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Qui, 26 de Março de 2015 14:43

Resíduo de cana-de-açúcar é alternativa para reduzir o impacto ambiental na construção civil

Escrito por  João Mota

Você sabia que a cinza do bagaço da cana-de-açúcar pode ser uma alternativa para diminuir o impacto ambiental provocado pela extração de recursos naturais? Um grupo de acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, encontrou no resíduo da cultura um caminho para melhorar a eficiência do concreto e reduzir seu custo de produção.

Após oito meses de estudos e mais de 280 experimentos, os estudantes desenvolveram o concreto autoadensável (CAA). O produto pode conter em sua fórmula de 10% a 30% de cinzas do vegetal sem perder sua resistência, e ainda atendendo aos requisitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O projeto, que foi um dos finalistas do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável, foi desenvolvido pelos estudantes Hugo Sefrian Peinado, Marisa Fujiko Nagano e Romeo Dias Vanderlei, orientados pelo professor Rafael Germano Dal Molin Filho.

Hugo Sefrian Peinado, pesquisador e integrante do Grupo de Desenvolvimento e Análise do Concreto Estrutural (GDACE) da UEM, fala sobre as características do concreto autoadensável e a importância sustentável do produto:

“A característica principal desse concreto é que ele tem finos na composição, ou seja, fillers calcários, ou outro material, a gente passa ter esse fino na composição e também aditivos plastificantes, super plastificante ou hiper plastificante, dependendo do fabricante. Nós temos estes aditivos mais os finos da composição que permitem um concreto flúido, mas que ao mesmo tempo você não tem segregação. Então a pedra, que é a brita, não afunda no concreto, ficando homogênea, justamente em função dessa composição. Em termo de importância sustentável do projeto que nós apresentamos no Prêmio Ozires Silva, o foco foi justamente atribuir um valor agregado para um resíduo. Então o resíduo da indústria sucroalcooleira, que é a cinza do bagaço da cana-de-açúcar, ele é descartado na natureza. Nós pegamos esse resíduo e tornamos ele um subproduto. Então ao mesmo tempo que utilizamos o resíduo, nós estamos diminuindo a extração da areia da natureza.”

Como a cinza do bagaço da cana-de-açúcar é um resíduo e não um sub-produto, a matéria ainda não possui condições técnicas - como a queima controlada - para que seja reproduzida em características comerciais e industriais. Por essa razão o produto ainda terá um longo caminho até que possa chegar ao mercado.


Última modificação feita em Sex, 27 de Março de 2015 09:53
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