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ÁGUA E CIÊNCIA

Willbur Souza

Willbur Souza

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O uso energético do biogás já apresenta casos de sucesso na região Oeste do Paraná. Um exemplo disso é o Condomínio de Agroenergia Ajuricaba – localizado em Marechal Cândido Rondon - onde foram instalados biodigestores em pequenas propriedades rurais, ligadas por gasodutos a uma microcentral termelétrica. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER), Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Prefeitura de Marechal Cândido Rondon e outras instituições. 

Porém, o setor ainda tem muito a se desenvolver no Brasil e na América Latina, com base em experiências de outros países do mundo, sobretudo europeias. Durante a reunião de Trabalho da Força Tarefa 37 (Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA), o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, comentou sobre este detalhe, além da importância das práticas do biogás visando o desenvolvimento regional.

“Temos essa matriz extraordinária vinda da hidroeletricidade, mas temos a biomassa, nós temos carvão, nós temos urânio, temos também a solar, a eólica e muito biomassa residual para biogás. Estamos trabalhando em parceria com vários países do mundo, você vê que a nossa rede de relação é uma rede de relação extraordinária, no sentido poder fazer a melhor utilização do biogás. E é isso que estamos trazendo para cá experiências já muito bem sucedidas, de muitos anos de implementação desse tipo de combustível. As condições do Brasil são mais favoráveis que da Europa e dos próprios Estados Unidos em função do clima que nós temos aqui, da forma e da abundância que nós temos de matéria-prima. Então são arranjos produtivos que permitem trazer uma melhor renda para o produtor, e ao mesmo tempo, dotar o País com combustíveis, e ainda por cima dar uma resposta positiva em relação ao tratamento adequado do meio ambiente (…) Esse é o grade diferencial da questão da energia. Todo processo de energia no mundo sempre foi muito concentrado. Você vê que sempre são grandes plantas, sempre é uma energia muito concentrada. Pela primeira vez temos uma condição de fazer energia do próprio produtor, de forma distribuída, de forma descentralizada. E qual é a vantagem? Todo recurso fica na região. Todos equipamentos produzidos na região. Precisa ter motor, precisa ter instalação, precisa ter fio, precisa ter eletricista. Dinheiro fica na região. Produz energia, fica na região. Portanto é uma mola propulsora para o desenvolvimento local e regional”.

Os benefícios ambientais, sociais e econômicos do biogás também foram lembrados pelo diretor-técnico da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Claudio Osako.

“Para a Fundação (Fundação PTI) é sempre muito bom participar e sediar esse ciclo de crescimento tanto de Foz do Iguaçu quanto da região. Se monta na verdade, no PTI, sempre relações de ganha-ganha, então acredito que as coisas dão certo porque sempre há uma premissa de que todos os parceiros têm que ganhar, então isso que é o interessante de ter um parque tecnológico: a interação entre academias, centros de pesquisa e empresa nacionais e internacionais. Então isso otimiza os esforços quando junta todos os atores num mesmo local, num mesmo parque. Ganha em importância o biogás, porque primeiro ele atende à questão ambiental: o que era um passivo ambiental, que acabava de certa forma influenciando no reservatório da usina de Itaipu, ele se transforma num ganho para o pequeno produtor. Então ele acaba virando até um fator de fixação desse pequeno produtor. É uma outra fonte de renda, diminuição de custos produtivos. Como qualquer projeto, ele teve que batalhar bastante para mostrar que é possível e para outras pessoas começarem a acreditar, então um grande esforço foi feito, consegui se implantar e hoje já vira referência, quer dizer, já há uma busca por conhecimento das coisas realizadas aqui”.

A reunião da Força Tarefa 37 (Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA) tem como objetivo de debater sobre como a tecnologia e as energias do biogás podem ser aplicadas e desenvolvidas em diferentes condições de solo e clima.

O biogás possui um papel de suma importância no desenvolvimento econômico local e valor estratégico em programas de eficiência energética da América Latina e Caribe. Nesta região, o biogás encontra situações climáticas favoráveis e uma ampla variedade de matéria-prima disponível. Porém, mesmo com as boas condições, essa fonte de energia renovável ainda dá seus primeiros passos buscando a consolidação nas matrizes energéticas dos países latino-americanos.

Byron Chiliquinga, Gerente de projetos da Organização Latinoamericana de Desenvolvimento de Energia (OLADE), aponta as dificuldades do setor na América Latina e Caribe: 

“Eu diria que as principais dificuldades estão no conhecimento de que são tecnologias maduras e que existem experiências muito interessantes em vários países; e que realmente podem acrescentar aos países que possuem os recursos e a necessidade, mas que provavelmente o que necessitam é o apoio no financiamento inicial".

Byron Chiliquinga, é um dos participantes da reunião de Trabalho da Força Tarefa 37(Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA) realizada no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), que reuniu representantes de dez nações para debater as ações feitas em cada país em relação ao desenvolvimento da tecnologia e uso energético do biogás. Durante o evento, o representante da OLADE falou sobre a importância da reunião para o futuro do biogás na América Latina: 

“Escutamos experiências muito relevantes e alguns projetos que poderão ser replicados na América Latina. Portanto, tem sido uma excelente experiência participar  da reunião e conhecer esses projetos em primeira mão”.

A Organização Latino-americana de Desenvolvimento de Energia (OLADE) foi criada em 1973 para incentivar o melhor uso dos recursos energéticos dos países da América Latina e Caribe. Hoje, fazem parte da organização, 27 países.


Durante a reunião da Força Tarefa 37( Biogás) da Agência Internacional de Energia (IEA), foi lançado oficialmente o livro “Biogás – A Energia Invisível”, de autoria de Cícero Bley Junior, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional e diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER).

A publicação foi lançada em três idiomas e é repleta de conceitos, gráficos, infográficos e informações essenciais para o futuro de uma matriz energética sustentável para o Brasil e para o mundo. O livro representa uma importante contribuição para a comunidade científica e acadêmica, visto que o biogás ainda é um tema pouco explorado em bibliografias, conforme destaca Cícero Bley Junior.

“Especificamente sobre o biogás existe pouca coisa escrita, muita coisa é falada, muita coisa é transmitida, ou por meio de papers científicos – que estão longe às vezes da realidade – ou então pela cultura das pessoas que vem transmitindo a potencialidade do biogás. Então este livro nada mais é que do um marco de fazer uma energia invisível como o biogás, ou seja, as pessoas não dão valor a ela,  passar a olharem o biogás como um combustível efetivamente importante na matriz energética dos países” 

A publicação “Biogás – A Energia Invisível” foi editada em parceria entre Itaipu Binacional, Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER) e Planeta Sustentável, uma multiplataforma de comunicação cuja missão é difundir conhecimento sobre desafios e soluções para as questões ambientais, sociais e econômicas de nosso tempo.

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

O destaque dessa semana é o PodIrrigar, que traz uma entrevista com Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, sobre a análise do volume de chuvas no noroeste paulista em 2014 e a necessidade de investimentos em irrigação.

Já o PodAcqua desta semana traz a explicação de Silvio Simões, professor da Unesp em Guaratinguetá, sobre a dinâmica de uma das bacias mais complexas do país.

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O PodTerritorial entrevista João Cleps Júnior, membro da Rede Dataluta e participante do VII Encontro Nacional da Rede Dataluta, realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, que explica o Relatório Dataluta Minas Gerais 2012.

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A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

O destaque dessa semana é o PodAcqua, que traz uma entrevista com Manuel Enrique Gamero Guandique, professor de Engenharia Ambiental da Unesp em Sorocaba, trazendo os debates sobre os problemas que se agravarão no futuro com o aumento da população e do consumo.


Ouça também o PodTerritorial, com Carlos Alberto Feliciano, membro da Rede Dataluta, e participante do VII Encontro Nacional da Rede Dataluta, realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, comentando sobre o Relatório Dataluta Pontal do Paranapanema 2012.

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Já o PodIrrigar, com Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, comenta a discussão política relacionada ao plano hídrico que visa interligar reservatórios de água de São Paulo e Rio de Janeiro.

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A Web Rádio Água e o Podcast Unesp, projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), iniciam uma parceria para intercâmbio de conteúdos, disseminando cases, pesquisas, informações e opiniões relacionadas às temáticas: Água, Energia e Sustentabilidade. Semanalmente serão publicados, na Web Rádio Água, conteúdos produzidos pelo projeto Podcast Unesp: o PodIrrigar (conteúdos  com o objetivo de orientar as formas de manejo racional de água e energia), PodAcqua (com conteúdos produzidos sobre projetos na área de Recursos Hídricos) e o PodTerritorial (com conteúdos na área de Gestão Territorial e Geoprocessamento).

O destaque dessa semana é o PodAcqua, que traz uma entrevista com Gerôncio Rocha, geólogo aposentado do Departamento de Águas e Energia Elétrica da Unesp Rio Claro, que acredita que a profundidade do Aquífero Guarani evita a superexploração do reservatório.


Ouça também o PodIrrigar, com o Professor da Unesp - campus de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino, que aponta os fatores que devem ser considerados para a escolha adequada da lâmina de irrigação.

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Já o PodTerritorial traz a entrevista com Onélia Carmem Rossetto, membro da Rede Dataluta e participante do VII Encontro Nacional da Rede Dataluta, realizado pelo Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, que faz um panorama do Relatório Dataluta Mato Grosso 2012.

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Disseminar e validar cientificamente a metodologia do Plantio Direto com qualidade. Esse é o principal objetivo do compromisso firmado entre a Federação Brasileira do Plantio Direto (FEBRAPDP), a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu e o Centro Internacional de Hidroinformática nesta quinta-feira, no Show Rural, em Cascavel. O novo convênio, dando prosseguimento as atividades que vem sendo realizadas pela parceria desde 2006, terá duração de 2 anos.

O documento, assinado na presença de diversas autoridades do setor, prevê a avaliação das práticas de Plantio Direto existentes na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3), além de uma validação técnica e científica do Índice de Qualidade do Plantio Direto na Palha, metodologia participativa criada por essa parceria, que estabelece parâmetros para uma avaliação qualitativa das práticas de Plantio Direto.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, a parceria, que deverá ainda ter o apoio da Embrapa, Iapar, Emater e Universidades da região, é o caminho para que se possa desenvolver o Plantio Direto aliando prática com pesquisa e inovação. 

"Eu acho que o Paraná, o Brasil, tem uma dívida eterna de gratidão àqueles que descobriram essa tecnologia do Plantio Direto. E agora nós temos que dar passos adiante. Atingimos um estágio, mas temos muito ainda a percorrer. E as novas técnicas, modernas, desenvolvidas nas nossas universidades e nos centros de pesquisa apontam que podemos aprimorar, e muito, a qualidade do nosso solo. E o aprimoramento da qualidade desse solo, evita erosão, a danificação do solo, mas aumenta a produtividade".

O presidente de honra da FEBRAPDP, e um dos pioneiros do sistema no Brasil, Hernan Bartz, comentou sobre a importância da parceria firmada e também como o Plantio Direto se consolida com uma das práticas de produção agrícola sustentável.

"Todos agricultores em volta da Itaipu passam por um processo de entender o que é Plantio Direto. Em escala maior, o governo também vem entendendo também esse assunto. A nível nacional hoje, temos o plantio direto, seja perfeito ou imperfeito, como forma de produção agrícola sustentável, que oferece ao Brasil todo ano um acréscimo de 2% a 3% de aumento de produção. A FAO, em Roma, colocou em 2001 na reunião de Madri, que a agricultura sustentável deve ser praticada seguindo o exemplo do plantio direto praticado no Brasil. E o plantio direto no Brasil alcançou um grau considerável de aperfeiçoamento. Mas, simultaneamente, isso implica que nós temos um grande caminho de aperfeiçoamento pela frente".

O convênio também resultará em dados e requisitos para uma nova versão do Sistema Plantio Direto na Palha, desenvolvido pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) e pelo Parque Tecnológico Itaipu. Utilizando software livre, o sistema permite o cadastro de informações dos produtores que utilizam o Plantio Direto, e conta com uma metodologia participativa que traça um diagnóstico e estabelece uma pontuação para cada propriedade

De acordo com o presidente da FEBRAPDP, Alfonso Sleutjes, a parceria é importante para que se tenha indicadores que possibilitem a comparação das práticas de Plantio Direto existentes. 

"A parceria é importante para a gente ter indicadores para comparar um sistema adequado, ou ótimo, um sistema que tem que sem melhorado. E isso é o principal ganho. A gente poder estimular os produtores por comparação e, realmente, começar a identificar o que e onde estão as melhorias que podem ser feitas".



De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico, o Brasil tem como meta a universalização dos serviços do setor até 2030, ou seja, prover água e ligação a rede de esgoto em todos os domicílios brasileiros neste período. Porém, de acordo com Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, a tarefa deve levar mais tempo do que o prometido. 

A afirmação é com base no tímido avanço brasileiro no ranking das 100 Maiores Cidades Brasileiras na área do saneamento básico, estudo divulgado anualmente pelo Instituto com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento do Ministério das Cidades. 

“Pelo cenário de hoje, 20 anos é um prazo otimista demais para o ritmo que o saneamento tem avançado nos últimos anos. Seria até considerado um prazo bom (logicamente que nunca é bom um serviço que já deveria existir há anos no Brasil e está super atrasado), mas a gente percebe hoje que 20 anos seria um prazo bom para o ritmo de hoje. Hoje pelos cálculos do Trata Brasil, nós não teremos universalização de coleta e tratamento de esgoto em pelo menos em 40 anos”. 

Édison Carlos atribui a situação ao ritmo lento encontrado nas obras relacionadas ao setor, algumas delas pertencentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): 

“Hoje não é um problema de falta de recursos. O Governo Federal tem se empenhado muito em colocar recursos seja através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), seja através de emendas parlamentares e outros mecanismos, mas o ritmo das obras é muito baixo e as obras do PAC estão andando muito lentamente para o desafio que o Brasil tem”.

De acordo com dados do Ministério das Cidades, 92% da população nacional tem acesso à água tratada, enquanto que a coleta de esgotos chega pouco mais de 60% dos habitantes de todo o País. A situação mais grave está no tratamento de esgotos, serviço que chega a apenas 38% dos brasileiros.


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Trazer contribuições, reflexões e soluções relacionadas as principais questões socioambientais existentes no país. Esse é o objetivo dos Encontros Técnicos realizados pelo Instituto Mais (Mais Atitude Instituto Socioambiental). Ao longo do ano serão, ao todo, cinco encontros em que diversos profissionais na área de sustentabilidade poderão discutir temas, como por exemplo: Pegada Hídrica, Educação para Sustentabilidade, Mobilidade, entre outros.

Os encontros têm uma metodologia participativa, em que questionários são aplicados a fim de selecionar os temas mais relevantes, e que estão gerando as maiores discussões no cenário socioambiental. A presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais, Marilena Lavorato, explica qual o objetivo da aplicação das enquetes de forma antecipada.

"A enquete é feita com um público muito grande. Então, entre esses especialistas são apontados esses temas. E a ideia é trazer contribuições, reflexões e também soluções para aqueles que estão temas que estão sendo debatidos, já que é uma área que tem chamado muito a atenção".

Outro ponto importante dos Encontros Técnicos é a possibilidade de interação entre teoria e prática, com a apresentação de cases que foram certificados como "melhores práticas socioambientais" pelo Programa Benchmarking Brasil, como explica Marilena.

"Você tem que ter sim o referencial teórico, tem que ter a academia, mas tem que ter o conhecimento aplicado, aquilo que está em prática e está apresentando resultados positivos, que é o Benchmarking, que são as referências, as melhores práticas".

Um dos temas apontados para 2014 foi Pegada Hídrica. Para este tema um dos especialistas convidados foi Pedro Cortês, Assessor Técnico de Gabinete da Superintendência de Gestão Ambiental da USP. Traduzindo o termo, Pegada Hídrica é um indicador do uso da água que analisa seu uso de forma direta e indireta, tanto do consumidor quanto do produtor, e é definida como o volume total de água doce que é utilizado para produzir os bens e serviços consumidos pelo indivíduo, comunidade ou produzidos pelas empresas. Pedro Cortês explica o motivo do indicador ser tão discutido nos dias de hoje.

"Permite verificar, comparativamente, a eficiência hídrica do processo de produção de um determinado bem. Então, um produtor agrícola, por exemplo, ele pode analisar o quanto ele está  gastando de água na produção de uma determinada commoditie, e comparar o seu consumo com o de outros produtores, buscando tornar o seu processo mais eficiente. Uma outra possibilidade é que permite um melhor planejamento da instalação de operações industriais que sejam intensivas no uso de água. Um exemplo, uma fábrica de refrigerantes ou de cerveja, ela consome muita água. E a implantação de uma unidade desse tipo precisa ser feita em um local como uma boa disponibilidade hídrica. Então, uma atividade que tem uma Pegada Hídrica elevada ela precisa ser implantada em uma área com uma boa disponibilidade hídrica.

Os encontros técnicos promovidos pelo Instituto Mais são gratuitos, e serão realizados ao longo de 2014. A agenda, os palestrantes, os cases e outras informações podem ser obtidas no site www.institutomais.com.br ou www.institutomais.org


O Brasil é um dos países com maior irradiação solar, tendo grande parte do território está localizado próximo a linha do Equador, região menos influenciável a variações de radiação solar durante o dia. No entanto, a geração de energia elétrica a partir dessa fonte renovável ainda é pouco utilizada por aqui. E é pensando em dar maior visibilidade a esse tipo de energia, que foi lançado o projeto "50 telhados".

Coordenado pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina, o Instituto Ideal, o projeto consiste na instalação de 50 telhados solares em casas, indústrias, prédios públicos e pequenas empresas de cidades interessadas. Para isso, o instituto estabelece uma parceria com empresas especializadas locais, que devem atingir a meta estabelecida de instalação de 50 telhados fotovoltaicos e geração anual estimada em torno de 130 MWh.

De acordo com Peter Krenz, responsável técnico pelo projeto, o "50 telhados" se espelha no programa alemão 1.000 telhados solares, criado em 1991, que impulsionou a energia solar fotovoltaica na Alemanha e hoje abastece mais de 8 milhões de residências no país. Segundo o engenheiro elétrico, a meta é até 2015 ter os mesmos 1.000 telhados solares instalados.

"A meta de 20 cidades com 50 telhados em cada cidade, resulta em 1.000 telhados, programa que já foi feito na Alemanha no início do desenvolvimento do mercado fotovoltáico, e também semelhante há um programa aqui no Brasil que teve a proposta de instalação  de 1.000 telhados solares térmicos". 

Peter comentou também que o projeto busca se beneficiar da  Resolução nº482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) , que estabelece as condições gerais para a conexão à rede da microgeração e minigeração distribuída no Brasil, e tem como proposta alavancar a Energia Solar no país.

"É feito por sistema de geração distribuída, tendo como base a Resolução nº482 da ANEEL, em que sistemas são conectados à rede. Nosso objetivo é encontrar empresas que se responsabilizem para realizar esses projetos em várias cidades. O mercado brasileiro para energia fotovoltáica ainda está começando, e esse projeto tem objetivo de diversificar a matriz energética aqui no Brasil para melhorar a segurança de abastecimento para o consumo". 

A primeira cidade contemplada pelo "50 telhados' foi Uberlândia, em Minas Gerais, que já conseguiu bater a meta de potência instalada para o ano de 2013. As empresas interessadas em participar do projeto podem se informar pelo site www.americadosol.org/50telhados


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