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Qui, 13 de Agosto de 2015 10:43

Paraná tem bons índices na destinação correta do lixo

Escrito por  João Mota

Mesmo com o fim do prazo para a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), previsto para agosto do ano passado, a realidade nos lixões pouco mudou no Brasil. Conforme a lei, as prefeituras poderiam responder por crimes ambientais caso não destinassem os seus resíduos corretamente. Além do risco de não receberem mais verbas do governo federal, os prefeitos corriam inclusive o risco de perder os seus mandatos.

Nos últimos 11 anos, o aumento da geração de lixo foi de 29%, maior do que o crescimento populacional registrado no período, que foi de 6%. No Paraná, por exemplo, há cidades que ainda não apresentaram um plano de adequação. No estado, uma alternativa para os pequenos municípios é a formação de consórcios para uso conjunto dos aterros.

Apesar do atraso de alguns municípios, no geral o Paraná vem mostrando bons resultados quanto à destinação de seus resíduos sólidos, conforme explica Gabriela Otero, coordenadora técnica da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE):

“Dentro da região Sul, o Paraná tem bons indíces de destinação dos resíduos que coleta, consegue coletar quase 95% do que é gerado no estado é coletado e tem uma destinação final. Como que é essa destinação final? Cerca de 70% vai para aterros sanitários, de acordo com o nosso levantamento, mas 20% ainda vai para aterro controlados e 10% vão para lixões. Então, podemos dizer que 30% do que é coletado no Estado do Paraná ainda tem uma destinação ambientalmente incorreta e que precisa melhorar. O Paraná já tem seu plano estadual de resíduos sólidos, ou seja, esta conforme com a lei a sua capital também possui o seu plano de gestão integrada, mas é preciso buscar melhorar esse índice de resíduos sólidos que ainda estão indo para lixões e aterros controlados.”

Entre os estados mais atrasados em estabelecer um plano de gestão para seus resíduos sólidos está Alagoas. Dos 102 municípios, apenas a capital Maceió conseguiu acabar com o lixão e criar um aterro, como previsto na lei. Ainda segundo a coordenadora, o Distrito Federal é o que apresenta maior preocupação:

“Outro destaque negativo, infelzmente, é o Distrito Federal. O coração do nosso País, que abriga a Capital. O Distrito Federal utiliza o maior lixão da América Latina, que é o lixão da Estrutural, levando quase 4.500 toneladas por dias para esse lixão. O que é muito e só tem essa forma de disposição final lá. Então nós temos que voltar nossos olhos para a capital, para que ela sirva de exemplo, por exemplo para um estado como Alagoas.”

Em jullho, o Senado aprovou um projeto que prorroga o prazo para as cidades brasileiras adequarem a gestão que fazem do lixo às regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Os novos prazos variam de julho de 2018 a julho de 2021, conforme o número de habitantes de cada cidade.

Última modificação feita em Ter, 08 de Setembro de 2015 17:20
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