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Ter, 10 de Maio de 2016 10:07

PNUD e Embrapa iniciam projeto de conservação da biodiversidade em três biomas brasileiros

Escrito por  Poliana Corrêa

Já está em execução o projeto “Bem Diverso”, fruto de parceria entre a Embrapa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O projeto, que abrange três biomas em cinco regiões, envolve 12 espécies nativas, e tem como objetivo promover o desenvolvimento local e, ao mesmo tempo, conservar a biodiversidade. 

No total, estão mobilizadas 12 unidades da Embrapa e oito instituições parceiras, com um investimento de US$ 33 milhões. De acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e líder do projeto, Aldicir Osni Scariot, a participação da comunidade é fundamental para o êxito das ações:

“Todo trabalho é feito junto com a comunidade. Nós não pretendemos, nem seriamos ingênuos de achar que aqui de Brasília nós coordenaríamos isso em territórios tão distintos, como os que têm na caatinga, no cerrado e na amazônia. Então, a nossa forma de trabalhar é com as Embrapas que se localizam nessas regiões e com as instituições parceiras que podem ser ONG's, entidades da sociedade civil que trabalham com as comunidades, assim como as cooperativas dos agricultores e as associações dos agricultores. O trabalho é feito todo dentro do território”.

Iniciado em 2015 e com duração prevista para cinco anos, o projeto atuará em dois eixos principais: desenvolvimento e promoção do uso de técnicas de manejo para extração e uso sustentável de produtos florestais não madeireiros e promoção de sistemas agroflorestais; e identificação dos gargalos financeiros e de mercado que comprometem o aumento da produção e da renda de comunidades agroextrativistas e agricultores familiares. 

“Um terceiro componente que está relacionado ao segundo eixo é desenvolver materiais para disseminar [a técnica] para os capacitadores, para os extensionistas, para os promotores de assistência técnica e extensão rual. Outro componente é abrir canais de comercialização, identificar compradores e contribuir para melhorias de acesso ao mercado. Outro componente seria entender melhor quais são os gargalos que comprometem o financiamento e o crédito para essas atividades e encontrar formas de contribuir. Outro componente também muito importante é a questão acesso aos recursos, como a gente pode contribuir para que os agroextrativistas tenham acesso aos recursos, de tudo isso, gerar uma plataforma com conteúdos e informações para subsidiar politicas públicas”.

Além do Pnud, a iniciativa é apoiada pelos ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário e Agricultura; pela Companhia Nacional de Abastecimento, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e por organizações da sociedade civil.

Última modificação feita em Seg, 11 de Julho de 2016 15:52
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Poliana Corrêa

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