Projeto da Itaipu vai virar documentário para orientar a reprodução em outras partes do País
Veterinários, biólogos e tratadores do Refúgio Biológico Bela Vista de Itaipu comemoram mais um sucesso do projeto de reprodução de harpia em cativeiro. Agora já são cinco filhotes da ave reproduzidos no local. O mais novo integrante da família nasceu há duas semanas e passa bem. O nascimento do bebê-harpia foi registrado no último dia 16. O projeto de reprodução das harpias em cativeiro, desenvolvido pelos veterinários e biólogos de Itaipu, em breve vai virar documento para orientar, em outros lugares do País, a reprodução desses animais ameaçados de extinção. A mais forte ave de rapina do mundo, a harpia atinge quase um metro de altura e chega a pesar até nove quilos. A reprodução de harpia em cativeiro é muito difícil. Por isso, o filhote recebe atenção especial: é mantido numa incubadora com temperatura e umidade controladas. Além disso, ave recebe diariamente cinco refeições – a comida é servida diretamente na boca, com a ajuda de uma pinça. Ainda não é possível saber qual é o sexo da harpia, isso porque a identificação é feita com base na curva de crescimento da ave. As fêmeas crescem mais.
A vida boa não para por aí. Para se desenvolver, ficar forte e, ao mesmo tempo, saudável, o filhote recebe vários estímulos. A mordomia inclui a reprodução do canto de outras harpias, uma espécie de aconchego longe dos braços da mãe.
Fonte: notícias FozdoIguaçu

