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ÁGUA E CIÊNCIA

Willbur Souza

Willbur Souza

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O 7º Fórum Mundial da Água, principal evento sobre as discussões envolvendo os recursos hídricos no planeta, começou neste domingo, em Daegu, na Coreia do Sul. Batizado de “Água para o Futuro”, o Fórum terá 6 dias de duração, e deverá reunir mais de 30.000 pessoas de 170 países entre representantes internacionais, pesquisadores, empresários e organizações do terceiro setor. 

A abertura do evento contou com a participação da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, além de outros 7 chefes de Estado. A mensagem transmitida pelos líderes é de que o 7º Fórum Mundial da Água é uma oportunidade importante para que os participantes possam construir planos de ações e agendas concretas em prol da segurança hídrica e do desenvolvimento sustentável.

Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água (WWC), entidade internacional que organiza o evento, deu as boas vindas a todos os participantes, e aproveitou para destacar que a água, nos dias de hoje, faz parte da agenda internacional como um ponto fundamental que impacta direto na segurança alimentar, no desenvolvimento social e na sobrevivência da humanidade.

Eu espero que este 7º Fórum Mundial da Água seja um marco neste ano de 2015 quando o sistema das Nações Unidas lança novos Objetivos do Milênio em setembro e discute uma convenção climática em novembro. A medida que entramos neste ano importante, gostaria de compartilhar um ponto de vista que não é comumente apresentado, de que “o mundo está ficando melhor”. Significativamente o mundo é um lugar melhor para se viver hoje do que já foi antes, considerando que a expectativa de vida cresceu consideravelmente nos últimos 100 anos, que desde 1990, 2,1 bilhões de pessoas tiveram acesso à água potável, 1,7 bilhão de pessoas pôde ter acesso à eletricidade e 200 milhões de pessoas saíram de uma situação de miséria. Nessas áreas cruciais, o mundo está ficando melhor. Eu acredito que a água é o elemento que conecta isso tudo para fazer do mundo um lugar melhor. O mundo está mudando, está mudando rápido, e a água agora representa o risco número um em termos de impacto na comunidade global. Por isso é tão importante gerenciar esse vital recurso com cuidado e sabedoria. Por isso estamos reunidos aqui nesse evento na Coreia do Sul”.

O Diretor de Coordenação, Nelton Friedrich, e o Diretor de Coordenação Executiva, Pedro Domaniczky Lanik, estão representando a Itaipu Binacional no evento. O Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), centro de categoria 2 da UNESCO criado a partir de uma parceria entre a ITAIPU Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu e o Programa Hidrológico Internacional da UNESCO está representado por Rafael González, gerente do CIH, e Willbur Souza.

O objetivo do centro durante o evento é estabelecer contato aproximativo junto a rede mundial de cooperação pela água. Além disso, a Web Rádio Água está fazendo a cobertura do evento, produzindo conteúdos técnicos das discussões que acontecem no Fórum.

O evento contará com mais de 400 sessões divididas em quatro grupos: temático, político, regional e científico/tecnológico. A programação também conta com diversos eventos paralelos e programações culturais.

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

No PodIrrigar desta semana, Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira,  orienta sobre a atenção que as pessoas devem ter em relação às notícias relacionadas à crise hídrica. Tangerino ressalta também a importância do planejamento para economizar água neste período.

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Já o PodAcqua apresenta uma série de boas práticas para solucionar o problema da crise da água, principalmente na região sudeste. A entrevista desta semana é com Emílio Carlos Bassinelo Hespanhol, químico da Unesp em Rio Claro, contando sobra confirmação da potabilidade de uma antiga cava de argila da cidade de Cordeirópolis (SP), o que contribuirá para o abastecimento do município.


As águas servidas são águas que já foram utilizadas pelo homem e destinadas para tratamento em estações sanitárias. No entanto, dependendo do uso que foi feito, do tratamento utilizado e para que se pretende reutilizá-las, as águas servidas podem ser um importante recurso no ponto de vista sustentável.

Foi nisso que Ana Paula Alves Barreto Damasceno pensou. Em sua tese de doutorado “Desinfecção de águas servidas através de tratamento térmico utilizando coletor solar”, a pesquisadora desenvolveu um sistema de desinfecção no qual o calor gerado pelo sol é aproveitado para manter na água características químicas úteis à planta, reutilizando as águas servidas na agricultura.

O estudo foi dividido em duas etapas. A primeira, realizada no Laboratório de Física do Solo e Qualidade da Água da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), consistiu na regulação de temperatura de amostras de água coletadas do Ribeirão Piracicamirim de 45ºC a 100ºC. Na segunda etapa, realizada em campo, com o sistema desenvolvido pela pesquisadora observou-se que, nas temperaturas entre 55ºC e 60ºC, uma hora foi suficiente para eliminar coliformes fecais presentes nas amostras.

De acordo com a pesquisadora da ESALQ, o trabalho está sendo apresentado como uma proposta de reaproveitamento da água residuária para a irrigação, com a manutenção de características químicas importantes para a agricultura que podem reduzir o gasto com adubação.

“Minha pesquisa consiste em trabalhar com a água residuária tornando-a útil a aplicação na agricultura. Eu peguei a água que passa pelo primeiro tratamento na estação de esgoto, onde ocorre a separação entre liquido e resíduos sólidos (lodo). Essa água eu coloquei em um sistema de aquecimento solar, com o objetivo de inativar os microrganismos que são prejudiciais à saúde. Então eu estou apresentando como uma proposta para o melhor aproveitamento dessa água que pode causar tantos danos ao meio ambiente”.

De acordo com a pesquisadora, no tratamento de esgotos ocorre a separação entre o lodo (onde fica retido a maior parte dos resíduos sólidos) e a água. Esta água ainda possui uma grande quantidade de matéria orgânica que pode ser aproveitada como nutriente para as plantas. E o estudo demonstrou que é possível um tratamento que conserve a matéria orgânica e elimine os micro-organismos presentes no esgoto que são prejudiciais à saúde humana.

O uso energético do biogás já apresenta casos de sucesso na região Oeste do Paraná. Um exemplo disso é o Condomínio de Agroenergia Ajuricaba – localizado em Marechal Cândido Rondon - onde foram instalados biodigestores em pequenas propriedades rurais, ligadas por gasodutos a uma microcentral termelétrica. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER), Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Prefeitura de Marechal Cândido Rondon e outras instituições. 

Porém, o setor ainda tem muito a se desenvolver no Brasil e na América Latina, com base em experiências de outros países do mundo, sobretudo europeias. Durante a reunião de Trabalho da Força Tarefa 37 (Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA), o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, comentou sobre este detalhe, além da importância das práticas do biogás visando o desenvolvimento regional.

“Temos essa matriz extraordinária vinda da hidroeletricidade, mas temos a biomassa, nós temos carvão, nós temos urânio, temos também a solar, a eólica e muito biomassa residual para biogás. Estamos trabalhando em parceria com vários países do mundo, você vê que a nossa rede de relação é uma rede de relação extraordinária, no sentido poder fazer a melhor utilização do biogás. E é isso que estamos trazendo para cá experiências já muito bem sucedidas, de muitos anos de implementação desse tipo de combustível. As condições do Brasil são mais favoráveis que da Europa e dos próprios Estados Unidos em função do clima que nós temos aqui, da forma e da abundância que nós temos de matéria-prima. Então são arranjos produtivos que permitem trazer uma melhor renda para o produtor, e ao mesmo tempo, dotar o País com combustíveis, e ainda por cima dar uma resposta positiva em relação ao tratamento adequado do meio ambiente (…) Esse é o grade diferencial da questão da energia. Todo processo de energia no mundo sempre foi muito concentrado. Você vê que sempre são grandes plantas, sempre é uma energia muito concentrada. Pela primeira vez temos uma condição de fazer energia do próprio produtor, de forma distribuída, de forma descentralizada. E qual é a vantagem? Todo recurso fica na região. Todos equipamentos produzidos na região. Precisa ter motor, precisa ter instalação, precisa ter fio, precisa ter eletricista. Dinheiro fica na região. Produz energia, fica na região. Portanto é uma mola propulsora para o desenvolvimento local e regional”.

Os benefícios ambientais, sociais e econômicos do biogás também foram lembrados pelo diretor-técnico da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Claudio Osako.

“Para a Fundação (Fundação PTI) é sempre muito bom participar e sediar esse ciclo de crescimento tanto de Foz do Iguaçu quanto da região. Se monta na verdade, no PTI, sempre relações de ganha-ganha, então acredito que as coisas dão certo porque sempre há uma premissa de que todos os parceiros têm que ganhar, então isso que é o interessante de ter um parque tecnológico: a interação entre academias, centros de pesquisa e empresa nacionais e internacionais. Então isso otimiza os esforços quando junta todos os atores num mesmo local, num mesmo parque. Ganha em importância o biogás, porque primeiro ele atende à questão ambiental: o que era um passivo ambiental, que acabava de certa forma influenciando no reservatório da usina de Itaipu, ele se transforma num ganho para o pequeno produtor. Então ele acaba virando até um fator de fixação desse pequeno produtor. É uma outra fonte de renda, diminuição de custos produtivos. Como qualquer projeto, ele teve que batalhar bastante para mostrar que é possível e para outras pessoas começarem a acreditar, então um grande esforço foi feito, consegui se implantar e hoje já vira referência, quer dizer, já há uma busca por conhecimento das coisas realizadas aqui”.

A reunião da Força Tarefa 37 (Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA) tem como objetivo de debater sobre como a tecnologia e as energias do biogás podem ser aplicadas e desenvolvidas em diferentes condições de solo e clima.

O biogás possui um papel de suma importância no desenvolvimento econômico local e valor estratégico em programas de eficiência energética da América Latina e Caribe. Nesta região, o biogás encontra situações climáticas favoráveis e uma ampla variedade de matéria-prima disponível. Porém, mesmo com as boas condições, essa fonte de energia renovável ainda dá seus primeiros passos buscando a consolidação nas matrizes energéticas dos países latino-americanos.

Byron Chiliquinga, Gerente de projetos da Organização Latinoamericana de Desenvolvimento de Energia (OLADE), aponta as dificuldades do setor na América Latina e Caribe: 

“Eu diria que as principais dificuldades estão no conhecimento de que são tecnologias maduras e que existem experiências muito interessantes em vários países; e que realmente podem acrescentar aos países que possuem os recursos e a necessidade, mas que provavelmente o que necessitam é o apoio no financiamento inicial".

Byron Chiliquinga, é um dos participantes da reunião de Trabalho da Força Tarefa 37(Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA) realizada no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), que reuniu representantes de dez nações para debater as ações feitas em cada país em relação ao desenvolvimento da tecnologia e uso energético do biogás. Durante o evento, o representante da OLADE falou sobre a importância da reunião para o futuro do biogás na América Latina: 

“Escutamos experiências muito relevantes e alguns projetos que poderão ser replicados na América Latina. Portanto, tem sido uma excelente experiência participar  da reunião e conhecer esses projetos em primeira mão”.

A Organização Latino-americana de Desenvolvimento de Energia (OLADE) foi criada em 1973 para incentivar o melhor uso dos recursos energéticos dos países da América Latina e Caribe. Hoje, fazem parte da organização, 27 países.


Durante a reunião da Força Tarefa 37( Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA), foi lançado oficialmente o livro “Biogás – A Energia Invisível”, de autoria de Cícero Bley Junior, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional e diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER).

A publicação foi lançada em três idiomas e é repleta de conceitos, gráficos, infográficos e informações essenciais para o futuro de uma matriz energética sustentável para o Brasil e para o mundo. O livro representa uma importante contribuição para a comunidade científica e acadêmica, visto que o biogás ainda é um tema pouco explorado em bibliografias, conforme destaca Cícero Bley Junior.

“Especificamente sobre o biogás existe pouca coisa escrita, muita coisa é falada, muita coisa é transmitida, ou por meio de papers científicos – que estão longe às vezes da realidade – ou então pela cultura das pessoas que vem transmitindo a potencialidade do biogás. Então este livro nada mais é que do um marco de fazer uma energia invisível como o biogás, ou seja, as pessoas não dão valor a ela,  passar a olharem o biogás como um combustível efetivamente importante na matriz energética dos países” 

A publicação “Biogás – A Energia Invisível” foi editada em parceria entre Itaipu Binacional, Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER) e Planeta Sustentável, uma multiplataforma de comunicação cuja missão é difundir conhecimento sobre desafios e soluções para as questões ambientais, sociais e econômicas de nosso tempo.

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

O destaque dessa semana é o PodIrrigar, que traz uma entrevista com Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, sobre a análise do volume de chuvas no noroeste paulista em 2014 e a necessidade de investimentos em irrigação.

Já o PodAcqua desta semana traz a explicação de Silvio Simões, professor da Unesp em Guaratinguetá, sobre a dinâmica de uma das bacias mais complexas do país.

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O PodTerritorial entrevista João Cleps Júnior, membro da Rede Dataluta e participante do VII Encontro Nacional da Rede Dataluta, realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, que explica o Relatório Dataluta Minas Gerais 2012.

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A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

O destaque dessa semana é o PodAcqua, que traz uma entrevista com Manuel Enrique Gamero Guandique, professor de Engenharia Ambiental da Unesp em Sorocaba, trazendo os debates sobre os problemas que se agravarão no futuro com o aumento da população e do consumo.


Ouça também o PodTerritorial, com Carlos Alberto Feliciano, membro da Rede Dataluta, e participante do VII Encontro Nacional da Rede Dataluta, realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, comentando sobre o Relatório Dataluta Pontal do Paranapanema 2012.

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Já o PodIrrigar, com Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, comenta a discussão política relacionada ao plano hídrico que visa interligar reservatórios de água de São Paulo e Rio de Janeiro.

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A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

O destaque dessa semana é o PodAcqua, que traz uma entrevista com Gerôncio Rocha, geólogo aposentado do Departamento de Águas e Energia Elétrica da Unesp Rio Claro, que acredita que a profundidade do Aquífero Guarani evita a superexploração do reservatório.


Ouça também o PodIrrigar, com o Professor da Unesp - campus de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino, que aponta os fatores que devem ser considerados para a escolha adequada da lâmina de irrigação.

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Já o PodTerritorial traz a entrevista com Onélia Carmem Rossetto, membro da Rede Dataluta e participante do VII Encontro Nacional da Rede Dataluta, realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, que faz um panorama do Relatório Dataluta Mato Grosso 2012.

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Disseminar e validar cientificamente a metodologia do Plantio Direto com qualidade. Esse é o principal objetivo do compromisso firmado entre a Federação Brasileira do Plantio Direto (FEBRAPDP), a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu e o Centro Internacional de Hidroinformática nesta quinta-feira, no Show Rural, em Cascavel. O novo convênio, dando prosseguimento as atividades que vem sendo realizadas pela parceria desde 2006, terá duração de 2 anos.

O documento, assinado na presença de diversas autoridades do setor, prevê a avaliação das práticas de Plantio Direto existentes na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3), além de uma validação técnica e científica do Índice de Qualidade do Plantio Direto na Palha, metodologia participativa criada por essa parceria, que estabelece parâmetros para uma avaliação qualitativa das práticas de Plantio Direto.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, a parceria, que deverá ainda ter o apoio da Embrapa, Iapar, Emater e Universidades da região, é o caminho para que se possa desenvolver o Plantio Direto aliando prática com pesquisa e inovação. 

"Eu acho que o Paraná, o Brasil, tem uma dívida eterna de gratidão àqueles que descobriram essa tecnologia do Plantio Direto. E agora nós temos que dar passos adiante. Atingimos um estágio, mas temos muito ainda a percorrer. E as novas técnicas, modernas, desenvolvidas nas nossas universidades e nos centros de pesquisa apontam que podemos aprimorar, e muito, a qualidade do nosso solo. E o aprimoramento da qualidade desse solo, evita erosão, a danificação do solo, mas aumenta a produtividade".

O presidente de honra da FEBRAPDP, e um dos pioneiros do sistema no Brasil, Hernan Bartz, comentou sobre a importância da parceria firmada e também como o Plantio Direto se consolida com uma das práticas de produção agrícola sustentável.

"Todos agricultores em volta da Itaipu passam por um processo de entender o que é Plantio Direto. Em escala maior, o governo também vem entendendo também esse assunto. A nível nacional hoje, temos o plantio direto, seja perfeito ou imperfeito, como forma de produção agrícola sustentável, que oferece ao Brasil todo ano um acréscimo de 2% a 3% de aumento de produção. A FAO, em Roma, colocou em 2001 na reunião de Madri, que a agricultura sustentável deve ser praticada seguindo o exemplo do plantio direto praticado no Brasil. E o plantio direto no Brasil alcançou um grau considerável de aperfeiçoamento. Mas, simultaneamente, isso implica que nós temos um grande caminho de aperfeiçoamento pela frente".

O convênio também resultará em dados e requisitos para uma nova versão do Sistema Plantio Direto na Palha, desenvolvido pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) e pelo Parque Tecnológico Itaipu. Utilizando software livre, o sistema permite o cadastro de informações dos produtores que utilizam o Plantio Direto, e conta com uma metodologia participativa que traça um diagnóstico e estabelece uma pontuação para cada propriedade

De acordo com o presidente da FEBRAPDP, Alfonso Sleutjes, a parceria é importante para que se tenha indicadores que possibilitem a comparação das práticas de Plantio Direto existentes. 

"A parceria é importante para a gente ter indicadores para comparar um sistema adequado, ou ótimo, um sistema que tem que sem melhorado. E isso é o principal ganho. A gente poder estimular os produtores por comparação e, realmente, começar a identificar o que e onde estão as melhorias que podem ser feitas".



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