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Robson Carvalho Turcato

Robson Carvalho Turcato

Relações Públicas
Centro Internacional de Hidroinformática (CIH | UNESCO)
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Parque Tecnológico Itaipu

Colaborador do blog Ser.RP << www.serrp.blogspot.com >>

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por Ramon Fernandes Lourenço

Esta semana participei do Painel Internacional Web Rádio Água que tratou das ações e desafios de se trabalhar com educomunicação e formação de comunidades com foco na preservação ambiental.

O painel contou com a participação de membros da ITAIPU Binacional, UNESCO, Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Rádio pela Educação de Santarém, Ministério do Meio Ambiente, Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, Agência Nacional de Águas, Universidade de São Paulo e União Dinâmica de Faculdades Cataratas, onde todos compartilharam conhecimentos e experiências importantes sobre o desenvolvimento de projetos.

Acompanhar as experiências compartilhadas no painel me levou a questionar como se desenvolve o engajamento dos individuos em projetos desta natureza, haja vista que tais ações primam por despertar não só a consciência ambiental, mas por provocar nos indivíduos uma postura pró-ativa em relação aos problemas deste tema. Despertar esta postura nos indivíduos significa tornar o projeto vivo, com a participação efetiva que possibilita a co-criação, deixando o projeto fluir por conta do próprio público envolvido.

Neste contexto de colaboração e co-criação o papel do mediador deve ser repensado, pois ao invés de dizer o que os indivíduos tem de fazer, ele simplesmente indica o caminho. Esta é uma postura muito nova que reconhece e valoriza o individuo, tornando-o parte do projeto e não meramente um participante. Quando o sujeito tem clareza em seus objetivos ele tende a desenhar seu próprio caminho. Isto significa dar liberdade de criação para os sujeitos envolvidos, mostrando desprendimento sobre as ideias e com o próprio projeto. Porém reconhecer o papel ativo do sujeito ainda é um tabu que precisa ser desenvolvido, pois há aquela velha questão de que o responsável pelo projeto é também o seu dono. Esta relação de apropriação da ideia é algo que nos é ensinado, mas que guarda em si uma grande discussão.

Procuro entender o mundo pelo ponto-de-vista da análise do discurso, onde tudo o que fazemos e pensamos deve ser analisado de forma complexa, por meio do estudo de seu contexto histórico-social. Por isso entendo que toda ideia é fruto das interações sociais e ambientais e, portanto não devemos pensar que a propriedade da ideia é exclusiva de uma só pessoa. Gabriel Tarde (s.d: 424) tem uma definição interessante sobre invenção que podemos transpor para esta discussão sobre ideia ou pensamento, dizendo que "qualquer invenção, qualquer descoberta, consiste num encontro mental de conhecimentos já antigos e a maior parte das vezes transmitidos por outro". Esta linha de raciocínio nos leva a questionar diversos pontos importantes que estão em plena discussão, como exemplo da propriedade intelectual, das licenças de uso, a Creative Commons, e também tem plena ligação com o  tema de nossa discussão, o engajamento e a colaboração.

Temos de entender que para haver colaboração há necessidade de um espaço de ampla discussão, com abundância de informações, objetivos claros e de verdadeiro diálogo. Sem estas características não existe colaboração, pois o individuo não se envolverá se não tiver domínio sobre o assunto, se não puder ser ouvido, se não puder participar efetivamente das discussões. São estes os pontos cruciais que viabilizarão o aparecimento da colaboração na formação de públicos, tirando do individuo o papel de mero executor de tarefas previamente determinadas. Sobre esta questão quero pontuar uma fala do sr. Luiz Antônio Ferraro Junior, Diretor de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, que disse em sua palestra que "tudo que é normativo apaga a pergunta". Esta é uma afirmação muito acertada para esta nossa discussão, pois se o indivíduo for inundado por normas, deveres e atividades impostas ele não terá oportunidade de questionamento, inviabilizando o verdadeiro diálogo que é o formador da colaboração.

Diante disto, projetos como a WRA e os outros apresentados no Painel Internacional WRA, que prezam por uma comunicação formadora, que colocam o individuo no centro das ações, que proporcionam um espaço de ampla discussão, é que possibilitam a formação de verdadeiras comunidades de ação.

Quero parabenizar à equipe WRA pelo belo trabalho:

Robson Carvalho Turcato - Relações Públicas
Willbur Souza - Jornalista
Fagner de Oliveira - Analista de TI

Citação em: TARDE, Gabriel, s.d., As Leis da Imitação, Porto, Rés


Fonte: Ser.RP (adaptado)

O Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) e o Programa Hidrológico Internacional (PHI) da Unesco promoveram, nessa quarta-feira (21), no Auditório César Lattes, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), a abertura do Painel Internacional Web Rádio Água. O evento aconteceu às vésperas do aniversário de cinco anos da Rádio Água, celebrado nesta quinta-feira (22), Dia Mundial da Água. O encontro segue até esta quinta e tem como objetivo debater ações de educomunicação com foco na sustentabilidade e cidadania.

O portal on-line, criado numa parceria do Centro Internacional de Hidroinformática e do Programa Hidrológico Internacional da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com apoio da Itaipu da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), dissemina conteúdos informativos e pedagógicos sobre gestão das águas.

A cerimônia de abertura do evento contou com a presença do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek; do representante do diretor-geral paraguaio, Francisco Lanik; dos diretores de Coordenação da Itaipu do lado brasileiro, Nelton Friedrich, e paraguaio, Diana Garcia; do superintendente da FPTI, Juan Carlos Sotuyo; e dos coordenadores do Centro Internacional de Hidroinformática, Cícero Bley Jr e Ana Carolina Gossen Siani.

Zelmira May, secretária do Programa Hidrológico Internacional da Unesco para a América Latina e o Caribe, também participou da abertura, falando sobre a importância da plataforma. “É um trabalho conjunto, que colabora no desenvolvimento de uma região ampla“, comentou.

Para Jorge Samek, a possibilidade de compartilhar conhecimento é o ponto mais positivo da ferramenta. “A Itaipu é uma usina de energia e de conhecimento, mas sabemos que é só por meio do debate e da disseminação desse conhecimento que nosso trabalho terá valor”, disse o DGB.

Após os discursos de abertura, o coordenador brasileiro do Centro Internacional de Hidroinformática falou sobre o perfil da Web Rádio Água e contou a história do projeto, que, hoje, já ultrapassou os 25 mil visitantes.

Cícero Bley contou a trajetória do projeto: “Nossa proposta é encontrar uma linguagem que agrade o público, para difundir informações ao maior número de pessoas possível. Queremos nos tornar um site de conteúdos com significância na rede”, disse Cícero Bley.

Durante o evento serão apresentadas diversas práticas de educomunicação espalhadas pelo Brasil e pela América Latina, com a participação do professor e coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, Ismar de Oliveira, tido como um dos principais nomes da educomunicação no país.

Ocorrerá também o debate acerca do Programa IV do Plano Nacional de Recursos Hídricos, que trata de desenvolvimento tecnológico, capacitação, comunicação e difusão de informações em gestão integrada de recursos hídricos, somado às expectativas para a Rio +20.

Fonte:  JIE - ITAIPU Binacional


O Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) e o Programa Hidrológico Internacional (PHI) da UNESCO irão promover  nos dias 21 a 22 de março, no  Parque Tecnológico Itaipu, o Painel Internacional Web Rádio Água.

O objetivo do evento será celebrar as realizações do projeto Web Rádio Água e, apresentar as possibilidades de ampliação das redes de comunicadores comunitários para gestão das águas no âmbito nacional, América Latina e Caribe, promovendo a discussão sobre educomunicação em âmbito nacional e internacional, por meio de apresentações de cases, projetos e ações de comunicação e educação, com foco na construção da cidadania e promoção da sustentabilidade.

Além de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Agência Nacional de Águas (ANA) e da ITAIPU Binacional, o Painel Internacional Web Rádio Água contará com a participação de instituições nacionais e da América Latina para discutirem a importância da construção conjunta de conhecimento a partir da comunicação.

O projeto Web Rádio Água fomenta um espaço colaborativo que possibilita a troca de informações e de experiências, estimulando o aprendizado e a construção conjunta de conhecimento, associada às boas práticas relacionadas à temática água, tratada como recurso natural em diferente cenários da vida.

Trabalhando com ênfase em arquivos de áudio e estruturado no ambiente web, a Plataforma Web Rádio Água é composta por um site, fóruns de discussão e uma rede de blogs, além de uma enciclopédia Wiki, que somada à formação de comunicadores comunitários, dão voz a comunidade em um processo de construção da cidadania e promoção da sustentabilidade.

Durante o evento serão apresentadas diversas práticas de educomunicação espalhadas pelo Brasil e pela América Latina, com espaço aberto aos participantes para discussão. Dentre os destaques, o Painel Internacional Web Rádio Água contará com a presença do professor e coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, Ismar de Oliveira, tido como um dos principais nomes da educomunicação no país., O prof. Ismar de Oliveira é também vice-presidente do World Council for Media Education, com sede em Madrid, Espanha.

Ocorrerá também o debate acerca do Programa IV do Plano Nacional de Recursos Hídricos, o qual trata de desenvolvimento tecnológico, capacitação, comunicação e difusão de informações em gestão integrada de recursos hídricos. Isto somado às expectativas para a Rio+20. Essa mesa de discussão será protagonizada pelos representantes do MMA e ANA.

O ponto alto do evento será a apresentação dos resultados, as conexões e as projeções da Web Rádio Água no âmbito nacional, América Latina e Caribe, junto às perspectivas do Programa Hidrológico Internacional (PHI) da UNESCO na esfera da educação e comunicação de base comunitária.


Apresentação WRA em português




Apresentação WRA em espanhol


As inscrições estão abertas e demais informações pode ser solicitadas pelo telefone 3576-7076 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. . As vagas são limitadas e não há taxa de inscrição.

Informações:
Centro Internacional de Hidroinformática
Parque Tecnológico Itaipu – BR
Avenida Tancredo Neves, 6731 – Parque Tecnológico Itaipu – BR
Foz do Iguaçu – Paraná / Brasil
Tel:  55+(45)3576-7076
E-mail do Evento: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Dom, 26 de Fevereiro de 2012 11:44

...tragédia, inércia e solidariedade.

Há poucas horas (escrevo às 23h), exatos momentos, existia um fato ocorrendo que envolvia tragédia, inércia e solidariedade.

Hoje (25/02) minha empregada – ou para os hipócritas do politicamente correto minha "secretaria do lar" - pediu meu apoio, para que eu a ajudasse a localizar sua familiar pela internet. Tenso, não?

Ontem, 24/02, pela Rede Globo (segundo ela), durante o JN foi passada uma reportagem sobre as cheias do Rio Acre e a devastação ocasionada na cidade de Brasiléia. Numa das cenas, pessoas apareciam agarradas às grades de suas casas - o que para desespero da Regiane, eram seus parentes. << Enchentes deixam 125 mil desabrigados no Acre >>

Pois bem, desde o dia 18/02 ela não conseguia mais falar com sua mãe. Os telefones de nenhum de seus familiares funcionavam. Acompanhava os jornais e sabia que as chuvas castigavam a região. E, para fechar a noite, viu aquelas terríveis cenas.

Ao retornar do trabalho pra casa hoje, no meio da tarde, ela fez o pedido. Bom, começamos a busca pela internet. O que eu não queria naquele momento era que o Google listasse as palavras “mortos, corpos e afins”. Ou pior... Manchetes sensacionalistas.

As chamadas enfatizavam os grandes números da capital Rio Branco, mas diziam que Brasiléia já começava a contabilizar os danos. Algumas reportagens mostravam pessoas limpando suas casas, comércios, ruas... << Depois da enchente Brasiléia começa a contabilizar danos >>

Como fazê-la compreender e acreditar? Se estava assim por que as imagens do JN da noite anterior eram diferentes? Este nem é o ponto e nem quero discutir isso aqui. O ponto era: localizar a família dela e termos notícias.

Desisti do Google e dos grandes portais de notícias e parti para o Facebook e para o Twitter.

Não irei aqui valorar os inertes, ok? Tampouco nomeá-los. Mas, meios de comunicação acreanos, agencias de notícias regionais e pessoas ligadas a áreas e até alguns civis cujo contato eu mesmo tentei diretamente, na busca de notícias locais, nem por estímulo consegui sacá-los da inércia. Lamentável.

A frase era muito simples. 140 caracteres era um fator limitante: “Sou do sul e busco notícias de parentes, vítimas das cheias. Tem 0800 do gov, ong ou outro nº em #Brasiléia? #ajuda” Neste aqui, sobram 25 caracteres.

Os meios de comunicação acreanos, as agencias de notícias regionais e pessoas ligadas a áreas estavam, quando recebiam meus recados, postando coisas sobre o tema que eu buscava auxílio. Por que o silêncio? Enfim...

Mas o silêncio foi rompido por cinco pessoas. Cinco pessoas dispostas a colaborarem com um cara, que se quer conheciam, cuja frase apenas dizia “Sou do sul e busco notícias de parentes, vítimas das cheias. Tem 0800 do gov, ong ou outro nº em #Brasiléia? #ajuda”.

Essas cinco pessoas, essas cinco aqui oh @tiao_viana, @andrekamai, @jacck13, @andreazilio, @NannySantana, são jornalistas, mãe, esposa, governador do estado do Acre e o Assessor do governo do estado.

Essas cinco pessoas me passaram informações como: “Passei seu TT para o @andrekamai (GOV) que está em Brasiléia e vai te passar informações, abcs”; “A Anatel informou que não tem previsão de quando a comunicação via internet, celular e telefone vai voltar. (cont)”; “Alguem de #AssisBrasi ou #Brasileia no TT pode nos informar se esta chovendo por aí?”; “Pfavor passe informações de Brasiléia p @birobson ele é um amigo do Sul e tem parentes, passei seu TT pra ele, obrigado kerido”; “Minha dica é você mandar um recado via rádio Difusora e acompanhar a rádio na web. O endereço é http://t.co/OXq8DRwz”; “Muita gente tem se comunicado c/ os familiares via rádio Difusora. O melhor pgm é o Gente em Debate, seg. a sex, às 10h (hora AC)”; “//Qual seu número que pedirei para ele ligar?”; “Me ligue no número que passei em DM, ou me envia seu contato. Tentaremos ajudar!”.

Isso aqui fez diferença para a Regiane. Ela viu pessoas que se importavam. Nisso ela acreditou. E cada vez que tínhamos notícias de melhoras no sinal de celular por lá, tentávamos novamente. Por volta das 20h eu postei “Não tenho conseguido contato com os celulares que tenho. Mesmo assim obrigado governador. Continuarei tentando.”

Era quase 21h... “@tiao_viana, @andrekamai, @jacck13, @andreazilio, @NannySantana, Por DEUS, Notícias #Brasiléia Estão todos bem. Conseguimos contato. Obrigado!” A Regiane conseguiu falar com o pessoal em Brasiléia. Todos estão bem, a casa está em pé, falta somente limpar e recomeçar a vida. Aqui eu chorei.

Na verdade estou com os olhos mareados desde que iniciei este post. Quando você presencia pessoas “comuns”, que não tem nenhuma obrigação contigo, sequer ligações no contexto social, contigüidade física ou outra conexão, somado à outras com preocupações muito maiores, de esferas políticas estaduais, envolvendo agrupamentos inteiros, terem as mesmas atitudes: se prontificarem a ajudar, não ignorar um TT numa avalanche de informações, e se prontificarem a disponibilizar seus nº de celulares para receberem ligações nossas e nos ligarem, para nos informar dos fatos, isso é...

Obrigado aos cinco, @tiao_viana, @andrekamai, @jacck13, @andreazilio, @NannySantana, mais uma vez.

E, se posso deixar um #ficaadica, sei que há pessoas vis, levianas, inertes e “n” outros adjetivos, mas não seja você (leitor) um deles também. Prefira ser um dos cinco – é só uma dica. Quando alguém pede uma informação, uma ajuda, pode sim ser só sacanagem (e pode mesmo, fique esperto com isso), mas também pode ser alguém que está desesperado por informações.

>>>

O Banco do Brasil no Acre e a Caixa Econômica Federal abriram conta corrente para receber depósitos, que beneficiarão os desabrigados pelas alagações em todo o estado.

Para doações em específico para Brasiléia: Banco do Brasil, Ag. 1662-4 C/C 1000-6 SOS ENCHENTE BRASILÉIA.

Para todo o estado tem essas duas...
Banco do Brasil
Agência: 0071-X
Conta corrente: 100.000-4
CNPJ: 14.346.589/0001-99

Caixa Econômica Federal
Agência: 3320 – Estação Experimental
Operação: 006
Conta: 71-7
CGC: 63.608.947/0002-80
Nome: Coordenação Estadual Defesa Civil

O investimento em hidreletricidade atingiu níveis sem precedentes. O crescimento econômico de alguns países e a flexibilização da economia têm aberto oportunidades para investimentos nesse setor, considerado por muitos especialistas uma fonte de energia limpa. É nesse cenário que governo, indústria e sociedade civil acordam que a hidreletricidade deve ser desenvolvida de modo sustentável, mas apesar do debate mais consensual e informado, mantêm-se divergências de opinião no que concernem as ações tomadas para isso.

É bem verdade que a atenção dos tomadores de decisões políticas está cada vez mais focada nas múltiplas interações entre os recursos hídricos e a produção de energia. Assim como, também é verdade, há uma necessidade maior em coordenar atividades que possam melhor responder a crescente procura por esses serviços; algo que possa abranger a relação com a comunidade e a conservação do corpo hídrico em questão.

Mas por que isso? Nas regiões onde estão sendo desenvolvidos os projetos hidrelétricos, em especial os de infraestruturas, as incompatibilidades entre conservação e a obra muitas vezes são apenas reconhecidas em estágios ultrapassados do planejamento, fazendo com que o ajuste dessas plantas sejam custosas, desperdiçando tempo e gerando conflitos, em especial com a comunidade local. A partir dessa perspectiva, como podemos alcançar a cooperação entre governos, sociedade, preservacionistas para um processo de geração de energia no qual os rios e sua comunidade sejam atingidos por impactos cada vezes menores?

A partir dessa inquietação, a IHA (Associação Internacional de Hidroeletricidade), em parceria com construtoras, instituições de governo e organizações não governamentais – como o WWF e a The Nature Conservancy – , durante o Congresso Internacional sobre Sustentabilidade na Hidroeletricidade, realizado em Foz do Iguaçu, em junho, lançou uma ferramenta para reduzir conflitos na construção de grandes barragens.

“A sustentabilidade precisa fazer parte do dia a dia de todos os setores econômicos e, consequentemente, também do setor hidrelétrico. As discussões no âmbito da IHA e, em especial, o Protocolo, vêm apontando um caminho sustentável para esse setor, em escala global”, garantiu Jorge Samek, diretor geral brasileiro de Itaipu Binacional.

O documento é o resultado de um trabalho intensivo realizado pelo Fórum de Avaliação em Sustentabilidade Hidrelétrica, composto por diversas instituições, governos, ONGs e grupos financeiros. O Protocolo avalia os quatro principais estágios de desenvolvimento de energia hidrelétrica: fase inicial, preparação, execução e operação. As avaliações contam com evidências objetivas para criar um perfil de sustentabilidade que atenda cerca de 20 tópicos que abarcassem todos os aspectos da sustentabilidade.

Para Refaat Abdel-Malek, presidente da IHA, o Protocolo é uma importante ferramenta global para avaliar a sustentabilidade de projetos hidrelétricos a partir de um processo completo, rigoroso e que contenha informações dos multistakeholders. “É um grande testemunho do trabalho duro e de valiosas contribuições de todos os membros do Fórum”, disse.

Durante a reunião de lançamento do Protocolo foram apresentados os desafios que o setor hidrelétrico enfrenta para consolidar uma visão ampla da sustentabilidade. Na oportunidade, os responsáveis refletiram também sobre as recentes avaliações do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), na qual observa que a sustentabilidade não tem um relação direta com o tamanho da barragem. Opotunidades decorrentes do crescente interesse em estratégias de desenvolvimento verde e oportunidades de financiamento para o mercado de carbono foram temas sobressalentes.

Mas qual a importância dessa avalição? Avaliações contam com evidências objetivas que auxiliam a sustentar uma pontuação (de 1-5, nesse protocolo) onde cada tópico seja factual, reprodutível, objetivo e verificável. O protocolo, para ser eficiente, precisa estar inserido em sistemas e processo de negócios e, também, ser utilizado antes do ínicio das obras. Os seus resultados podem ser usados para informar as decisões, prioridades de trabalho e ações de diálogo.

Mas será que esse intrumento por si só conseguirá solucionar o problema de “comunicação” existente nas grandes obras nacionais?

O protocolo da IHA foi projetado para cobrir uma ampla variedade de cenários possíveis, por exemplo: escala e complexidade do projeto; projeto do setor público ou privado; implatação de fluxo mainstream ou tributário; múltiplas unidades de design; e reservatório. O processo de desenvolvimento do documento envolveu testes de campo em 13 países diferentes e engajamento das partes interessadas com 1.933 pessoas em 28 países.

“Com o surgimento de conflitos envolvendo a construção de barragens na maioria dos continentes, uma ferramenta como esta se torna extremamente necessária”, disse Joerg Hartmann, do WWF International, que liderou a participação do ONG na construção do Protocolo.

“Para as comunidades, o novo protocolo é um mecanismo que garante que suas demandas sejam levadas a sério desde os primeiros passos do empreendimento e não após a tomada de decisões cruciais pelos governos e companhias. Para as empresas, trata-se de uma ferramenta que evitará uma aventura por “elefantes brancos” que irão provocar conflitos desnecessários e prejuízos futuros” acrescentou Hartmann. Para garantir a correta aplicação do Protocolo, a IHA irá estabelecer um conselho supervisor e treinar auditores independentes.

*O jornalista viajou a convite de Itaipu Binacional.

Fonte: Efraim Neto / Mercado Ético

Sáb, 12 de Março de 2011 10:52

UN-Water World Water Day 2011

Esta es la primera vez en la historia de la humanidad que la mayoría de la población mundial vive en ciudades: 3.300 millones de personas… y el paisaje urbano sigue creciendo.

38% del crecimiento tiene su origen en la expansión de los barrios de tugurios. La población urbana está aumentando más rápido que la capacidad de adaptación de su infraestructura.

El objetivo del Día Mundial del Agua 2011 (DMA 2011) es centrar la atención internacional sobre el impacto del rápido crecimiento de la población urbana, la industrialización y la incertidumbre causada por el cambio climático, los conflictos y los desastres naturales sobre los sistemas urbanos de abastecimiento de agua.

El tema de este año, Agua para las ciudades: respondiendo al desafío urbano, tiene por objeto poner de relieve y alentar a los gobiernos, las organizaciones, comunidades y personas a participar activamente para responder al desafío de la gestión  del agua urbana.

El Consejo de Ministros Africanos del Agua (AMCOW) se complace en unirse a ONU-Hábitat y a ONU-Agua para co-organizar el evento oficial del Día Mundial del Agua 2011. Las ceremonias serán organizadas por el Gobierno de Sudáfrica en el Centro Internacional de Convenciones de Ciudad del Cabo. Haga clic aquí para obtener más información sobre el evento oficial del DMA 2011 en Ciudad del Cabo.

Seguiendo...

Fonte: http://www.worldwaterday2011.org/

O projeto da Plataforma Web Rádio Água é desenvolvido pelo Centro Internacional de Hidroinformática e conta com a parceria da ITAIPU Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Programa Hidrológico Internacional da UNESCO e a Radio Netherlands Training Centre (RNTC), um anexo da emissora internacional holandesa Radio Netherlands Worldwide (RNW).

Por meio da mediação pedagógica e aprendizagem colaborativa, a Plataforma Web Rádio Água trabalha em diferentes linguagens midiáticas, com ênfase em arquivos de áudio, reunindo esforços e interatividade para gerir conhecimento educativo e fomentar a sociedade civil para a construção de cidadania e promoção da sustentabilidade na América Latina e Caribe.

Entre as tecnologias idealizadas e desenvolvidas pelo Centro Internacional de Hidroinformática – CIH, o Projeto Web Rádio Água (WRA), num conceito mais amplo de tecnologias sociais, abrange três vertentes principais:

A primeira é a tecnologia em si: uma plataforma web interativa de comunicação, desenvolvida inteiramente com ferramentas livres, dedicada a troca de informações e experiências, por meio da disponibilização de conteúdos acerca da temática água. A plataforma web pode ser acessada gratuitamente por qualquer pessoa ou grupo que possua um computador e acesso à rede. Tem como função principal, abrir um espaço informativo e também de discussões e debates, através de postagens e downloads de conteúdos de áudio, vídeo e texto, por qualquer usuário.

Os principais elementos da Plataforma são: (1) Fóruns, onde podem ser levantados questionamentos sobre os temas de interesse do projeto, dando a oportunidade dos usuários debaterem sobre o tema; (2) Blogs, todos os usuários da Plataforma Web Rádio Água cadastrados podem criar os seus perfis. Nos Blogs são permitidas postagens de textos próprios ou citações, fotos, vídeos, arquivos etc; (3) uma Wiki, ou seja, uma enciclopédia virtual, em que os usuários, de forma colaborativa, poderão criar artigos sobre assuntos que tenham propriedade para fazer reflexões.

Por fim, toda a Plataforma Web Rádio Água é caracterizada pela liberdade, tanto do conteúdo como do desenvolvimento tecnológico, cuja comunidade de desenvolvedores é fornecedora e receptora de módulos de códigos de aplicativos e sistemas. A Web Rádio Água foi desenvolvida com as ferramentas Joomla!, para a gestão de conteúdos, PHPBB para o Fórum e MediaWiki para a enciclopédia Wiki.

A segunda vertente é relativa à metodologia. Além da metodologia de desenvolvimento tecnológico, de conteúdo e de relacionamentos, a equipe do projeto elaborou também a metodologia específica de replicação da WRA, que consiste em um pacote de ações necessárias para o desenvolvimento e implantação do projeto em outros locais com diferentes parceiros. O conceito e a tecnologia podem ser customizadas de acordo com as necessidades locais, mantendo-se a identidade e padrões de qualidade executados no projeto original. Todo o projeto é planejado, documentado e acompanhado de modo que seja possível refazer cada passo e corrigir os desvios numa próxima aplicação da metodologia.

O convênio que deu origem à Plataforma Web Rádio Água, prevê a consolidação do projeto e também a sua conversão em um programa internacional, no qual se pretende a implantação de unidades na América Latina e no Caribe.

O processo consiste, basicamente, em fornecer a tecnologia implantada no projeto original da WRA, capacitar os administradores da plataforma nas unidades internacionais, capacitar comunicadores, auxiliar na prospecção de parcerias, contribuir no processo de disponibilização de conteúdo e integrar as unidades.

Outro aspecto relativo às tecnologias sociais que o projeto aborda é a comunicação visando o bem comum. Com um modelo interativo, no qual os usuário têm um espaço para produzir e publicar seus próprios conteúdos, proporcionado o intercâmbio de conhecimento, construção de cidadania e promoção da sustentabilidade a partir da participação e colaboração da sociedade.

Tratando de temas ligados à temática água, como por exemplo, a preservação dos recursos hídricos, a Plataforma Web Rádio Água proporciona um diálogo entre os saberes, acadêmicos e populares, e acaba mobilizando o indivíduo para agir coletivamente, em prol dos objetivos comuns.

O papel da comunicação é fundamental, pois colabora na construção da cidadania por meio do trabalho de conscientização com ações coletivas. Além disso, a comunicação integradora contribui para o desenvolvimento da capacidade de uma visão sistêmica em diversas realidades e também para um aporte interdisciplinar para a geração de conhecimento.

 

Fonte: SBGC

 

*** Este post foi o vencedor da promoção realizada pela SBGC nas ultimas semanas sobre Gestão do Conhecimento e Mídias Sociais, como prêmio um Tutorial on line de GC  da SBGC. Sobre os escritores: Fagner Bittencourt de Oliveira – Analista de Sistemas - @_squiter_, Robson Carvalho Turcatto – Relações Públicas - @birobson  e Willbur Rogers de Souza – Jornalista - @willbursouza . Sobre a Web Radio Água www.webradioagua.com.br – @webradioagua

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