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Beloni Celso

Beloni Celso

Sou Bióloga/ Mestre em Engenharia Ambiental, docente Universitária e tutora em EAD. Acredito no desenvolvimento sustentável, voltado a uma economia que respeite os recursos naturais e que promova a igualdade social.

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BRASÍLIA - A entidade internacional Avaaz, organização não-governamental que realiza campanhas em diversos países, entregou no Palácio do Planalto nesta quinta-feira um abaixo-assinado com 1,9 milhão de assinaturas, coletadas no mundo todo, pedindo à presidente Dilma Rousseff que vete o projeto de lei do Código Florestal. O documento foi entregue pelo diretor de campanhas da Avaaz, Pedro Abramovay, aos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente).

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- O texto aprovado é horrível. É muito difícil pensar em uma solução que respeite algum pedaço deste texto. É o texto do desmatamento. A gente quer o veto total ao desmatamento. Esse texto com aquilo que está lá tem que ser inteiramente rechaçado - disse Abramovay.

A Avaaz deve realizar uma manifestação ao meio-dia na frente do Palácio do Planalto, quando instalará um painel com o número de assinaturas coletadas em diferentes países. Segundo Abramovay, a coleta é ininterrupta e por isso, neste momento, já ultrapassa 2 milhões de nomes. Em nota, o diretor-executivo da ONG, Ricken Patel, declarou:

"Este é um momento decisivo para Dilma. Ela tem 24 horas para decidir se veta integralmente o código florestal e se será a heroína ou a vilã do planeta. Milhões de pessoas, de Paris a Joanesburgo, estão pedindo que ela seja a heroína e salve a Amazônia".

De acordo com a Avaaz, embaixadas brasileiras no exterior receberam mais 2.500 ligações de membros da entidade que solicitam o veto ao projeto de lei nas últimas semanas. A Avaaz informa que reúne mais de 14 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,5 milhão estão no Brasil. A organização é financiada por doações de seus membros.

A presidente Dilma tem até sexta-feira para vetar ou não o projeto aprovado. Fonte: Agência o Globo

Falta menos de um mês para o término das inscrições para a premiação. Em 2012, há oito categorias em disputa: Ensino, Empresas, ONG, Pesquisa e Inovação Tecnológica, Água e Patrimônio Cultural, Imprensa, Organismos de Bacia e Governo.

Inscrições para o Prêmio ANA entram na reta final

Até 1º de junho, os interessados em participar do Prêmio ANA 2012 poderão inscrever gratuitamente seus trabalhos. Podem concorrer aquelas ações que estimulam o combate à poluição e ao desperdício e apontam caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos brasileiros. Oito categorias estão em disputa: Ensino, Empresas, ONG, Pesquisa e Inovação Tecnológica, Água e Patrimônio Cultural, Imprensa, Organismos de Bacia e Governo. Desde 2006, a Agência Nacional de Águas (ANA) promove a premiação.

 

Os interessados poderão enviar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2012 no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 222, Brasília (DF), CEP: 70610-200. A data de postagem será considerada como a de entrega. Os concorrentes poderão inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

 

Concedido a cada dois anos, o Prêmio ANA terá uma Comissão Julgadora composta de membros externos à Agência e com notório saber sobre recursos hídricos, meio ambiente ou patrimônio cultural. Um representante da Agência Nacional de Águas presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; adesão social; originalidade; e impactos social, cultural e ambiental; e sustentabilidade financeira (quando aplicável). Apenas a categoria Água e Patrimônio Cultural terá critérios específicos.

 

Para cada uma das oito categorias em disputa, a Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e as vencedoras, que serão conhecidas em solenidade de premiação marcada para 5 de dezembro de 2012 no auditório da Caixa Cultural de Brasília. Os oito vencedores receberão o Troféu Prêmio ANA, concebido pelo mestre vidreiro italiano Mario Seguso exclusivamente para a premiação. Os finalistas viajarão para Brasília, com as despesas pagas, para participar da solenidade.

 

Cronograma

 

• Inscrições: até 1º de junho de 2012;
• Prazos de julgamento: de 6 de agosto a 14 de setembro e de 8 a 12 de outubro de 2012;
• Comunicação aos finalistas: de 29 de outubro a 2 de novembro de 2012;
• Cerimônia de premiação: 5 de dezembro de 2012.

 

Histórico

 

Em sua primeira edição, em 2006, o Prêmio ANA teve três temas em disputa: “Gestão de Recursos Hídricos”, “Uso Racional de Recursos Hídricos” e “Água para a Vida”. À época, 284 trabalhos se inscreveram. Na segunda edição, em 2008, o tema foi único: “Conservação e Uso Racional da Água”. Na ocasião, participaram 272 iniciativas em seis categorias. O último Prêmio ANA, em 2010, contou com 286 trabalhos inscritos no tema “Água: o Desafio do Desenvolvimento Sustentável” em sete categorias.

 

Informações

Para mais informações acesse o hotsite www.ana.gov.br/premio, envie e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou ligue para (61) 2109-5412.

 

Ter, 13 de Março de 2012 17:06

Contagem regressiva para a Rio + 20


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Rio de Janeiro será palco da conferência duas décadas depois da emblemática ECO-92/ Foto: J.Gil

Faltam 100 dias para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável(Rio+20). Diante da proximidade da realização da cúpula, a ONU alerta para que governos, empresas e sociedade civil sejam mais ambiciosos em seus projetos, para que o evento alcance um resultado mais eficaz no que se diz respeito a soluções sustentáveis para problemas urgentes do planeta.

A conferência será realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 24 de junho. Uma oportunidade histórica para que líderes de governo e sociedade civil possam desenvolver políticas e medidas capazes de reduzir a pobreza e a desigualdade, além de assegurar a proteção do meio ambiente.

Enquanto junho não chega, uma reunião entre os representantes de países será realizada em Nova York entre os dias 19 e 27 de março. Outra rodada de negociações está agendada para 23 de abril a 4 de maio, também em Nova York. Na última semana antes da Rio+20 (de 13 a 15 de junho), um novo encontro está previsto na capital fluminense.

Para comemorar o marco de 100 dias e para destacar a campanha ‘O Futuro que Queremos’, os parceiros globais, os ‘Major Groups’ e apoiadores do Sistema das Nações Unidas usarão as mídias sociais para compartilhar mensagens de apoio e destacar algumas das questões mais importantes, bem como os objetivos da Rio+20.

Mais de 100 presidentes e primeiros-ministros, junto com milhares de parlamentares, prefeitos, funcionários da ONU, executivos, líderes de ONGs, acadêmicos e representantes de muitos outros grupos da sociedade civil, deverão se reunir no Rio de Janeiro. Cerca de 50 mil pessoas são esperadas para participar da conferência. Fora das discussões oficiais, em torno de mil eventos relacionados estão programados no período que antecede e durante a cúpula.

Receio de fracasso

Apesar da magnitude do evento e das expectativas positivas, a crise internacional pode atrasar a implementação de uma economia verde em alguns países, na opinião do secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, que visitou o Brasil na última semana para tratar de assuntos como a logística da cúpula marcada para junho.

“Ainda não conseguimos nos livrar da sombra das crises financeiras. A transição para uma economia verde, principalmente para os países em dificuldade, vai precisar de um compromisso maior, muito forte, e mais ajuda dos desenvolvidos. É uma questão internacional que pode criar, talvez, um atraso na implementação da economia verde”, alertou Zukang em entrevista coletiva no Ministério do Meio Ambiente.

Para o secretário-geral, a conferência pode ficar em segundo plano para líderes de alguns países devido a assuntos internos. Ele citou, como exemplo, o período eleitoral nos Estados Unidos. “Em ano de eleições, as grandes figuras políticas estão muito preocupadas com o pleito para tratar de outros assuntos. Mas digo a eles que não se preocupem. Sustentabilidade é uma questão que deve unir oposição e situação. O desenvolvimento sustentável é o futuro que queremos”, comentou. fonte: Ecodesenvolvimento



fotos foram registradas de 2007 a 2010
Série de fotos foi registrada de 2007 até 2010/Foto: Divulgação Chasing Ice

Fotógrafo premiado, James Balog era um cético acerca do aquecimento global, até que em 2005 ele recebeu a missão da publicação National Geographic de ir até o Ártico para fotografar provas das mudanças climáticas no planeta. No entanto, uma vez na região polar, ele percebeu que estava errado, segundo informou a Revista Galileu.

A mudança de percepção motivou Balog a gravar Chasing Ice (Perseguindo o Gelo) para conscientizar a população de como as geleiras da região estavam mudando. Para isso, ele iniciou o que chamou de extreme ice survey (Pesquisa Radical no Gelo): acompanhado por um grupo de jovens aventureiros, ele posicionou câmeras em lugares perigosos para produzir imagens do derretimento durante alguns anos.

Ao assistir à enorme série de fotos registrada de 2007 até 2010, comprimida em vídeos de poucos minutos, é possível ver o impacto que a atividade humana tem na natureza e que as mudanças climáticas são uma realidade. Balog conseguiu até capturar o momento em que uma enorme massa de gelo (medindo 87 km2, aproximadamente o tamanho de Manhattan) se desprende e vira um iceberg – observação rara até para cientistas especializados. 

Chasing Ice estreou no Festival de Sundance de 2012, em janeiro, e foi exibido na conferência SWSX, realizada em Austin (EUA). O canal da National Geographic comprou os direitos autorais da produção e deve exibi-la em sua programação.

por Marcos Cobra*

forum1 234x300 A sustentabilidade é um produto que dá boa visibilidade Gradativamente as empresas estão percebendo que investir em sustentabilidade é um bom negócio no médio e longo prazos. Em breve, será um bom negócio mesmo no curto prazo, pois a consciência por um mundo melhor, despoluído, faz bem às pessoas e economiza recursos do setor público na área de saúde. Isto está cada vez mais presente na mente das pessoas, enquanto consumidoras ou mesmo dirigentes públicos e privados.

Durante muitos anos, a indústria tabagista recolhia para o governo menos impostos do que ele gastava em seus hospitais e com previdência social. Ou seja, o malefício do tabaco era e é maior do que os benefícios tributários. Por esta razão, essas empresas já não gozam, como no passado, da simpatia do governante.

A própria legislação já não vê o fumante como um cidadão de primeira classe, banindo o fumo de ambientes públicos, fechados ou até mesmo abertos. Guindados à categoria de droga, os cigarros e as bebidas são vistos como inimigos de uma sociedade mergulhada em drogas e com problemas sociais, de segurança e de saúde .

Instaurou-se uma caça a bruxas, a produtos nocivos à saúde. E esta guerra não se restringe a produtos finais. Ao longo de toda a cadeia do processo produtivo, há uma preocupação com preservação e bem-estar das pessoas. O amianto, por exemplo, antes visto como um produto excelente na construção civil, na fabricação de telhas e caixas d’água, ganhou inimigos em quase todos os países do mundo, que travam uma batalha sem tréguas para eliminar esse produto cancerígeno. E a indústria do amianto corre tardiamente em busca de matéria-prima ou processo que substitua o amianto, sobretudo no segmento de construção civil.

Em meio a uma guerra declarada a drogas e aos produtos nocivos à saúde, as empresas, começam a abraçar a causa socioambiental, como a sua grande bandeira, na construção de uma sociedade com mais qualidade de vida e que projete para o seu negócio uma melhor imagem.

O marketing da sustentabilidade

O novo consumidor procura alimentos saudáveis e naturais e adota de vez a ideia de vida com saúde. Hoje, há uma busca por um comedimento alimentar, na qual a magreza é vista como uma nova virtude.

Portanto, muitas empresas precisam repensar seus negócios, antes que seja tarde e seus produtos emagreçam e virem pó, como aconteceu com os filmes fotográficos e cinematográficos analógicos em rolo da antigamente toda poderosa Kodak, diante das câmaras digitais. Foi ela quem inventou a câmera digital e o filme digital, mas manteve a invenção na prateleira, esperando um momento melhor, ou seja, tentando alongar ao máximo a vida útil do filme em celuloide. Antes tarde do que nunca é uma grande bobagem: a espera torna um produto obsoleto antes mesmo de ser lançado.

São negócios inteiros que se desfazem por falta de visão tecnológica e/ou mercadológica. Portanto, faz-se necessário pensar em sustentabilidade 24 horas ao dia.

As empresas devem ver o seu negócio dentro da aldeia global como um evento para um mundo melhor, aqui, agora e sempre. Temos novos mandamentos básicos neste novo mundo que precisa ser sustentável: preservar a água dos rios e nascentes, praias e lagoas, manter limpo o ar e o solo, e, sobretudo, não desmatar. E eles valem sobretudo para as grandes empresas que estão expostas diariamente ao consumo e enfrentam uma grande concorrência.

É preciso, no entanto, investir em comunicação para divulgar as ações preservacionistas que ajudarão a manter a imagem da empresa, sempre com bom conceito, junto a uma comunidade cada vez mais esclarecida e preocupada com a qualidade de vida.

Esta é uma ação que trás mais visibilidade para a empresa e, consequentemente, resultados de médio prazo nas vendas e, por decorrência, no lucro ao longo prazo. Por isso, investir em marketing – em todas as suas fases, da matéria-prima ao descarte, deve ser uma ação contínua, pois, se for esporádica, poderá ser inócua.

Quanto custa a sustentabilidade?

O custo de um marketing que inclua itens socioambientais e o valor dos produtos seriam sustentáveis? Em um artigo, Nizan Guanaes propõe uma resposta: “o sonho de consumo do brasileiro não é só o básico, é o luxo; a base da pirâmide não sonha em ser a base, mas sonha para cima”. (Manhã de Carnaval, Folha de S.Paulo, 21/2/2012, caderno B Mercado, p. B4.)

E na busca da realização de seus sonhos estaria o consumidor preocupado em consumir apenas produtos ecologicamente corretos? Talvez sim, talvez não.

O mercado brasileiro está preparado para estes produtos ecologicamente corretos? As pessoas estariam dispostas a pagar 20% a mais pelos produtos sustentáveis?

Segundo estudos do Instituto Akatu, os consumidores estão dispostos a pagar até 25% a mais por produtos ambientalmente amigáveis, pois ele sabe que vai ter de pagar a diferença de qualquer jeito, seja na hora da compra, seja no futuro, com a manutenção da saúde ou limpeza do meio ambiente.

O próprio Nizan Guanaes, no mesmo texto, arremata: “cada vez mais, o mundo quer ser brasileiro. Nosso estilo de vida agrada ao mundo. O Brasil não odeia ninguém. O Brasil não quer derrotar ninguém (menos no futebol, a Argentina). O Brasil é sorriso, e o mundo quer sorrir”.

Mas todos no planeta odeiam o Brasil, quando o assunto é o desmatamento da Amazônia.

Passos para a sustentabilidade

Sustentabilidade de acordo com a ONU é “o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.

Isto implica mudança de postura empresarial. A seguir, sugerimos um roteiro.

1. A sustentabilidade deve ser uma busca contínua dentro da empresa. Mas “se uma empresa buscar ser 100% na sustentabilidade de imediato ela quebra”, afirma Albélio Dias, da Academia Mineira de Marketing.

<http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/marketing/se-uma-empresa-entrar-100-na-sustentabilidade-ela-quebra-diz-especialista-em-marketing/65/> Acesso: 24.fevereiro.2012, 17h45min

2. Eu digo, porém, que, se as empresas muito expostas não considerarem a sustentabilidade em seus planejamentos estratégicos, a probabilidade de quebra também existe e é grande. As menos expostas, provavelmente, demorarão mais a serem percebidas pelos clientes.

3. A busca pela sustentabilidade deve fazer parte da cultura da empresa, mobilizando funcionários, acionistas, fornecedores e consumidores. É sobretudo, um processo educativo.

4. A sustentabilidade deve ter início em um produto e depois se estender aos outros produtos da linha da empresa.

5. A sustentabilidade deve estar focada no negócio da empresa.

6. É preciso formar pessoas social e ecologicamente responsáveis.

7. Deve-se desenvolver pensamentos sustentáveis nos consumidores e fornecedores.

O hemisfério norte experimentou um desenvolvimento baseado na utilização de matérias-primas e mão de obra do hemisfério sul. Muitas vezes, esse uso foi abusivo, devastando grandes áreas florestadas e, o que é muito mais grave, destruindo grupamentos humanos.

A palavra sustentabilidade está na moda. As ações de sustentabilidade estão na primeira infância. O marketing socioambiental pode ajudar a acelerar o processo de amadurecimento.

* Marcos Cobra é professor da Universidad De La Empresa (UDE), Montevidéu, Uruguai; presidente do Instituto Latino-Americano de Marketing e Vendas (Ilam), São Paulo, SP; pós-doutorado na University of Texas System (UTS), Estados Unidos; mestre e doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, onde foi professor e chefe do Departamento de Marketing; homenageado no Mkt Best 2011 pela sua contribuição ao marketing brasileiro como professor e profissional (http://www.ilam.com.br/).

(O Autor)

c12 Novo Código Florestal deve anistiar 8,4 bilhões de reais em multas

As multas milionárias foram aplicadas pela destruição de vegetação equivalente a duas cidades de São Paulo. Foto: Sxc.hu

A provável aprovação do novo Código Florestal, com votação prevista para terça-feira, 6 de março, deve levar a anistia de 75% das multas acima de R$ 1 milhão impostas pelo Ibama por desmatamento ilegal. A informação foi divulgada em reportagem de Lúcio Vaz e João Carlos Magalhães, publicada nesta segunda-feira (5) no jornal Folha de São Paulo.

Os repórteres tiveram acesso à lista sigilosa e atualizada das 150 maiores multas do tipo expedidas pelo órgão ambiental. Dessas, 139 superam a marca de R$ 1 milhão e 103 serão suspensas, caso seja aprovado na Câmara o texto do código vindo do Senado.

As multas milionárias a serem anistiadas somam R$ 492 milhões e foram aplicadas pela destruição de 333 mil hectares de vegetação, o equivalente a duas cidades de São Paulo. No total, a lista revela que o valor total das multas perdoadas com a aprovação do texto chegará ao montante de R$ 8,4 bilhões.

Perfil

A maioria das infrações milionárias foi aplicada pelo Ibama entre 2006 e 2008 e nenhuma destas foi paga até hoje. Além disso, pelo menos 48 dos produtores anistiados também respondem a processos judiciais por crimes contra o ambiente – punição esta que deverá ser extinta com o novo texto. Da lista, dez foram processados também por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo.
Os dez maiores desmatadores destruíram 98 mil hectares e receberam multas no valor de R$ 166 milhões

A grande maioria dos infratores são os proprietários de fazendas e de empresas agropecuárias, embora também haja donos de madeireira, agroindústria, frigorifico, curtume, imobiliária e posto de gasolina.

Perdão

O documento prevê a anistia de todas as multas aplicadas até 22 de julho de 2008, desde que seus responsáveis se cadastrem num programa de regularização ambiental. As punições que foram aplicadas após esta data continuarão a valer.

Para ser beneficiado com a anistia, o produtor terá três alternativas: recompor a reserva legal (sendo que metade da área pode ser com espécies exóticas), permitir a regeneração natural ou adquirir área de vegetação nativa de mesmo tamanho e bioma do terreno desmatado.

Votação

O novo código florestal será votado amanhã em meio a polêmicas. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), por exemplo, manifestou-se contrária à aprovação do texto que saiu do Senado.

Um dos pontos mais polêmicos é a redução das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios. Segundo um documento elaborado pela organização, entregue ao relator da matéria na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), as APPs serão reduzidas pela metade com o novo texto.

Para os cientistas, esse e outros trechos teriam que ser suprimidos pelo relator. Caso isso não ocorra, a SBPC informou que fará uma movimentação social para pressionar a presidenta Dilma Rousseff a vetar o projeto.

O que deve acontecer, pois o relator da proposta afirmou à Agência Brasil que não poderá incluir novas mudanças no projeto, uma vez que este já passou pelas duas casas e, agora, será apenas revisto. “Eles pedem muita coisa que não é mais possível”, reiterou Piau.

* Publicado originalmente no site EcoD.

Ter, 06 de Março de 2012 15:20

Mais pessoas tem acesso a água potável

por Renata Giraldi*, da Agência Brasil

c42 Mais pessoas têm acesso à água potável no mundo, mas carências ainda são imensas, alerta ONUBrasília –  A Organização das Nações Unidas (ONU) informou, por meio de relatório, que o mundo atingiu os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) ao reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso à água potável. O documento alerta, no entanto, que o mundo ainda está longe de atingir a meta de saneamento. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu que é necessário manter os esforços para avançar: “[É preciso] assegurar que todas as pessoas tenham acesso aos mesmos”.

O relatório aponta também as fragilidades das áreas rurais, evidenciando que nos países menos desenvolvidos, 97 em cada 100 pessoas não têm água canalizada e 14% da população bebem água de superfície – dos rios, das lagoas e dos lagos.

O relatório foi elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e lançado simultaneamente em Genebra (Suíça) e Nova York (Estados Unidos). O documento intitulado Programa de Monitoramento Conjunto para o Abastecimento de Água e o Saneamento analisa o período de 1990 a 2010.

O relatório constata que mais de 2 bilhões de pessoas passaram a ter acesso a fontes de água de melhor qualidade, com abastecimento canalizado e poços protegidos. No fim de 2010, 89% da população mundial, o equivalente a 6,1 bilhões de pessoas, usaram fontes melhoradas de água potável – acima da meta dos 88% traçados pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A estimativa é que até 2015, 92% da população global terão acesso à água potável melhorada. Mas, pelo menos 11% da população mundial, o equivalente a 783 milhões de pessoas, continuam a não ter acesso à água potável. De acordo com os dados, 1,1 bilhão de pessoas continua sem redes de esgoto, e cerca de 4 mil crianças morrem diariamente por doenças diarréicas associadas à falta de qualidade da água.

“Os números são ainda chocantes”, disse o diretor executivo do Unicef, Anthony Lake. “Mas os progressos anunciados demonstram que as metas dos ODM podem ser alcançadas, com vontade, esforço e fundos”, acrescentou.

Com base no relatório, apenas 63% da população mundial têm acesso a saneamento de qualidade. A previsão é que até 2015 esse percentual atinja 67%.  “Melhorar a qualidade da água, do saneamento e das condições de higiene é fundamental para promover a saúde humana e o desenvolvimento”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

** Publicado originalmente no site da Agência Brasil.

Qui, 01 de Março de 2012 08:19

Biogás uma referência para o Biogás

Da Agência Ambiente Energia - Na semana passada, 10 instituições de pesquisa do Brasil e do exterior estiveram reunidas no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) para formatar o Centro Internacional de Energias Renováveis – com ênfase em Biogás (CIER-Biogás). O lançamento do centro será feito durante a cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho, no Rio de Janeiro.

“Paradoxalmente, o centro será uma entidade descentralizada”, resume o superintendente da Assessoria de Energias Renováveis (ER.GB) da Itaipu, Cícero Bley Júnior. “A ideia é não concentrar as pesquisas em um único lugar, mas fazê-las de forma disseminada. As próprias características do biogás nos força a isso: cada região tem sua realidade.”

Para Bley, a maior qualidade no processo de criação do CIER-Biogás é que todas as ações têm resultado concreto, como é o caso, por exemplo, do Condomínio Ajuricaba, que já está em funcionamento em Marechal Cândido Rondon (PR). Ele lembra que a verba para manter o centro está assegurada no orçamento de Itaipu até 2015 e que há muitas outras fontes previstas de financiamento.

Coordenado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), o futuro centro será o primeiro destes moldes na América Latina e o único do mundo com ênfase em biogás. A Onudi já tem outros centros com ênfase em outras fontes de energia renováveis.

Nos últimos dois dias, Bley Júnior apresentou a ideia do centro aos representantes das entidades – entre eles, o diretor técnico da Onudi, Dmitri Piskounov. Na tarde de quarta-feira, eles visitaram o Condomínio Ajuricaba (mais informações abaixo).

“O que o Brasil vem fazendo na área de agroenergia é importante, porque pode ser levado ao continente africano”, afirma Piskounov. De acordo com ele, na África há muita matéria orgânica desperdiçada que poderia ser aproveitada como combustível. “E para isso, contaremos com a expertise do Brasil”, conclui.

O Condomínio Ajuricaba – No total, 33 propriedades contam com biodigestores, que fazem o tratamento dos dejetos da pecuária. Depois de serem digeridos por microorganismos, os resíduos produzem biogás, que é canalizado para uma microcentral termoelétrica. Os resíduos finais são armazenados em um lago e bombeados para a pastagem como fertilizante. São 25,5 km de gasodutos instalados. Quando estiverem em pleno funcionamento, o conjunto de propriedades irá gerar 820 m³ de biogás.

Parte do gás é usado na secagem de grãos, utilizados para a produção de ração. O uso nobre do biogás acontece depois de ele passar por um filtro que separa o metano do gás carbônico e do ácido sulfídrico. Ele chega com 70% de metano e sai com mais de 90%, podendo ir para a microcentral elétrica e gerar energia. A eletricidade é usada nas propriedades e o excedente é vendido para Copel. Assim, os produtores ganham com fertilizante, energia e créditos de carbono. (Informações de Itaipu Binacional)



Parque Tecnológico Itaipu vai abrigar Centro de Tecnologias Sociais

Um convênio assinado na tarde desta sexta-feira (10), entre a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e a Fundação Banco do Brasil, oficializou a implantação de um Centro de Referência e Difusão de Tecnologias Sociais em Foz do Iguaçu. Com sede no PTI, o Centro terá início em abril.

 

Participaram da reunião, representando o Banco do Brasil, o gerente de Relacionamentos, Luiz Carlos Vieira, e o gerente de Negócios, Werner Gustavo Lanver. A reunião também contou com a presença de representantes da diretoria da Fundação PTI.

 

De acordo com o diretor-superintendente da Fundação PTI, Juan Carlos Sotuyo, a criação deste centro tem grande importância na disseminação das tecnologias sociais nas comunidades da região. “Ter este centro no PTI representa uma excelente oportunidade de avançarmos no processo de integração do Mercosul. Além de podermos aproveitar todo o banco de tecnologias sociais que a Fundação Banco do Brasil possui, podemos incrementar o que nós já estamos desenvolvendo dentro das áreas de educação, meio ambiente, software, ciência, entre outras”, destacou.

 

Por meio do desenvolvimento de soluções de baixo custo – as chamadas tecnologias sociais – o centro terá como objetivo promover o desenvolvimento sustentável e democrático da região pelo fomento ao desenvolvimento e reaplicação deste tipo de tecnologia, gerando oportunidades de trabalho e renda.

 

O projeto deve impactar no fortalecimento dos processos e ações desenvolvidas na região, além de facilitar e ampliar a difusão e reaplicação das tecnologias sociais de forma democrática e participativa. O público atingido com as ações do Centro deve ser amplo. Somente no PTI, diariamente circulam mais de 4 mil pessoas, além dos visitantes de projetos educacionais como a Estação Ciência e Polo Astronômico. Já entre gestores e parceiros do Programa Cultivando Água Boa, o número de pessoas atingidas deve chegar a 2 mil.

 

No próprio PTI, duas ações são certificadas pela Fundação Banco do Brasil: o Centro de Referência em Segurança Alimentar Nutricional Sustentável (CRESANS) - que contribui para a erradicação da desnutrição e promove a saúde da população – e o Programa Trinacional de Artesanato Ñandeva – que foi um dos 27 finalistas do Prêmio de Tecnologia Social, promovido pela Fundação Banco do Brasil e que contou com 1.116 projetos inscritos de todo o País.

 

No decorrer dos trabalhos, o órgão deve implantar ambientes de demonstração de tecnologias sociais em formato interativo e digital, fazendo uso de tecnologias intuitivas, maquetes físicas e/ou eletrônicas, com conteúdos para aprendizagem e formação.

 

Pontapé inicial

 

A ideia da criação do Centro começou a ser discutida em dezembro de 2010, quando o PTI recebeu a 10ª Cúpula Social do Mercosul, evento promovido pela Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, em parceria com redes e plataformas sociais sul-americanas e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

 

Na ocasião, o painel “Tecnologias Sociais na América do Sul” promoveu um debate sobre as diversas abordagens e conceitos deste tipo de tecnologia, emergindo fortemente a necessidade de promover um estilo de desenvolvimento social e ambientavelmente sustentável no âmbito do Mercosul. Após a Cúpula, propôs formar uma rede regional (Mercosul) de Tecnologia Social e demais organização, e a criação deste Centro, no PTI.


Encontro reuniu 15 prefeitos no escritório da Itaipu em Curitiba.

Itaipu e Fundação PTI ajudam a sanear Oeste

A Itaipu, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, o BNDES e a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) pactuaram, na quarta-feira (15), em Curitiba, um acordo para a elaboração dos planos de saneamento ambiental de todos os 52 municípios da região. Além dos planos de saneamento, o acordo também inclui financiamentos para programas de geração de trabalho e renda e para a elaboração de projetos de gestão pública.



A Fundação PTI está finalizando uma carta convite a ser submetida ao BNDES, solicitando recursos para a elaboração dos planos municipais. De acordo com o documento, o BNDES assumirá 50% dos custos com recursos não reembolsáveis.

Representando as instituições, estiveram presentes o assessor da diretoria-geral da Itaipu, Herlon Goelzer de Almeida; o chefe do departamento de inclusão social do BNDES, Angelo Fuchs; o presidente e o vice-presidente da Amop, prefeitos Eliezer Fontana (de Corbélia) e José Carlos Schiavinato (de Toledo), respectivamente; e Angelita Hanauer, que coordenará o projeto da parte da Fundação PTI. Ao todo, 15 prefeitos participaram da reunião.

Segundo Fuchs, essas ações estão alinhadas com o programa Brasil Sem Miséria. Serão R$ 10 milhões para a elaboração dos projetos de saneamento, R$ 10 milhões para as ações de gestão pública, e R$ 16 milhões para os programas de geração de emprego, que serão realizados em parceria com cooperativas de trabalho.

Plano integrado

A principal novidade está nos planos de saneamento, que contemplam o tratamento de esgoto, abastecimento de água, drenagem e gestão de resíduos sólidos. A região Oeste do Paraná é pioneira, no País, na elaboração desses planos de forma integrada. “As prefeituras têm de 2012 a 2014 para apresentarem seus planos", explicou Almeida. "Mas os municípios da região estão se adiantando e se preparando para gerir esses resíduos por meio de consórcios municipais, em grupos de cinco a sete prefeituras”, afirmou o assessor.

O Parque Tecnológico Itaipu também abrigará uma plataforma de informações orientativas às prefeituras, referente a saneamento, e, a partir da metade do ano, promoverá cursos de capacitação à distância em cooperação com o Ministério das Cidades e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Para Almeida, com o arranjo acordado, "a região Oeste do Paraná dá um passo significativo para a construção conjunta de soluções e estabelece como meta zerar os passivos ambientais municipais num limite de 10 anos, entre elaboração dos projetos e a execução das obras previstas”. Fonte; PTI

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