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Luis Thiago Lucio

Luis Thiago Lucio

Consultor de projetos ambientais na Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná, Instrutor de cursos voltados ao geoprocessamento aplicado, Tutor do curso de Atualização em Energias do Biogás | EaD, graduado em Engenharia ambiental, Especialista em Agrimensura e Geoprocessamento, cursando Especialização em Gestão Ambiental em Municípios pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Medianeira.

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Ter, 15 de Fevereiro de 2011 13:27

CNBB alerta sobre escassez de água no planeta

Amazônia concentra 20% da água doce do mundo. Estudos da ONU mostra que 13% as população mundial vivem sem acesso a água potável. No Brasil 48% não têm esgotos Cerca de 13%, ou algo próximo a 900 milhões de pessoas, vivem sem acesso à água potável ao redor do mundo. Outros 39%, ou aproximadamente 2,6 milhões de pessoas, não contam com saneamento básico. Na América Latina, 85 milhões de pessoas não têm água potável e outros 115 milhões vivem sem saneamento básico. No Brasil, somente 48% do esgoto doméstico é tratado. A Amazônia concentra 20% de toda água doce superficial do planeta. Esse quadro dramático é responsável direto pela morte direta de 1,5 milhão de crianças com menos de cinco anos, vitimadas por diarréia. Os dados acima fazem parte do texto-base da Campanha da Fraternidade 2011, promovida pela Igreja Católica, e cujo tema deste ano é “Fraternidade e Vida no Planeta”. A campanha começa no na quaresma. Sua finalidade é contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problemas e preservar as condições de vida do planeta. Devido a gravidade da falta de água, a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou ano passado resolução afirmando que a água e o saneamento são direitos humanos essenciais. Ao mesmo tempo, pediu aos governos e organismos internacionais que intensificassem os esforços para sanar essas carências. A ONU coloca em evidência a situação dramática referente aos recurso hídricos que afeta 2/3 da humanidade. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a aprovação da resolução é significativa, porque, alerta a entidade, “neste contexto de aquecimento global e mudanças climáticas, a tendência é que os debates relativos à problemática da água, sejam monopolizados por uma eventual crise de oferta de água potável num futuro próximo”. Cenários traçados por grandes potenciais, entre quais os Estados Unidos, acenam para eventuais guerras regionais, inclusive na Amazônia brasileira, pelo acesso à água. Ano passado a Agência Amazônia denunciou que navios-tanques traficam águados rios da Amazônia. Deputados anunciaram que iriam investigar a situação. Chamaram autoridades do governo, mas não houve uma investigação profunda. Em Manaus (AM), Jeff Moats, empresário norte-americano, descobriu que água é um negócio lucrativo. Investiu US$ 12 milhões na marca Equa Water. A água é tirada dos arredores de Manaus. Por conta dessa realidade, a CNBB defende uma amplo debate acerca dos recursos hídricos: a revisão dos usos da água doce e dos desperdícios, colocando no centro o direito humano, de todos os animais e da própria terra. Segundo a CNBB, iniciativas nesse sentido devem ser adotadas para impedir a carestia da água potável diante da possibilidade de escassez do produto no planeta.

Fonte: Carbono Brasil

Habitualmente, as pontes servem para fazer a ligação entre duas margens. Porém, futuramente, poderão ter outra utilidade. Isto porque três designers italianos criaram um projeto que pretende transformar uma ponte comum em um gerador de eletricidade, usando apenas a energia do vento e do sol. As mentes que pensaram nesta ideia pertencem a Francesco Colarossi, Giovanna Saracino e Luisa Saracino, que ficaram em segundo lugar em um concurso para a construção da ponte ideal que ligasse Bagnara Calabra e Scilla, na Itália.

Com este projeto, seria aproveitada tanto a energia solar como a eólica. O pavimento da estrada teria integrado em sua constituição uma rede de células solares revestidas com plástico transparente e resistente, que poderia fornecer cerca de 11.2 GWh por ano. Por sua vez, entre os pilares da ponte estariam colocadas turbinas eólicas, que poderiam gerar cerca de 36 GWh, o que é suficiente para alimentar aproximadamente 15 mil casas.

Além das estradas, o topo da superfície da ponte também incluiria um passeio público verde composto por estufas solares para produção agrícola. Os condutores poderiam parar na ponte para comprar frutas e vegetais frescos enquanto apreciam a vista panorâmica.

 

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial

Qua, 09 de Fevereiro de 2011 09:12

Energia limpa pode atender 95% da demanda em 2050

Energia limpa pode atender 95% da demanda em 2050

 

Estudo desenvolvido por WWF, Ecofys e OMA defende que em 40 anos quase toda a eletricidade consumida no planeta poderá ser produzida a partir de recursos renováveis e aponta ações necessárias para reduzir uso de combustíveis fósseis


Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista WWF, pela empresa de consultoria energética Ecofys e pelo Escritório para Arquitetura Metropolitana (OMA, em inglês) afirma que é possível que 95% da energia utilizada no planeta provenha de fontes renováveis em 2050, reduzindo em pelo menos 80% a emissão de gases do efeito estufa. Hoje em dia, apenas 13% da produção energética deriva de fontes renováveis.

Stephan Singer, editor da pesquisa e diretor de políticas energéticas da WWF, diz que o estudo leva em consideração tecnologias existentes e disponíveis. Novas tecnologias em desenvolvimento, que ainda não são utilizadas nem comercializadas, poderiam possibilitar que o percentual de energia renovável chegasse a 100%.

Para isso, o relatório recomenda que sejam seguidos dez passos para um “futuro 100% renovável”: promover e desenvolver as atuais e as novas fontes de energia renovável; comercializar e fazer o melhor uso de fontes de energia sustentável em diferentes áreas; promover práticas domésticas sustentáveis a fim de estimular uma melhor distribuição de energia; investir em produtos que sejam eficientes e utilizem energia limpa; não desperdiçar comida; reduzir, reutilizar e reciclar (os três Rs); incentivar o uso de transporte público; desenvolver pesquisas em eficiência energética e energias sustentáveis; certificar que as energias renováveis sejam compatíveis com metas ambientais e de desenvolvimento e estimular acordos e cooperações sobre energias renováveis e de eficiência energética.

De acordo com o relatório, atualmente 1,4 bilhões de pessoas não tem acesso a energia segura. Apesar disso, outros países têm um consumo energético elevadíssimo, o que pode comprometer a utilização de combustíveis fósseis e a própria produção de energia. “Se todos consumissem a quantidade de energia que um cidadão de Singapura ou dos Estados Unidos utiliza, as reservas mundiais de petróleo se esgotariam em nove anos”, diz o estudo.

Ainda segundo a pesquisa, resíduos das fontes fósseis e nucleares, que atualmente correspondem a 80% da energia mundial, são muitas vezes despejados na natureza sem segurança, e podem ser nocivos por até dez mil anos. Outros dados alarmantes, como a extinção de 15% a 37% das espécies do planeta caso não haja mudança nesse panorama, estão expostos na pesquisa.

Apesar de possível, a mudança das atuais fontes energéticas para meios renováveis terá que superar muitos desafios. Um deles são os investimentos necessários para aumentar a geração de energia renovável. Segundo a pesquisa, nos próximos 25 anos, os investimentos devem passar de um €trilhão por ano a €3,5 trilhões.

A partir de 2040, tendo reduzido a dependência em combustíveis fósseis em 70%, estes gastos começariam a se pagar, superando os custos. Em 2050, a demanda de energia seria 15% menor que em 2005, apesar do crescimento da população mundial para nove bilhões de habitantes, e seriam economizados anualmente cerca de €4 trilhões, em razão da eficiência energética e dos custos reduzidos dos combustíveis alternativos.

Algumas informações apresentadas mostram que o potencial das energias renováveis é muito grande, mas ainda mal aproveitado. Conforme o estudo, se 0,3% da área do deserto do Saara fosse utilizada para a instalação de usinas de energia solar, a energia produzida poderia alimentar toda a Europa ou se 0,1% da energia dos oceanos fosse aproveitada, poderia ser gerada energia para 15 bilhões de pessoas.

E mais: “a implantação de um milhão de novas turbinas eólicas onshore e cem mil offshore poderia suprir a eletricidade de um quarto do planeta” e “fontes geotérmicas podem fornecer dez vezes a energia mundial, e em 2050 um terço do aquecimento de edifícios poderá ser feito através desta fonte de energia”. Toda a implementação destas novas tecnologias limpas acarretariam na economia de 60% dos custos com a iluminação mundial, por exemplo. Hoje em dia, são gastos nessa área cerca de $230 bilhões por ano.

Algumas ações já têm sido tomadas atualmente mesmo em países pobres ou em desenvolvimento, como a instalação de microhidrelétricas no Nepal para suprir a demanda energética doméstica ou a implantação de usinas eólicas em comunidades do interior do Kênia.

No Brasil, o relatório usa como exemplo fazendas na região de Ribeirão Preto, que anteriormente utilizavam toda a sua área para o pasto. Agora, os fazendeiros trocaram a grama pela cana-de-açúcar para produzir bioetanol, e aproveitam os resíduos da cana para alimentar o gado.

Mas apenas a mudança nas tecnologias de produção de energia não assegura um desenvolvimento sustentável. O estudo também aponta o estilo de vida de hoje como algo a ser transformado. Para isso, aponta algumas soluções: a redução no consumo de carne, o melhor aproveitamento dos alimentos, mais uso dos meios de transportes públicos, utilização de combustíveis menos poluentes nos meios de transporte etc.

Isso não significaria a diminuição da qualidade de vida. Ao contrário, placas fotovoltaicas nos telhados, lâmpadas de LED de baixo consumo, janelas energeticamente eficientes e carros elétricos podem contribuir para um aumento do conforto da população.

James P. Leape, diretor geral da WWF Internacional, afirma que o relatório não só mostra que a transição para energias renováveis é possível, mas que também tem alto custo-benefício, fornecendo energia para todos de maneira que possa ser sustentada pela economia mundial e pelo planeta. “A transição representará muitos desafios, mas eu espero que este relatório estimule governos e empresas a enfrentarem esses desafios, e ao mesmo tempo, possibilitar uma economia renovável. Não há nada mais importante do que criar um futuro sustentável”, completa.

O relatório vem ao encontro da pesquisa divulgada esta semana pela empresa Accenture e pelo banco Barclays Capital, que sugere que a Europa precisará investir €2,9 trilhões, ou 25% de seu PIB, para alcançar sua meta na redução das emissões de carbono.

 

Fonte: Carbono Brasil

 

A frequência com que o país vem sendo atormentado por enchentes, secas e ciclones está trazendo de volta os debates sobre medidas polêmicas que haviam sido arquivadas, como a criação de um cap-and-trade e de taxas de carbono


A Austrália é o maior exportador mundial de carvão e possui uma das maiores emissões de gases do efeito estufa per capita do planeta, fatores que explicam porque o país é sempre um dos mais relutantes em adotar qualquer tipo de política climática e costuma ser um obstáculo nas conferências do clima das Nações Unidas.


Foi preciso que eventos climáticos extremos afetassem a vida de milhões de australianos para que as autoridades despertassem para a necessidade de mudanças nos hábitos de consumo e de produção industrial.

O ano começou com a Austrália sendo varrida pela maior enchente da história, que causou bilhões em prejuízos. Antes disso, uma severa seca em 2010 resultou na queda expressiva da produção de cereais, o que elevou os preços dos alimentos em todo o mundo. Mais recentemente, na semana passada, um ciclone atormentou a costa do país.

Para avaliar o que está acontecendo com o clima na Austrália e quais são as perspectivas para o futuro, o conselheiro de mudanças climáticas do governo, Ross Garnaut, está preparando uma série de oito relatórios que devem ficar prontos até maio. O primeiro deles foi divulgado na semana passada e alerta que os fenômenos climáticos extremos ficarão mais intensos e frequentes.

“O que estamos vendo já são as consequências iniciais do aquecimento global. Se pensarmos que ainda estamos no começo desse processo, o futuro não parece nada promissor”, afirmou Garnaut.

Diante desse prognóstico, a Austrália está revendo questões que haviam sido dadas como arquivadas, como a criação de um mercado cap-and-trade e uma taxa para o carbono.

Segundo Garnaut, nos últimos anos os políticos estavam muito alinhados com as indústrias, mas agora devem contar com uma maior pressão popular para realizar as transformações que o país precisa.

“As tentativas de aprovação de leis climáticas no passado nos ensinaram que mexer com interesses econômicos sempre é difícil. Porém é hora dos políticos permanecerem independentes e evitarem ser seduzidos por lobbies”, explicou Garnaut.

O plano original para o mercado de carbono da Austrália chegou a propor o preço simbólico de AU$ 1 por tonelada de CO2 em sua fase inicial, mesmo assim não conseguiu ser aprovado e acabou engavetado.

Outra iniciativa que pode retornar é a de uma taxa interna de carbono, pela qual as indústrias pagariam um valor conforme a intensidade de carbono utilizada para produzir suas mercadorias.

Essas medidas já estão sendo analisadas e discutidas por autoridades, mas o mais provável é que elas só comecem a ganhar forma depois de maio, quando Garnaut deve finalizar seu último relatório para o governo.

Os estudos serão então analisados por um comitê multipartidário que decidirá qual o melhor caminho a ser adotado.

“Esperamos que os relatórios sejam o inicio de um importante diálogo com os 22 milhões de australianos para mostrar que existem benefícios econômicos e morais em se colocar um preço no carbono”, afirmou o parlamentar independente Rob Oakeshott.

Os ganhos econômicos com uma economia de baixas emissões são outra preocupação de Garnaut, que considera que a Austrália está ficando para trás na corrida pelas tecnologias limpas.

“Não temos mais o luxo de poder falar que vamos liderar o mundo rumo à sustentabilidade. Para ser bem sincero, agora temos é que alcançar as outras nações”, concluiu Garnaut.

 

Fonte: Carbono Brasil

O climatologista Antonio Donato Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), está cético em relação ao estudo divulgado na semana passada que afirmou que as árvores mortas na Amazônia poderão emitir 5 bilhões de toneladas de CO2.

De acordo com o especialista, o trabalho, liderado pelo britânico Simon Lewis, “não foi a campo para medir as emissões”. Além disso, a morte de árvores, diz, não resulta necessariamente em mais emissões de CO2.

“A mortalidade das árvores não é igual a emissões. Existe um tempo considerável entre a cessação da vida na planta e sua decomposição”, disse.

Nobre, que é especialista em biosfera e desenvolvimento sustentável para a Amazônia, explicou que quando uma árvore tomba, as copas vizinhas fecham rapidamente o buraco que se abre no dossel (espécie de “teto” da floresta, formado pelas copas). Isso retardaria o processo de decomposição.

“Depois de muito tempo [mais de 20 anos], a necromassa lenhosa irá eventualmente virar CO2 ou DOC (carbono orgânico dissolvido), dependendo se a decomposição for aeróbica ou anaeróbica”, afirma.

“Sem falar na bomba biótica de umidade, a nova teoria que explica também os aspectos evolutivos do metabolismo das árvores com o funcionamento do sistema de chuvas e ventos na bacia amazônica”, completa o especialista.

Um estudo publicado na revista “Science” na semana passada afirmou que as árvores amazônicas mortas na seca de 2010 – a pior dos últimos cem anos – poderiam liberar CO2 equivalente à produção industrial dos EUA.

No ano passado, uma área de 3 milhões quilômetros quadrados foi atingida pela estiagem. Os cientistas da Universidade de Leeds e do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) relacionaram os dados de seca com o crescimento das árvores (a partir de dados de campo coletados em 2005).

“A seca extraordinária no Rio Negro revelou petróglifos [imagens geometrizadas e representações simbólicas] nas pedras no fundo do rio, o que indica que a região já havia enfrentado secas fortes anteriormente”, conclui Nobre.

 

Fonte: Ambiente Brasil

O Comitê Executivo da Convenção Quadro de Mudança do Clima das Nações Unidas (UNFCCC) acaba de reconhecer o projeto de substituição parcial de uma matriz energética baseada em carvão mineral e óleo combustível por gás natural nas unidades de operação da Samarco Mineração S/A, empresa brasileira controlada pela Vale e pela multinacional BHP Billiton, como elegível à geração de créditos de carbono. 

A substituição de carvão mineral e óleo combustível por gás natural começou em agosto de 2010, desde então o gás corresponde a aproximadamente 50% - em termos energéticos – dos combustíveis fósseis consumidos no processo de pelotização – transformação de minério de ferro em pelotas. O trâmite até registro do projeto de substituição da matriz energética junto à UNFCCC foi assessorado pela consultoria WayCarbon, criada no ano passado a partir da fusão da mineira MundusCarbo com Unidade de Carbono da  paulista Keyassociados.

A Samarco produz 22,2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. É a segunda maior exportadora no mercado transoceânico de pelotas de minério no mundo.  A empresa possui unidades nas cidades de Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais, que beneficiam o minério e aumentam o seu teor de ferro, e três usinas de pelotização (que transformam o minério em pelotas) na unidade de Ubu, no município de Anchieta, no Espírito Santo.

Com a substituição de combustíveis estima-se que a empresa promoverá reduções de emissão da ordem de 156 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. As reduções de emissão de emissão serão monitoradas para que, até o final do ano, obtenha-se junto à  UNFCCC a emissão de CERs (Certified Emissions Reductions – Certificados de Redução de Emissões), que poderão ser comercializadas no mercado internacional.

 

Fonte: Carbono Brasil

A separação de um iceberg do tamanho de Luxemburgo, que se rompeu e se afastou de uma geleira maior, pode afetar os padrões de circulação oceânica e ser o precursor de mudanças futuras decorrentes do aquecimento global, dizem cientistas de uma missão na Antártida.

Em fevereiro de 2010, um iceberg de 2.500 quilômetros quadrados separou-se de uma língua gigante de gelo flutuante da geleira Mertz, depois de colidir com um iceberg ainda maior. A língua de gelo que se projetava no Oceano Sul vinha atuando como barragem, impedindo o gelo marítimo de chegar a uma seção de água permanentemente aberta a oeste.

Mas agora, com a língua de gelo separada devido à colisão, cientistas temem que isso possa desencadear mudanças em uma parte importante dos padrões de circulação oceânica global, que deslocam calor pelo globo através das muitas correntes marítimas superficiais e profundas.

A área em volta da língua de gelo, reduzida à metade pela colisão, e a oeste dela são um dos poucos lugares nas cercanias da Antártida nos quais a água salgada densa se forma e afunda para as profundezas do oceano, disse nesta segunda-feira (31) o líder da missão científica, Steve Rintoul.

Essa água densa de fundo, como é chamada, é um dos elementos chaves da circulação global de água marítima, que inclui a corrente que leva águas quentes do Atlântico para a Europa ocidental. Mas Rentoul disse que há o risco de que a área agora seja menos eficiente na produção da água de fundo que alimenta as correntes oceânicas profundas, que influem sobre os padrões climáticos globais.

“Este é um dos poucos lugares em volta da Antártida onde a superfície do mar se adensa o suficiente para afundar até as profundezas”, disse Rintoul à agência de notícias Reuters, a bordo do navio quebrador de gelo Aurora Australis, perto da geleira a 2.500 quilômetros ao sul de Hobart, capital do Estado australiano da Tasmânia. “Se a área for menos eficaz na formação de água menos densa, a salinidade será menor do que era no passado.”

Rintoul lidera uma equipe internacional de quase 40 cientistas que estudam os impactos da perda da língua glacial, além de mudanças nas temperaturas, na salinidade e na acidez oceânicas.

Os oceanos atuam como freio às mudanças climáticas porque absorvem grandes quantidades de calor e dióxido de carbono, o principal gás estufa, da atmosfera. Mas quanto mais CO2 os oceanos absorvem, mais ácidos se tornam. Com isso, animais como lesmas marinhas têm dificuldade maior em criar suas cascas.

 

Fonte: Ambiente Brasil

 

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas. A ideia é promover, durante os 12 meses do ano, ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de florestas do planeta, mostrando a importância do manejo sustentável das matas, da conservação e do desenvolvimento das florestas em todo o mundo para evitar prejuízos futuros, como o agravamento das mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. A inauguração oficial do Ano Internacional das Florestas será realizada nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2011, em Nova York.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta e servem de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo. Elas garantem, de forma direta, a sobrevivência de 1,6 bilhão de seres humanos e de 80% da biodiversidade terrestre. Em pé, as florestas são capazes de movimentar cerca de 327 bilhões de dólares todos os anos, contudo atividades que se baseiam na derrubada das matas acontecem em todo o mundo.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) propôs uma série de ações para que o Ano Internacional das Florestas atinja seu objetivo. Entre elas, a criação do logotipo, com o tema “Florestas para o povo”. A imagem, aprovada pelo conselho de publicações das Nações Unidas, visa a exaltar o papel das pessoas na gestão, conservação e exploração sustentável das florestas. Entre outras ações, serão realizados concursos artísticos, cinematográficos e de fotografia on-line, para homenagear aqueles que expressem por meio das artes conteúdos relacionados à campanha. Também haverá produção de curta-metragem e anúncios que serão distribuídos em todo o mundo, em diversos idiomas, a serem transmitidos pela televisão e por outras mídias.

O Brasil tem um papel importante nesse contexto, já que possui, em seu território, grande parte das florestas do mundo, incluindo diversos biomas: amazônia, cerrado, caatinga, mata atlântica, pantanal e pampa. A Amazônia se estende por nove estados brasileiros: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso e representa quase metade do território nacional (49,29%, dos 8.514.877 Km2, segundo dados do mapa de biomas do Brasil, produzido em 2004, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE). Isso corresponde a 60% dos aproximadamente 5,5 milhões de Km2 da área total da Floresta Amazônica, a maior do planeta. Maior floresta úmida e com maior biodiversidade, a Amazônia estende-se por mais oito países: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.

Encontro de Lideranças


Para contribuir não apenas com os debates acerca do novo código florestal, mas também com ações planejadas para contribuir com o Ano Internacional das Florestas, o Sistema Confea/Crea pautou o tema “O Cenário Agro-Florestal Nacional e Internacional” no Encontro de Lideranças de 2011, evento que reunirá lideranças da área tecnológica de todo o país, de 21 a 26 de fevereiro, em Brasília. Para falar sobre o tema, foram convidados o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei que propõe mudanças no Código Florestal brasileiro, um representante do Ministério da Agricultura e um representante do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário.

 

Fonte: CONFEA

 

 

"Precisamos estar preparados para um número cada vez maior de tragédias humanas relacionadas as mudanças climáticas". A afirmação foi feita recentemente pelo biogeógrafo norte-americano, Jared Diamond, em entrevista ao suplemento Aliás - a semana revista, do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo o autor de Armas, Germes e Aço (Record, 1997), obra vencedora do Prêmio Pulitzer, a humanidade precisa estar atenta aos cinco fatores que, segundo ele, são cruciais para determinar a extinção de civilizações inteiras. O primeiro, é a destruição de recursos naturais. O segundo, mudanças bruscas no clima. O terceiro, a relação com civilizações vizinhas amigas. O quarto, contatos com civilizações vizinhas hostis. E, o quinto, fatores políticos, econômicos e culturais que impedem as sociedades de resolver seus problemas ambientais.

"A ideia de que as mudanças climáticas que estamos presenciando hoje são naturais é tão ridícula quanto a que nega a evolução das espécies", comparou Diamond, ao ser questionado sobre a opinião de boa parte dos "céticos do clima", que atribuem o aumento da temperatura do planeta a um ciclo natural da Terra. "O clima se tornará mais variável. O úmido será mais úmido e o seco, mais seco", acrescentou.

No entanto, de acordo com o professor de fisiologia e geografia da Universidade da Califórnia, o colapso da sociedade atual é "completamente evitável" e depende, exclusivamente, da mudança de comportamento da humanidade. "Não há segredo sobre quais são os problemas: a queima exagerada de combustíveis fósseis, a superexploração dos pesqueiros no mundo, a destruição das florestas, a exploração demasiada das reservas de água e o despejo de produtos tóxicos. Sabemos como proceder para resolver essas coisas. O que falta é vontade política", criticou.

Quando indagado sobre a situação do Brasil no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, Diamond destacou as iniciativas de promoção de eficiência energética, mas lembrou que a Amazônia continua a ser desmatada. "Vocês adotaram uma solução imaginativa para a questão energética, com a produção de etanol. O Brasil é uma inspiração para o resto do mundo em relação aos carros flex. Por outro lado, mesmo que o país esteja consciente dos riscos de se desmatar a maior floresta tropical do mundo, muito ainda precisa ser feito. A Amazônia é muito importante para os brasileiros, pois ela regula o clima do país. Se a destruírem, o Brasil inteiro sofrerá com as secas."

 

Fonte: Portal EcoDesenvolvimento.org


O aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) terá impacto sobre as temperaturas da Terra nos próximos mil anos e elevará em pelo menos 4 metros o nível das águas do mar, segundo as conclusões de um estudo publicado no domingo, (9/1/2011), na revista científica Nature.

Dirigida pelo professor Shawn Marshall, da Universidade de Calgary, no Canadá, a pesquisa prevê que o aquecimento global da atmosfera provocará um “colapso catastrófico” da placa de gelo ocidental da Antártida por volta do ano 3000.

Pioneiro na utilização de prognósticos para um prazo tão longo, o estudo foi realizado com programas de simulação de computador que exploraram os possíveis cenários em uma situação de “emissão zero” de CO2 a partir de 2010 e 2100.

Um dos resultados indica que as regiões do Hemisfério Norte, em geral, serão menos afetadas que as do Sul, embora a projeção seja de que os padrões do clima em lugares como o Canadá mudem totalmente. Grandes áreas do Norte da África se transformarão em desertos e o aumento de até 5% da temperatura dos oceanos causará o colapso da camada de gelo ocidental da Antártida, uma superfície de 2,2 milhões de quilômetros quadrados -equivalente a quatro vezes o tamanho da Espanha.

Segundo Marshall, as águas oceânicas e parte do Hemisfério Sul têm uma inércia muito maior de aquecimento. “A simulação demonstra que o aquecimento continuará antes de se deter ou ser revertido quando tomamos 10 séculos como escala de tempo”, explicou Marshall, que acrescentou que as correntes de vento no Hemisfério Sul também poderiam ter um impacto.

Com informações da agência EFE

 

 

Fonte: Intituto Carbono Brasil

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