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Seg, 06 de Julho de 2015 14:45

Energias Renováveis: Experiências brasileiras são reconhecidas pela comunidade global

Escrito por  Vacy Alvaro
Protótipo do trator multifuncional movido a biometano apresentado em Viena. Foto: Divulgação CIBiogás Protótipo do trator multifuncional movido a biometano apresentado em Viena. Foto: Divulgação CIBiogás

Representantes da política, economia, meio acadêmico e sociedade civil participaram em junho da quarta edição do Fórum de Energia de Viena. Durante o evento, que é um dos principais do mundo no gênero, foram apresentadas as experiências desenvolvidas pela Itaipu Binacional e pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás).

Entre os projetos expostos estava o protótipo de um trator multifuncional movido a biometano, desenvolvido pelo CIBiogás em parceria com a empresa austríaca Spirit Design. De acordo com o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley Junior, as inovações foram aclamadas pela comunidade global:

“Lá em Viena o resultado foi maravilhoso. Nós tivemos uma citação do CIBiogás do diretor-geral do ONUDI, que no discurso de abertura já se referiu ao CIBiogás. E a partir daí foram várias intervenções, encontros, trabalhos de relações, a exposição do tratorzinho a biogás que conseguimos montar um protótipo na Áustria e irá trabalhar aqui na Itaipu. Foi um sucesso total em Viena”.

Além da atuação no evento global, a comitiva participou de importantes reuniões na Itália cujo tema principal foi o desenvolvimento de ações nas áreas de gestão e desenvolvimento territorial:

“Aí fomos para Itália onde tivemos rodadas em Milão, Bolonha e Reggio Emilia, que são lugares que evoluíram muito na gestão territorial. Aí teve papel destacado o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), porque mostramos algumas ferramentas que eles não têm. Eles têm mapas estáticos, que não dinâmicos cadastrais. Eles também nos deram uma lição de estruturação de território que serve muito para esse Projeto Oeste em Desenvolvimento que estamos executando e onde estamos depositando todas as nossas forças para desenvolver biogás na região”.

Trator movido biometano, desenvolvido pelo CIBiogás em parceria com a empresa austríaca Spirit Design. Foto: Divulgação


A menos de seis meses da 21.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21) – que será realizada em Paris – Cícero Bley Junior comentou que a mobilização dos países quanto ao novo acordo do clima, mas que ainda faltam incentivos governamentais para a utilização de fontes renováveis de energia. O superintendente também destacou o potencial brasileiro no setor pela grande disponibilidade de recursos naturais.

“São duas dimensões muito forte que se entrelaçam: a dimensão econômica e a dimensão da sustentabilidade do planeta. Tivemos avanços grandes com a posição da China e dos Estados Unidos, entendendo que o problema é gravíssimo no mundo todo. Tem histórias de ilhas do pacífico que já desapareceram, uma alta temperatura principalmente na região do norte da Itália. Os fenômenos estão aí e não há como negar, e as posições dos países estão melhores sob o ponto de vista de compromissos globais (redução dos gases de efeito estufa) e mais complicada no emprego das energias renováveis. A Europa tem uma tendência de sair fora daquela questão do incentivo (a tarifa feed-in, que distingue a energia elétrica gerada por uma fonte renovável). Isso está causando uma grande modificação no mundo todo e foi dito no próprio Viena Energy Forum, levando a sociedade a outras formulações, como esta que viemos perseguindo aqui na Itaipu, no Cibiogás-ER e no CIH, de estimular a sinergia entre a eficiência energética e as energias renováveis. É muito mais ligado ao mercado, à estabilidade, ao custo da energia e a eficiência da energia que a auto-geração pode ter um lugar, que não dependa de incentivos fiscais porque a crise econômica é mundial. Com certeza absoluta o Brasil tem um espaço para crescer por conta da disponibilidade dos recursos naturais. É o segundo maior país do mundo gerador de alimento, então se tem um biogás de 20 bilhões de metros cúbicos por ano disponível e isso começa a fazer sentido ao ser incorporado na estrutura econômica do País”.

O prazo para os países enviarem seus planos de redução dos gases causadores do efeito estufa encerra em dezembro, quando será realizada a COP21. Até agora, 40 dos 193 países signatários enviaram os seus documentos. O governo brasileiro ainda não divulgou as suas metas.

Última modificação feita em Qui, 09 de Julho de 2015 14:11
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Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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