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Qua, 23 de Fevereiro de 2011 21:47

Brasil precisa de US$ 400 bi para cortar emissões de CO2, aponta Banco Mundial

Escrito por  Beloni Celso

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Estudo ressalta a necessidade de o país substituir práticas consideradas poluidoras/Foto: yago1.com

Quanto custa aos cofres brasileiros reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) nas próximas décadas? Um estudo do Banco Mundial divulgado na segunda-feira, 21 de fevereiro, mostra que essa conta está orçada em US$ 400 bilhões (cerca de R$ 665,5 bilhões) até 2030. Iniciado em 2007, o estudo foi financiado pelo banco e desenvolvido por especialistas de institutições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e universidades públicas brasileiras. Foram realizadas modelagens em quatro grandes áreas responsáveis pela poluição da atmosfera: solo (agropecuária), resíduos, energia e transporte.

Os especialistas calcularam quanto custaria investir em tecnologias limpas nesses setores, substituir práticas consideradas poluidoras e aumentar áreas florestais. No setor de transporte, por exemplo, a redução da emissão de CO2 poderia ser feita pelo aumento da malha ferroviária (de carga e urbana), que evitaria a multiplicação massiva de veículos de passeio. No setor energético, o empenho para desenvolver energias limpas, como a eólica (dos ventos), é considerado importante. Mas de onde sairia o dinheiro para tamanho investimento? Para Christophe de Gouvello, do Banco Mundial, os recursos poderiam vir do governo e de negociações internacionais, a exemplo do Fundo Verde criado na 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), que pretende injetar US$ 100 bilhões anuais em tecnologias de baixo carbono a partir de 2020. De acordo com o estudo, o setor agrícola é um dos desafios do país, uma vez que o Brasil é recordista mundial de emissão de metano (um dos gases de efeito estufa mais nocivos ao meio ambiente) por meio da atividade pecuarista. Para Luís Gustavo Barioni, agrônomo da Embrapa que participou do estudo, investir em tecnologias limpas no setor é urgente porque o consumo de carne está crescendo com o enriquecimento de países emergentes. Fonte: Ecodesenvolvimento

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Beloni Celso

Beloni Celso

Sou Bióloga/ Mestre em Engenharia Ambiental, docente Universitária e tutora em EAD. Acredito no desenvolvimento sustentável, voltado a uma economia que respeite os recursos naturais e que promova a igualdade social.

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