnologia”. 


Plataforma pode ser acessada no endereço www.plantiodireto.org.

Durante o evento, o consultor da Diretoria-Geral Brasileira da Itaipu Binacional, João José Passini, destacou a importância da tecnologia para o aperfeiçoamento da técnica agrícola, que é apoiada e divulgada pela hidrelétrica desde 1997:

“O Plantio Direto é uma das principais práticas de conservação do solo e da água. Então, além de trabalharmos com alguns organismos como o IAPAR e a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha para o desenvolvimento tecnológico do sistema, recentemente tivemos a preocupação de ver que esse sistema tem que ter qualidade. Não pode ser feito de qualquer jeito. Fazer plantio direto não significa simplesmente não revolver mais o solo, tem que fazer cobertura de solo, rotação de culturas, um plantio correto e, por isso, que em discussão com a Federação se criou um Índice de Qualidade do Plantio Direto. O CIH – que é um grande parceiro - desenvolveu toda a plataforma online para que todos possam acessar. É um grande avanço porque serve tanto para agricultores, como técnicos extensionistas, verifiquem como está o processo de plantio direto naquela propriedade e o que pode fazer para melhorar aquele sistema”. 

A Plataforma foi lançada justamente em 2015 - ano decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional dos Solos – e representa um bom momento para ampliar as discussões sobre questões relacionadas ao solo, conforme lembrou o coordenador da unidade de projetos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na Região Sul, Carlos Biasi. 

“É uma oportunidade para que se amplie a discussão sobre as questões do solo, não só aqui no Paraná, mas em todo o País e em todo o mundo. Os solos da região Sul do Brasil apresentam diversos problemas. Há um esforço dos pesquisadores, estudiosos e extensionistas no sentido de buscar encontrar soluções, reverter o quadro erosivo dos nossos solos, aumentar a fertilidade em algumas regiões para que possamos atingir efetivamente o nosso objetivo que é produzir alimentos com segurança”.

As informações relacionadas à plataforma e formas de acesso estão disponíveis no endereço www.plantiodireto.org

Cinco cidades paranaenses estão entre as 15 mais bem colocadas do Ranking do Saneamento Básico, um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. O estudo teve como base os dados de 2013 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e avaliou os serviços de água e esgoto dos 100 maiores municípios do País em termos de população.

Curitiba foi a capital que apresentou os melhores indicadores do País, ocupando a 5ª colocação geral no ranking. Todas as demais cidades paranaenses incluídas no estudo subiram posições em relação ao levantamento anterior. 

Ainda melhor que a capital estão Maringá, na 2ª posição, e Londrina, na 4ª colocação. Ponta Grossa subiu de 11º para 8º; Cascavel, de 27º para o 11º; Foz do Iguaçu, de 40º para 26º, e São José dos Pinhais aparece na 51ª posição. 

De acordo com Luiz Carlos Medeiros, coordenador industrial da unidade regional de Foz do Iguaçu da Sanepar, a avaliação é resultado dos investimentos do Estado no setor:

“O Governo do Estado tem investido bastante em saneamento, principalmente nessa área de esgoto que é carente no País, e estamos aumentando bastante os nossos índices. Maringá, que tem mais de 300 mil habitantes, está com um índice de atendimento com rede coletora de esgoto em 96%, ou seja, quase 100% desse município. Curitiba, 92%; Londrina, 90%; Ponta Grossa, 88%; Cascavel, 86%; e Foz do Iguaçu, 71%. Então as grandes cidades do estado têm investido bastante”.

O Ranking do Saneamento Básico apontou que a média nacional de atendimento com água tratada é de 82,5%. Já para a coleta de esgoto o índice é de 48,6% e 39% de tratamento. De acordo com Pedro Scazufca, sócio da GO Associados, os investimentos no setor ainda estão abaixo do necessário para acelerar o processo de universalização dos serviços até 2033, uma das metas do Plano Nacional de Saneamento Básico. 

“O avanço tem sido muito lento. Isso é o que a gente tem verificado. Não tem muita evolução. A média de investimentos dos últimos anos tem ficado em torno de R$10 bilhões – considerando todas as empresas do setor – e estimamos que para o setor atingir a universalização daqui há 20 anos (que é o prazo do Plano Nacional de Saneamento) seria necessário aumentar em 60% essa patamar de investimentos”. 

O estudo na íntegra está disponível no site do Instituto Trata Brasil: http://www.tratabrasil.org.br

A preocupação com o futuro da água no planeta - seja em quantidade ou qualidade – é o que move a Water Youth Network. A rede foi criada em 2012 durante uma das edições do Fórum Mundial da Água, com o objetivo de articular o protagonismo da juventude nesta causa tão importante. Atualmente o grupo é composto por 60 voluntários espalhados pelo mundo, em sua maioria europeus.

Em apenas três anos de atividades, a rede já ganhou notoriedade junto às grandes organizações responsáveis pela gestão dos recursos hídricos. No último Fórum Mundial da Água, realizado na Coreia do Sul, por exemplo, uma agenda oficial foi criada exclusivamente para a juventude e mobilizou cerca de 250 pessoas. Alguns deles, inclusive, foram ouvintes de reuniões exclusivas - como as de chefes de estado - e reportaram ao grupo os pontos principais das discussões. 

Tatiana Silva é a única representante brasileira da rede. Entrou para o grupo durante o período em que fez Mestrado em Gerenciamento de Recursos Hídricos na Holanda pelo Instituto de Educação para as Águas (IHE), da UNESCO. Ela explica os principais objetivos da rede: 

“Juntos tentamos pensar como nós podemos contribuir para realmente ter uma segurança em termos de quantidade e de qualidade de água para todo mundo; como que os governos devem agir para garantir que realmente todos tenham acesso à água em boa qualidade e ao saneamento; qual é o papel do jovem nesse processo todo. Tudo isso para poder tentar articular realmente uma forma de se ter uma contribuição maior do jovem nas decisões que são tomadas em nível internacional sobre como lidar com água e saneamento no mundo”. 


Única representante brasileira na Water Youth Network, Tatiana Silva ressaltou a importância de mais participantes do País na rede.

Atualmente a rede está passando por um processo de reestruturação. Entre as ações prioritárias está a formação de um comitê específico para buscar a expansão de seus integrantes no Brasil e envolvê-los nas discussões, visto que será o país-sede da próxima edição do Fórum Mundial da Água em 2018. 

“Vamos pensar juntos algumas estratégias de como realmente ter um maior envolvimento dos jovens brasileiros em questões sobre a água em modo geral (ainda mais nesse momento em que estamos com vários estados lidando com questões de crise e escassez). Então vamos tentar engajar mais a juventude brasileira em debates, processos, entender como é a gestão das águas no Brasil, como é a Política Nacional de Recursos Hídricos, e estimular realmente uma maior participação e engajamento para que quando acontecer o Fórum, em 2018, tenhamos realmente um grande quórum de jovens brasileiros envolvidos”. 

Outra ação importante da rede é o mapeamento de práticas inovadoras de jovens lideranças do Brasil para uma melhor gestão das águas. Os interessados em compartilhar estes conhecimentos e participarem o grupo, podem enviar um e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

A universalização do acesso aos serviços de saneamento básico até o ano de 2033 é uma das metas do Plano Nacional de Saneamento Básico. Entretanto, se o ritmo atual permanecer, o objetivo não deve ser cumprido dentro do prazo, conforme apontou um estudo publicado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. 

O Ranking do Saneamento Básico – que leva em consideração os dados de 2013 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - mostrou que os avanços do País no setor continuam tímidos no que diz respeito aos serviços de água e saneamento dos 100 maiores municípios do País. 

A média nacional de atendimento com água tratada é de 82,5%, de coleta de esgoto, 48,6%, e de tratamento, 39%. Para se ter uma ideia, isso equivale a mais de cinco mil piscinas olímpicas de esgotos não tratados são jogadas por dia na natureza. 

De acordo com Pedro Scazufca, sócio da GO Associados, os investimentos no setor ainda estão abaixo do necessário para acelerar o processo de universalização. Um dado alarmante é que das 20 cidades que estão no fim da lista, cinco não investiram R$1 em coleta e tratamento de esgoto entre os anos de 2009 e 2013. 

“O avanço tem sido muito lento. Isso é o que a gente tem verificado. Não tem muita evolução. A média de investimentos dos últimos anos tem ficado em torno de R$10 bilhões – considerando todas as empresas do setor – e estimamos que para o setor atingir a universalização daqui há 20 anos (que é o prazo do Plano Nacional de Saneamento) seria necessário aumentar em 60% esse patamar de investimentos”. 

Se no âmbito geral, o País não apresentou uma evolução significativa, alguns municípios se destacaram no ranking em relação ao estudo anterior. Os resultados mostram que das 20 cidades melhor colocadas, oito já atingiram a universalização e as outras 12 se encaminham para atingi-la nos próximos anos. 

“Nenhum indicador teve uma melhora significativa. O que observamos é que alguns municípios específicos tiveram uma evolução melhor, como por exemplo o município de Blumenau (SC), que teve uma evolução importante na parte de coleta e tratamento de esgoto, mesma coisa o município de Caxias do Sul (RS). Então observamos melhoras importantes pontuais, não gerais”. 

Com o ranking, o Instituto Trata Brasil e a GO Associados buscam trazer maior visibilidade ao tema saneamento básico, permitindo que a sociedade acompanhe como está a situação de seus municípios no setor. 

“É bem interessante que você consiga ter uma comparação entre a situação do seu município e a situação de outros municípios. A nossa sensação é que o ranking ajudou a trazer o saneamento para discussão, para a mídia, e isso tem ajudado de alguma forma a provocar, seja os agentes tomadores de decisão ou outras partes interessadas a prestar mais atenção no saneamento e colocar a pauta da universalização do saneamento em discussão. Então nesse sentido acho que o Ranking do Saneamento tem cumprido o seu papel”. 

A Região Norte é a que mais despeja esgoto sem tratamento: 82% do total. Dentre as 100 cidades analisadas no ranking, nas 20 últimas posições estão capitais como Manaus (AM), Teresina (PI), Macapá (AP), Belém (PA) e Porto Velho (RO). As cinco cidades com melhor saneamento básico no país, apontadas pelo ranking foram respectivamente Franca (SP), Maringá (PR), Limeira (SP), Londrina (PR) e Curitiba (PR). 

Uma onda de secas tem afetado o planeta nos últimos anos. Os Estados Unidos, por exemplo, registraram em 2014 a estiagem mais grave desde 1956, situação também enfrentada por outros países como Rússia, Índia e Brasil. O problema que acontece de maneira isolada nestas nações é realidade antiga para a população de regiões áridas e semiáridas do mundo. 

Para auxiliar estes países na gestão da água, em 2009 foi o criado o Centro Internacional para a Gestão Integrada de Recursos Hídricos (International Center for Integrated Water Resources Management – ICIWaRM). O Centro de Categoria 2 da UNESCO está sediado nos Estados Unidos, mas conta com uma rede de organizações regionais e internacionais, que são responsáveis pelo desenvolvimento de ferramentas e mecanismos para os tomadores de decisão. 

De acordo com William Logan, hidrogeólogo e sub-diretor do Centro, atualmente a situação mais alarmante está no Oriente Médio: 

“Claro que na América Latina tem zonas tem muito áridas, como o Nordeste do Brasil e a parte da Costa Ocidental da América do Sul, mas há situações mais críticas para mim estão no Oriente Médio. Alguns países extraem muito petróleo e podem dessalinizar a água, mas também há países - como Iêmen por exemplo - que não são ricos e têm utilizado quase toda a água subterrânea e superficial que tem. Também há países como a Jordânia, que tem milhões de refugiados da Síria, Palestina, Iraque, e seguem vivendo com refugiados mas não tem nem água, nem petróleo. Estes estão numa situação muito grave”. 

No Chile, o Centro da Água para Zonas Áridas e Semiáridas da América Latina e Caribe (CAZALAC) em parceria com o escritório da UNESCO em Santiago desenvolveu um Atlas da Seca para toda a América Latina e Caribe. Logan explica o objetivo da ferramenta e cita outros produtos desenvolvidos pela rede:

“O Atlas da Seca para a América Latina e Caribe é para responder perguntas que teriam uma pessoa que quer saber por exemplo qual a probabilidade de que em um ano qualquer possa ocorrer um déficit de chuva em mais de 80% da precipitação anual ou algo assim. É para ajudar as empresas e os ministérios que fazem a gestão da água. Temos um produto que se chama PERSIANN, que fornece dados estimados de precipitação por satélite, que podem ser utilizado para modelos hidrológicos. É algo que pode ser muito útil, sobretudo em regiões que não possuem muitos dados hidrométricos por exemplo. Também temos agora um monitor de secas, que está sendo desenvolvido na Universidade de Princeton e tem o mesmo desenho que o monitor de seca nos Estados Unidos, e agora também temos monitor de seca na África”. 

Outras informações sobre o trabalho desenvolvido pelo Centro Internacional para a Gestão Integrada de Recursos Hídricos (ICIWaRM) podem ser obtidas no site http://iciwarm.sites.usa.gov/.

O prazo para a inscrição de propriedades no sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que encerraria nesta terça-feira (5), foi prorrogado em mais um ano pelo Governo Federal. O anúncio foi feito pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, após o recebimento de 48 pedidos de prorrogação, feitos por secretários dos estados, governadores, Ministério Público Federal, entre outros órgãos. 

Segundo a ministra, 1,4 milhão de imóveis foram cadastrados no sistema, de um total estimado de 5,6 milhões propriedades rurais no País. Já na comparação por área, em hectares, pouco mais da metade foi cadastrada. 

O Governo do Paraná chegou a enviar ao Ministério do Meio Ambiente um pedido de prorrogação da adesão ao Cadastro. Segundo um levantamento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), no estado apenas 22,3% da área foi cadastrada dentro do prazo. O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, explica a possível razão pela baixa procura e ressalta a importância do cadastro:

"Nós tivemos muitas alterações das legislações nos últimos anos quanto à reserva legal do estado. Isso traz uma insegurança ao produtor. O que eu quero deixar claro aos produtores rurais é que eles não estão expondo a sua propriedade a uma gestão de fiscalização. Como presidente de uma instituição, posso afirmar que não é esse o caminho buscarmos qualquer tipo de fiscalização, mas sim a regularização dessas propriedades perante ao Novo Código Florestal. Mas frisar bem e deixar bem claro: aquele que não fizer o seu Cadastro Ambiental Rural (CAR), nenhuma agência financiadora poderá liberar recursos aos proprietários rurais, bem como as transições agrícolas”.

De acordo com informações do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Norte é a região mais avançada em cadastros com quase 70% (69,26%) de adesão. O Cadastro Ambiental Rural – que integra o Novo Código Florestal – visa a regularização de áreas rurais e se tornará um pré-requisito para o acesso dos produtores a linhas de crédito e de financiamento.

Entre os objetivos do Cadastro está integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente (APP), Áreas de Reserva Legal, florestas e remanescentes de vegetação nativa, áreas de uso restrito e áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do País.

Para mais informações, o produtor rural pode acessar o site do Cadastro Ambiental Rural: www.car.gov.br. 

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp - projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos. Nesta semana, o professor e engenheiro agrônomo Fernando Braz Tangerino, da Unesp de Ilha Solteira, analisa a trajetória hídrica da região sudeste do país.

"Saímos do período chuvoso e de maneira geral os nossos reservatórios de água para os diferentes usos, bem como as vazões dos córregos e rios, não chegaram a um nível satisfatório. Nenhum profissional responsável arriscaria dizer que temos segurança hídrica. A crise de 2014 e 2015 é de longe a maior de todas já enfrentadas pela região Sudeste porque trouxe consequências para todos os setores da economia, direta ou indiretamente. Em 2001, a crise por água atingiu o setor energético, que estava capitalizado inclusive. A (crise) de 2004 foi restrita ao abastecimento de água à população de algumas cidades, enquanto a que vivemos atualmente é generalizada, o que inclui os irrigantes (áreas que trabalhamos ativamente). 

Sistemas robustos como o Cantareira, ao completar 40 anos, mostrou fragilidade, o mesmo acontecendo com os reservatórios das hidrelétricas, como por exemplo o de Ilha Solteira, que chegou a baixar 9,27 metros ante aos 4,28 metros observados em 2001, ano em que começamos na cota 324,52 metros. Em 2005, iniciamos na cota 320 metros, ou seja, precisamos de muita água ainda para se ter a segurança hídrica e setores como agricultura irrigada e aquicultura ainda sofrem com a situação.

Na outra extremidade do estado de São Paulo, a situação é análoga, mudando os atores. O uso múltiplo da água se dá entre as demandas do setor urbano (população e indústrias) e produtores de alimentos, notadamente os produtores de hortaliças da região do Cantareira e do Alto Tietê.”

Tangerino alerta para a necessidade de ações imediatas para na reversão da crise atual: 

“Ações imediatistas são absolutamente necessárias para situação de crise e tem ocupado maior dos espaços da mídia quando se trata da crise hídrica, relevando a segundo plano o planejamento e as ações que se iniciadas agora começarão a mostrar resultados efetivos no médio e longo prazo, quando trarão de fato a segurança hídrica desejada. Essas ações devem ter atenção, esclarecimentos, entendimentos e cobranças aos envolvidos com o uso da água de forma mais efetiva para que não tenhamos num futuro tão breve que voltar a falar a recomposição das matas ciliares, a conservação do solo, o combate ao desperdício em todos os níveis, o uso racional da água e o armazenamento da água da chuva nas bacias hidrográficas são ações urgentes e que devem ser implantadas em todos os locais onde se tem água, solo e pessoas”. 

Encerra neste domingo (26) o prazo para as inscrições de dois cursos promovidos pelo Projeto "Água: Conhecimento para Gestão", que é desenvolvido por meio de um convênio entre a Agência Nacional de Águas (ANA), Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Itaipu Binacional.

Ao todo, são 360 vagas abertas para as capacitações gratuitas. A primeira está relacionada ao entendimento sobre as atribuições e responsabilidades do comitê de bacia, além do incentivo à participação da sociedade na gestão de recursos hídricos. Já o outro curso disponível visa fornecer mais informações sobre o funcionamento e a importância das agências de água.

As capacitações são ofertadas na modalidade de Educação a Distância (EaD), com acompanhamento de tutor e emissão de certificado. De acordo com Alexandra da Silva, gerente do projeto, os cursos têm como foco a capacitação de cidadãos brasileiros e de outros países latinoamericanos em prol da boa gestão de recursos hídricos: 

“Temos atuado de forma a divulgar essas vagas para um público de comitês e profissionais que atuam com a gestão de recursos hídricos, e também trabalhamos com a questão de jovens e adolescentes como é o caso do “Água em curso”. Este ano de 2015 é de muito trabalho e de muitas oportunidades para quem quer participar e fazer esses novos cursos. As oportunidades são constantes".

Informações complementares relacionadas ao público-alvo, conteúdo programático e formulário de inscrição podem ser acessadas na aba “Cursos” do site www.aguaegestao.com.br.

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp - projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos. Nesta semana, a irrigação – que é responsável pelo consumo de 70% da água potável do mundo segundo a UNESCO - é tema de uma série especial. Ouça:

Professor da Unesp realiza capacitação sobre irrigação e o uso racional da água para profissionais da região do Sistema Cantareira

Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, narra mais detalhes sobre a capacitação "Atualização em Sistemas e Manejo da Irrigação" para os extensionistas da CATI que atuam na região do Sistema Canteira

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Parceria com Unesp é fundamental para capacitação e qualificação de extensionistas sobre irrigação, avalia coordenador da CATI

José Carlos Rossetti, coordenador da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), avalia a parceria com a Unesp.

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Curso sobre irrigação e uso racional da água permite potencializar sistemas de produção

Antônio Marchiori, extensionista da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Ubatuba, explica a importância do curso ministrado pelo docente da Unesp Fernando Braz Tangerino.

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Técnicas adquiridas com especialista da Unesp propiciam avaliação rápida e eficaz nas propriedades rurais, sinaliza chefe da Casa de Agricultura de Bragança Paulista

Marcelo Baptista da Silva, veterinário e chefe da Casa da Agricultura de Bragança Paulista, acredita que as técnicas adquiridas no curso serão eficientes durante as avaliações em propriedades rurais.

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Manejo correto da irrigação leva segurança aos produtores rurais de Amparo, diz engenheiro agrônomo

Ricardo Moncorvo Tonet, engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Amparo – SP e participante da capacitação realizada pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), comenta a relevância das técnicas adquiridas no curso “Atualização em Sistemas e Manejo da Irrigação”.

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Chefe da Casa da Agricultura em Atibaia aponta relevância do curso sobre irrigação aplicado por especialista da Unesp

Anderson Tatsuo Watanabe, chefe da Casa da Agricultura em Atibaia, aponta a relevância do curso “Atualização em Sistemas e Manejo de Irrigação”, para o extensionistas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) que atuam na região do Sistema Cantareira.

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Técnicas de irrigação colaboram na economia de água entre os produtores da região do Sistema Cantareira

Emanuel Haddad Perdão, zootecnista e diretor técnico de divisão substituto da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) regional Bragança Paulista, esclarece de que forma a capacitação dos extensionistas pode colaborar na economia do uso de água na região do Sistema Cantareira.

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Formado pela Unesp, especialista em irrigação irá orientar agrônomos sobre uso racional da água no Estado de SP

Júlio César Thoaldo Romero, especialista em irrigação e drenagem pela Unesp de Botucatu e instrutor de capacitação de engenheiros agrônomos das Casas da Agricultura no Estado de São Paulo, fala sobre sua atuação na avaliação em sistemas de irrigação e uso eficiente de água na agricultura.

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