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MUNDO ÁGUA

Seg, 29 de Fevereiro de 2016 09:21

Embrapa desenvolve tecnologias sociais para a promoção do saneamento básico rural

Escrito por  Vacy Alvaro
Fossa Séptica Biodigestora e Jardim Filtrante instalados no Sítio São João – São Carlos – SP. Foto: Pedro Hernandes. Fossa Séptica Biodigestora e Jardim Filtrante instalados no Sítio São João – São Carlos – SP. Foto: Pedro Hernandes.

Neste ano, o problema do Saneamento Básico está sendo amplamente discutido no Brasil em virtude de tematizar as ações da Campanha da Fraternidade Ecumênica, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic). 

Assim como no meio urbano, o morador do campo e das comunidades isoladas do País também sofre com a falta dos serviços básicos no setor. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 31 milhões de brasileiros que vivem na zona rural, apenas 22% tem acesso a serviços adequados de saneamento básico. 

Buscando a melhoria desta realidade, a Embrapa Instrumentação desenvolveu três tecnologias sociais destinadas à promoção do saneamento básico rural: a Fossa Séptica Biodigestora, o Clorador e o Jardim Filtrante. Carlos Renato Marmo, analista da Embrapa Instrumentação, explica como funciona cada tecnologia:

“A fossa séptica biodigestora nada mais é do que uma mini-estação de tratamento de esgoto, com a vantagem de que o esgoto tratado nessa mini-estação pode ser aplicado como biofertilizante no meio ambiente. É uma forma de reciclagem de água e reciclagem do esgoto, que tem características orgânicas, que após passar pelo processo de tratamento potencializa isso como fertilizante. O jardim filtrante é uma tecnologia complementar à fossa, mais recente, e vai tratar as águas menos poluentes do imóvel, da propriedade rural (pia de cozinha, chuveiro e torneiras). A fossa séptica trata apenas o resíduo (o esgoto do vaso sanitário). Então o jardim e a fossa se complementam para o tratamento de esgoto. Para desinfectar a água, nós criamos uma tecnologia simples, o clorador, que é um dispositivo hidráulico que fica entre o poço e a caixa d'água. Você aplica cloro e tem a garantia de que a água que será consumida na residência está desinfectada e livre de germes”. 

O analista também comenta sobre as principais dificuldades para a promoção do saneamento básico rural: 

“O saneamento rural tem algumas particularidades em relação ao saneamento urbano. No saneamento urbano, a pessoa tem um imóvel e mora num bairro, e o poder público faz as redes de água, as redes de coleta de esgoto, e é feito o tratamento do esgoto no final desse processo. Além disso, você tem a coleta de lixo, as redes de água pluvial (de drenagem). Na área rural são grandes propriedades, o que inviabiliza adotar um modelo urbano, talvez apenas em alguns casos em que as casas estão mais próximas, como vilas e agro-vilas”.  

No Portal da Embrapa é possível encontrar diversas informações sobre as três tecnologias sociais, além de publicações, notícias e projetos relacionadas ao tema. A página está disponível no endereço http://saneamento.cnpdia.embrapa.br/tecnologias.html.

Última modificação feita em Seg, 29 de Fevereiro de 2016 09:40
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Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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