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Sex, 27 de Fevereiro de 2015 15:10

Energia Eólica: capacidade instalada cresceu mais de 125% no Brasil

Escrito por  Poliana Corrêa
Parque eólico em São Miguel do Gostoso - RN. Foto:   Felipe Gibson/G1. Parque eólico em São Miguel do Gostoso - RN. Foto: Felipe Gibson/G1.

Buscando a diversificação da matriz energética, o Brasil vem investindo na produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis. Neste cenário, a energia eólica apresenta excelentes resultados. Para se ter uma ideia, a capacidade instalada das usinas eólicas em operação no Brasil teve um aumento de cerca de 127% em 2014*.

De acordo com Élbia Melo, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), o crescimento é explicado pela entrada, ao longo do ano, de usinas viabilizadas no 2º Leilão de Energia de Reserva (LER), realizado em 2009, no 2º Leilão de Fontes Alternativas (2010) e no 12º Leilão de Energia Nova (2011), além de parques com entrega no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e do aumento na capacidade em operação comercial de empreendimentos existentes.

O ano de 2014 terminou com 195 usinas eólicas em operação comercial, 105 a mais do que o ano 2013. Tais investimentos garantiram ao País o 4º lugar no ranking mundial de novas instalações, segundo levantamento do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês). Élbia Melo, ressalta que o crescimento da eólica no Brasil se deve ao histórico de investimentos. 

“O Brasil já está seguindo a trajetória adequada. Além de explorar o recurso vento, a fonte eólica para geração de energia, o Brasil está produzindo uma cadeia produtiva sustentada, com exigências de nacionalização e está formando toda uma cadeia produtiva da fabricação de equipamentos, de aerogeradores, de componentes. Esta formação de cadeia produtiva garante uma sustentabilidade de longo prazo para o desenvolvimento dos parques. Entendendo que de um lado nós temos os recursos eólicos, que é o vento  - e o Brasil tem os melhores ventos do mundo para geração de energia eólica e, entendendo que estamos desenvolvendo uma cadeia de equipamentos para produção, nós estamos seguindo uma trajetória super adequada, não está faltando nada. O Brasil está seguindo o caminho correto de investimento na eólica”.

A crise hídrica enfrentada nos últimos meses por algumas regiões brasileiras deve favorecer o setor eólico, uma vez que a principal fonte de energia elétrica do Brasil provém de usinas hidrelétricas. Entretanto, Élbia Melo destaca que a expansão do setor eólico já estava consolidada. 

“Ela (energia eólica) já está se fortalecendo independente da situação hidrológica atual porque o Brasil obedece princípios básicos de expansão da oferta de energia. A competitividade e a segurança deste tipo de energia, aliado ao fato de se tratar de uma fonte limpa e renovável, a eólica já teria um crescimento natural independente da escassez hídrica. A escassez hídrica é mais um sinal de que o Brasil precisa diversificar a sua matriz (energética) com outros recursos que não sejam hídricos, tem que ter usinas térmicas, pch's (Pequenas Centrais Hidrelétricas), biomassa, solar e eólica. Isso é uma trajetória normal que um país deve seguir, e o Brasil já estava seguindo essa trajetória.  Com o sinal de escassez aumenta a velocidade da diversificação da matriz e da contratação de mais potencia instalada. Como a energia eólica é abundante no Brasil, nós temos o potencial eólico três vezes maior do que a quantidade de energia que o Brasil precisa, a fonte eólica é um recurso competitivo, uma fonte segura de geração. Por isso, ela tem exercido um papel muito importante, inclusive evitando a construção de mais termelétricas, além da economia em bilhões de reais do consumidor e também evita-se a queima de CO2”

Atualmente, o Rio Grande do Norte é o maior gerador de energia eólica, com capacidade instalada de 1.723 MW, seguido pelo Ceará (1.201 MW) e Bahia (842 MW). No sul, destaque para Rio Grande do Sul (715 MW) e Santa Catarina (222 MW).

*Segundo boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Última modificação feita em Sex, 17 de Abril de 2015 16:01
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Poliana Corrêa

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