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A Itaipu será uma promotora regional do Programa Nacional de Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC), do governo federal. O programa é uma das estratégias do Brasil para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, compromisso voluntário assumido pelo país na Conferência do Clima de Cancun, no México, em 2010.
O assunto foi tema do seminário Ações na BP3 conectadas ao Programa Nacional de Agricultura de Baixo Carbono, um dos eventos paralelos do Encontro Cultivando Água Rumo à Rio+20 e realizado na quinta-feira (24) e encerrado hoje (25), no Rafain Palace Hotel.
O compromisso do Brasil é reduzir suas emissões em um bilhão de toneladas equivalentes de dióxido de carbono (uma redução entre 36% e 39% dos níveis atuais). Para atingir este volume, o país quer diminuir em 80% o desmatamento da Amazônia, 40% o desmatamento do Cerrado e o restante com estratégias do Programa ABC.
“A agropecuária responde por um quarto das emissões nacionais de gases do efeito estufa”, explicou Luiz Carlos Balbino, da Embrapa Cerrados, um dos expositores do seminário.
Os principais pontos do Programa ABC foram apresentados pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Erickson Camargo Chandoha. São eles: recuperar 15 milhões de hectares de pastos degradados, aumentar em oito milhões de hectares a área com plantio direto, trabalhar com a fixação biológica do Nitrogênio em 5,5 milhões de hectares, incrementar as florestas plantadas em três milhões de hectares e promover o tratamento de 4,4 milhões de metros cúbicos de dejetos da pecuária.
Ações antecipadas
O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, e o superintendente de Energias Renováveis da empresa, Cícero Bley, também participaram do encontro, demonstrando que várias ações da Itaipu na região da Bacia do Paraná 3 já anteciparam ações preconizadas pelo Plano ABC, como o uso de dejetos da pecuária para a produção de energia e o incentivo ao plantio direto.
Segundo o coordenador do evento e também gestor do programa Desenvolvimento Rural Sustentável (do Cultivando Água Boa), João José Passini, o ABC será gerenciado por um comitê gestor nacional e também por comitês estaduais (no caso do Paraná, integrado por Itaipu e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento). “Um dos grandes desafios do programa será criar mecanismos de acompanhamento e verificação para mensurar a redução de emissões através dessas iniciativas”, afirmou. Jornal o Presente


