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MUNDO ÁGUA

João Mota

João Mota

A Web Rádio Água, em parceria com a Associação das Rádios Comunitárias do Extremo Oeste do Paraná (ARCEOP) – entidade com 40 rádios comunitárias associadas e alcance de 840 mil moradores na região Oeste e Sudoeste do Paraná – produz semanalmente o programa Água e Energia.

No primeiro bloco, vamos falar de comitiva de assentados do município de Jardim Alegre esteve na última semana no Centro Avançado de Pesquisas, CAP, de Santa Helena, para conhecer os trabalhos que são desenvolvidos em parceria com o Programa Cultivando Água Boa, idealizado pela Itaipu Binacional e Instituto Agronômico do Paraná, IAPAR. No Centro Avançado de Pesquisas existem 18 projetos implantados na área de fruticultura. Os assentados conheceram o sistema de produção orgânica, agroecológica, as espécies frutíferas e a diversidade de culturas para uma pequena propriedade altamente rentável e ambientalmente correta.

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No segundo bloco, por iniciativa da Cooperativa Agroindustrial Lar, Unidade de Diamante D’Oeste, foi realizada na última quinta-feira (12), a coleta das embalagens de agrotóxicos utilizados pelos agricultores diamantenses. Vale lembrar que a devolução das embalagens vazias é obrigatória e está prevista na Lei 9.974/2000 e no Decreto 407/2002.

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Fechamos esta edição, falando sobre o Seminário sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (com foco nos temas Água, Energia e Alimentos), realizado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). O evento é promovido pela Fundação PTI - por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) - e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da Itaipu Binacional, do Programa Hidrológico Internacional da Unesco (PHI-Unesco) e da Universidade do Arizona.

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Sugestões de assuntos para o Programa Água e Energia são bem-vindas. Entre em contato conosco pela nossa página facebook.com/webradioagua.

Agradecemos a audiência!



Segundo projeções da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), até 2050, no mundo haverá a necessidade de se produzir 60% mais de alimentos, 50% mais de energia e 40% mais de água. Essas previsões são dadas com base na pressão do crescimento populacional, do desenvolvimento econômico e da urbanização, influenciando diretamente nas alterações climáticas. 

Essas questões foram discutidas durante o Seminário Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (com foco no nexo Água, Energia e Alimentos), realizado no Parque Tecnológico Itaipu. Na ocasião, Nelton Miguel Friedrich, diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, ressaltou a importância de projetos que abranjam esta relação: 

“O Cultivando Água Boa vem fazendo esses nexos (que no inicio nós chamávamos de conexões) exatamente porque a gente não trabalha especificamente um assunto. Como é que você cultiva a água? Então quando você recupera uma nascente, mas ao mesmo tempo faz uma readequação da estrada, mas ao mesmo tempo está trabalhando a merenda escolar com comida saudável, quando estou estimulando a agricultura familiar e também as outras agriculturas, para que cada vez sejam mais saudáveis, produzindo alimentos saudáveis. Quando estou trabalhando o uso da água, mas também o reúso da água. Quando nós estamos trabalhando a diversidade das pequenas propriedades para que elas possam realmente se consolidar, se fortalecer. Quando a gente trabalha a Educação Ambiental para mudar a mentalidade, em outras palavras, o que nós estamos vivendo hoje não é apenas querer mudar jogo, mas é preciso um outro jogo. Esse outro jogo, ser humano, natureza, empresa, sociedade e governos, e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para dar um exemplo, tudo é indivisível, tudo isso está interconectado, interindependente e multidisciplinar. Não é possível segmentar. O CAB tem essa experiência de 12 anos, e os resultados, tanto em quantidades feitas, como também na qualidade do que mudou na mentalidade, na sensibilização das pessoas. Eu diria que os nexos são imprescindíveis, nada é indivisível e tudo está tudo interconectado”. 

Diretamente ligado com o desenvolvimento populacional, o assunto deve ser discutido por todas as esferas sociais, conforme explica o coordenador:

“Por outro lado, é preciso que uma experiência como essa do Seminário tenha um desdobramento e não fique só no seminário. Como é que cada um de nós podemos construir a própria Agenda 2030, isto é, de mudanças climáticas e como podemos contribuir para as metas que o Brasil levou de reduzir até 2025, 37% de emissões e 43% das emissões até 2030 dos gases que estão causando os efeitos globais se a gente compreender que podemos fazer uma agenda pessoal, uma agenda do PTI (Parque Tecnológico Itaipu), uma agenda da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), uma agenda do município, uma agenda da área econômica, da área política, uma agenda da sociedade civil, mas todos numa agenda só. Porque o que mais importa é a convergência das ações e a responsabilidade compartilhada. Todos temos que assumir a nossa responsabilidade”. 

O Seminário sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento é promovido pela Fundação PTI - por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) - e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da Itaipu Binacional, do Programa Hidrológico Internacional da Unesco (PHI-Unesco) e da Universidade do Arizona.

A programação reúne a apresentação de estudos, projetos e práticas que envolvam os temas centrais, incentivando a formação de uma comunidade técnica e científica em busca de soluções sustentáveis. 

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.  


Segue até 4 de julho as inscrições para o Edital Ecoforte Extrativismo. A iniciativa é uma parceria da Fundação Banco do Brasil e do Fundo Amazônia, administrada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ação tem como objetivo apoiar empreendimentos coletivos nas fases de produção, beneficiamento ou comercialização de produtos extraídos por meio de práticas sustentáveis na floresta.

O edital vai contribuir para a inclusão socioprodutiva das comunidades e a preservação do bioma em seis estados: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Rondônia. Marcos Frade, diretor executivo de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, explica  os benefícios da iniciativa: 

“O objetivo deste edital é qualificar, estruturar os empreendimentos em todas as suas fases: beneficiamento, comercialização e produção, com foco na geração de renda. Como ele tem por finalidade gerar a renda e preservar os recursos do bioma amazônico, esperamos como retorno disso aumentar a renda das comunidades e cooperativas sem que haja um impacto no bioma amazônico como um todo”. 

As entidades interessadas devem estar constituídas legalmente há no mínimo dois anos  e apresentar uma proposta no valor de até R$ 600 mil. A execução do projeto deverá ser realizada em pelo menos uma e no máximo quatro das unidades de conservação. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. com o título “Edital de Seleção Pública nº 2016/007”.

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.  


Em parceria com o projeto Territórios da Dignidade, o cinema itinerante CINESOLAR - que utiliza energia solar para a exibição de produções nacionais – promoverá sessões de filmes produzidos por cineastas indígenas. Na iniciativa “Cinesolar Tupã”, os organizadores buscam uma experiência de valorização da cultura indígena. 

Na estrada desde 2013, o veículo já levou o cinema brasileiro para aproximadamente 45 mil pessoas em mais de 200 sessões realizadas, proporcionando uma economia de energia de 552 kW. Além de placas solares, a van também é equipada com cadeiras, sistemas de som e projeção, além de uma cabine para DJ. Cynthia Alario, diretora geral do Projeto CINESOLAR, conta como surgiu a parceria:

“A ideia de juntar esse tema indígena, surgiu em um encontro que eu tive com Kaká Werá, que é um escritor, professor, uma liderança indígena, aqui de São Paulo. Eu tive uma aula com ele sobre tradição ancestral brasileira, nessa aula, sentei com ele e falei, “Kaká, a gente precisa juntar as forças ai, não é?” Hoje temos alguns projetos que atual com produção de vídeos nas aldeias, um deles é o projeto chamado “Bio nas Aldeias”, que é nosso parceiro na execução do projeto. Fizemos o primeiro evento no vão do MASP, em São Paulo, no Dia do Índio. Feito justamente para trazer essas questão do olhar indígena sobre a sua cultura, sobre a sua comunidade. E a ideia agora é a gente circular algumas aldeias brasileiras, inclusive no Paraná e em Santa Catarina.” 

Além de promover a cultura do cinema brasileiro, com as oficinas desenvolvidas o CINESOLAR estimula a cidadania e a necessidade de se pensar em um futuro sustentável. Para saber sobre os projetos, itinerários e ações já desenvolvidas, acesse www.cinesolar.com.br

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 

O plantio direto é um sistema sustentável de manejo do solo. Seu objetivo é diminuir os impactos negativos da agricultura e do efeito das máquinas no terreno. A atividade possui três características: rotação de culturas, cobertura permanente e pouca movimentação do solo.

A técnica será tema do Fórum de Inovação do Agronegócio Oeste do Paraná 2016, promovido nesta quinta-feira (5) na Associação dos Engenheiros Agrônomos, em Cascavel (PR). A ação é promovida pelo Programa Oeste em Desenvolvimento – que envolve mais de 40 instituições da região - e a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, com o apoio da Itaipu Binacional.

Segundo Ricardo Ralisch, secretário da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, o principal objetivo da iniciativa é levantar as principais demandas e carências da região no tema: 

“A ideia é que a gente consiga identificar entraves ou limitantes para a consolidação do plantio direto nessa realidade, juntamente com lideranças da região. Nós estamos trabalhando com um grupo de convidados participar do evento, para identificar quais aspectos estão dificultando o desenvolvimento da agropecuária, do plantio direto, coisas do tipo. O Fórum visa sair com algumas estratégias de ação. Se tem identificado os problemas, q que precisa ser feito para diminuir esses problemas? E tem as lideranças politicas que participam também, tem a secretaria da agricultura, organismos federais como a Embrapa, visando justamento esses aspectos políticos. Então o fórum tem a proposta de elaborar estratégias interessantes pra região Oeste do Paraná."

Apoiado por Itaipu, o plantio direto é aplicado na região há 15 anos. No início, o projeto-piloto foi implantado nos 16 municípios lindeiros ao reservatório da usina, avançando em seguida para as 29 cidades da Bacia do Paraná 3. Agora, como ação integrante do Programa Oeste de Desenvolvimento, a técnica será levada para todos os 54 municípios do Oeste do Estado.

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 

Conteúdos relacionados:

Segue até o dia 13 de maio o período de inscrições para o curso de especialização em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos. Promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a pós-graduação é semipresencial e gratuita.

As atividades acontecerão em cidades de todas as regiões: Brasília (Centro-Oeste), Florianópolis (Sul), Fortaleza (Nordeste), Manaus (Norte) e São Paulo (Sudeste). Cada uma das regiões terá direito a 80 vagas. 

Dos 18 meses de duração, nos 12 primeiros, serão realizados três encontros presenciais. Cada um deles, com três dias de duração. A formação é voltada especialmente para técnicos do serviço público que atuam em setores relacionados aos recursos hídricos, em agências de desenvolvimento, reguladoras de saneamento, associações regionais e federações de municípios, além de secretarias de desenvolvimento regional e política urbana. 

Taciana Neto Leme, coordenadora de Capacitação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídrico da ANA, fala sobre importância pela qual foi desenvolvida a capacitação:

“Esse curso de especialização que estamos oferecendo em parceria junto ao Instituto Federal do Ceará e uma rede de institutos federais, é uma resposta à demanda que existe no País, por elaboração e gerenciamento de projetos, sobretudo nesse tema de recursos hídricos, em que há uma necessidade muito grande de que os municípios elaborem e gerencie projetos de gestão das águas. Essa especialização tem o foco de responder essa demanda, que inclusive foi indicada pelo próprio Tribunal de Contas da União como uma necessidade de capacitação no nosso País para a gestão das águas nos territórios municipais”.

A coordenadora também comenta sobre os temas abordados na qualificação:

“Os temas que serão abordados na capacitação estão relacionados à elaboração e gestão de projetos, que vai desde a concepção do projeto, gerenciamento, as licitações, contratos, que estão relacionados a esses projetos. A capacitação de recursos para a implementação desses projetos, e os temas de possíveis projetos que podem ser realizado nos municípios. Exemplo desses temas são a drenagem urbana, a drenagem rural, o manejo e conservação de água e solo, recuperação de nascentes e áreas de proteção ambiental, gestão de resíduos sólidos, sistemas de abastecimento de água, tratamento da água, tratamento do esgoto, reúso da água. São todos temas que o município tem atribuições para desenvolver projetos que tem esse viés de gestão da água nesse território do município”.

O processo seletivo será realizado em fase única, composta de análise dos currículos dos interessados e análise de proposta de monografia. Na seleção, o tempo como servidor público e o município de origem dos candidatos serão levados em consideração, de acordo com as normas do edital do curso. Mais informações estão disponíveis em http://prpi.ifce.edu.br/ifce_ana.

Confira o calendário: 
Prazo de Inscrições: 13/05/2016
Divulgação da prévia do Resultado Final: 10/06/2016
Prazo para recorrer: 11/06 a 15/06/2016 
Divulgação do Resultado Final: 24/06/2016
Matrícula dos aprovados: 27/06 a 01/07/2016 
Início previsto das aulas: 01/08/2016 

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 








Como uma forma de mensurar e estabelecer metas de redução nas emissões de gases poluentes na atmosfera, a Secretária Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA) do Paraná elaborou, em 2014, o Registro Público de Emissões de Gases de Efeito Estufa – Selo Clima Paraná. A iniciativa busca estimular no setor industrial a cultura de formulação e publicação de inventários corporativos relacionados ao tema. 

Para incentivar a participação das empresas no projeto, um selo eletrônico foi elaborado com as classificações Bronze, Prata e Ouro, de acordo com o nível de verificação dos inventários. Os dados, que são repassados de forma voluntária pelas empresas, em primeira estância, são catalogados para que futuramente possam ser desenvolvidas medidas para a diminuição das emissões de gás carbônico (CO2) na atmosfera. 

Nessa edição, onze empresas paranaenses foram reconhecidas, totalizando 19 estabelecimentos certificados, que juntos declararam emitir 1 milhão de toneladas de dióxidos de carbono. José Rubel, coordenador de Mudanças Climáticas da SEMA, fala sobre importância da participação das empresas da iniciativa: 

“Esse encorajamento das empresa para que elas venham aderir aos registros públicos tem como objetivo três principais aspectos: auxiliar o governo e a indústria na formulação de estratégias de redução de gases de efeito estufa; estimular a indústria a trilhar uma transição competitiva para uma economia de baixo carbono; e manter a sociedade informada sobre os esforços do governo e da indústria na redução das emissões de gases de efeito estufa”. 

José Rubel também comenta sobre a situação do Paraná em comparação aos demais estados do País: 

“Nenhum estado brasileiro tem uma meta fixada de emissão de gases de efeito estufa porque essa é uma articulação federativa, entre os diversos estados da Federação. Nós estamos aguardando que o Governo Federal estabeleça uma política de abrangência nacional, se comprometendo em estabelecer diretrizes para cumpri-lo, que é dizer o quanto cada setor deverá reduzir as suas emissões, em que prazo e de que forma. Os estados brasileiros aguardam essas orientações do Governo Federal para tomar as suas decisões, no entanto o estado do Paraná saiu na frente porque ele já estabeleceu uma meta de redução, adiantando-se ao Governo Federal. A nossa meta para a indústria é uma redução de emissões de 2,28% ao ano, que será revista assim que o Governo Federal definir uma meta para o Brasil. Então o Paraná avançou, ele estabeleceu uma meta mas está esperando que o Governo Federal defina uma estratégia nacional para então rever, se for o caso, a sua meta particular”. 

As empresas que quiserem aderir ao Registro Público de Emissões de Gases do Efeito Estufa devem preencher o protocolo de intenções disponível no site da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos: www.meioambiente.pr.gov.br.

Apesar de considerado natural, o efeito estufa tem aumentado nas últimas décadas gerando as mudanças do clima. Essas alterações são resultado do aumento de emissões de gases como o dióxido de carbono, gerados pelo transporte, agricultura, pecuária e outras atividades. 

Empresas certificadas:

SLB do Brasil Projetos Florestais / IKP Agroflorestal / DAP Agroflorestal / Ficus Agroflorestal / Dunni Agroflorestal / Alba Agroflorestal / Grandis Agroflorestal / Saligna Agroflorestal / Água Clara Agroflorestal / Globolus Agroflorestal / Ipiranga Produtos de Petróleo (unidades de Londrina, Araucária, Guarapuava e Cascavel).

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.

Devido a sua extensão territorial, o Brasil vive realidades distintas em relação às suas águas subterrâneas. Enquanto que no Nordeste do País, a exploração dos canais subterrâneos acontece de forma massiva, no Sudeste a crise hídrica poderia ser ponderada se houvesse uma melhor administração na captação deste recurso. 

Em Recife (PE), a estiagem e os frequentes racionamentos de água fizeram com que a população aumentasse consideravelmente a exploração das águas no lençol freático. Com isso, atualmente na capital pernambucana há mais de 14 mil poços artesianos, 70% deles ilegais. 

Essa exploração indiscriminada pode salinizar os aquíferos da região, conforme explica Ricardo Hirata, professor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas

“A superexploração ocorre quando a retirada da água subterrânea maior do que a capacidade do que meio de fornecer essa água, o que pode trazer prejuízos a curto, médio e longo prazo. Mas pode também ter o caso em que se bombeia a água subterrânea e induz uma água de baixa qualidade para dentro deste aquífero. Isso acontece nas linhas de costa (próximas ao oceano), ao bombear a água doce acaba-se trazendo água salgada do mar e acaba contaminando a água doce do aquífero". 

Já na Região Metropolitana de São Paulo a questão é diferente. Naquela área, a utilização dessas reservas, de forma consciente, poderia abrandar as crises hídricas que ocorrem na região: 

“Se você olhar o volume total de águas que o Estado de São Paulo tem, e a própria utilização da água subterrânea, vemos que o problema de qualidade natural, ou falta de qualidade natural, ainda é muito restrito em algumas partes. O que significa que ela não precisa de tratamento e isso reduz os custos de sua utilização. Então quando vemos o abastecimento do Estado de São Paulo, 75% dos municípios são total ou parcialmente abastecidos por águas subterrâneas. Então essa é a grande importância das águas subterrâneas para o estado de São Paulo. Quando olhamos as cidades grandes, como por exemplo a Região Metropolitana do Estado, se for olhar o abastecimento publico, ela é 99% abastecida por águas superficiais (rios, lagos, represas). Se olhar o abastecimento privado na área urbana, vamos ver que 10m³ de água por segundo, que são extraído dos 12 mil poços privados distribuídos na região metropolitana. Se considerar que 10m³ por segundo retirados de poços privado e acrescentar ao sistema de água nós diremos que 14% do abastecimento dessa bacia se faz com águas subterrânea e não 1%, isso é para o abastecimento público. O total de água que roda dentro da área urbana é 14% de água subterrânea.Então a importância da água subterrânea é muito maior do que a primeira estatísticas que é de 1%”. 

Hirata também comenta sobre a importância da implantação dos processos de gestão para uma melhor preservação e administração do recurso: 

“Mas a gente vê que a lei, do jeito que ela está, é insuficiente. Se não tiver um processo de gestão com maior participação do usuário, esses processos de gestão não vão funcionar. Um exemplo é o que acontece no País. Os processos de gestão de águas subterrâneas são falhos. Não se tem controle. Quando você tem níveis de ilegalidade a 60%,70%, em algumas cidades pode-se chegar a 80% de ilegalidade dos poços. Definitivamente o Estado não tem controle desses reservatórios e desse recurso”. 

Ricardo Hirata é o pesquisador responsável pelo Projeto Coqueiral, que tem como desafio associar a qualidade da água e a sua interação com o ambiente urbano com ações focados em enfrentar a contaminação e a salinização das águas subterrâneas sob a perspectiva de mudança ambiental global no seu contexto social. Para conhecer outras iniciativas do projeto, acesse o site www.coqueiral-recife.com

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 

Com a temática "Jurisprudência, Ética e Justiça Ambiental”, o Instituto O Direito por Um Planeta Verde promove, entre os dias 4 e 8 de junho, na Fundação Mokiti Okada, em São Paulo (SP), a 21ª edição do Congresso Brasileiro de Direito Ambiental. 

O evento irá contar com a participação de especialistas brasileiros e internacionais, que devem abordar questões relacionadas às leis de licenciamento e ética ambiental sob diversas perspectivas, pautadas pelos acontecimentos ambientais do último ano, conforme explica José Rubens Morato Leite, presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde

“Teremos discussões sobre justiça ambiental, jurisprudência e ética. Além disso, teremos painéis atinentes aos ocorridos de 2015, como por exemplo dois painéis exclusivos que discutem o caso de Mariana (MG), dessa degradação, dessa catástrofe ecológica que decorreu, como todos conhecem da mineradora Samarco ligado à irregularidade, talvez, do licenciamento ambiental, que é uma da matérias do Direito Ambiental”. 

José Rubens também fala sobre o cenário da leis ambientais no País:

“A legislação ambiental brasileira tem um patamar bem interessante no ponto de vista constitucional e do ponto de vista de alguns avanços. Agora, ficamos meio restritos em comemorar. Está havendo muita mudança, atualmente, no Direito Ambiental. Eu posso afirmar para você que o direito ambiental está sofrendo alguns retrocessos ambientais. Mas, logicamente, o “Instituto O Direito por um Planeta Verde”, visa justamente debater os avanços da legislação ambiental de forma crítica. Esse é o nosso papel”. 

Durante o Congresso Brasileiro de Direto Ambiental também serão realizados o 11º Congresso de Direito Ambiental das Línguas Portuguesa e Espanhola, e o 11º Congresso de Estudantes de Direito Ambiental (Graduação e Pós Graduação), além do 5º Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva de pesquisas de direitos ambientais. As inscrições são limitadas e podem ser realizadas pelo site congresso.planetaverde.org . 

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.  

A iniciativa Rios e Ruas, que já ajudou a redescobrir mais de 300 rios, córregos e riachos em São Paulo, e ainda atuou em pelo menos doze cidades brasileiras, agora tem um novo objetivo. A nova missão do urbanista José Bueno e do geógrafo Luiz de Campos Junior é conscientizar as comunidades de Vila Velha (ES) quanto à preservação da Bacia do Rio Aribiri, que devido ao crescimento urbano desordenado de seu entorno está bastante poluída.

Antes dos trabalhos de campo em solos capixabas, o grupo desenvolveu estudos remotos do rio por meio de mapas, fotos e imagens de satélite. Depois, puderam constatar in loco os impactos urbanos sofridos pelo rio ao longo de seu curso, conforme explica o co-criador da iniciativa Rios e Ruas, José Bueno:

“Tivemos a chance de conhecer a nascente no seu estado puro. As lagoas lá do Vale Encantado. Então, encontramos o Aribiri extraordinário e desconhecido da população de Vila Velha. Ao longo do caminho, ou seja, quando o Aribiri sai do Vale Encantado e cruza a avenida e entra na cidade, começamos a perceber o quanto começa ser castigado pela ocupação massiva em torno do rio, sem um cuidado da prefeitura local em mantê-lo preservado e protegê-lo. Ele sofre com os dejetos e a emissão de esgotos, de lixo, e a poluição toda que é jogada no Aribiri, tratado como esgoto. Isso sim que faz ele sofrer, mas ele em si não tem nenhum problema. Quem tem problemas são a pessoas que convivem nessa beira de rio”.

Como parte das atividade desenvolvidas, o grupo formou uma expedição urbana, que envolve a comunidade e alerta para a importância do rio e de suas áreas naturais. O objetivo é a busca pelo aprofundamento da reflexão sobre o uso do espaço público, além de despertar a consciência da sociedade para uma nova convivência com a natureza urbana. Em cima desta perspectiva, José Bueno fala sobre o mal uso dos espaços por parte da comunidade local e de seus governantes:

“Atravessamos os vários bairros por onde passa o Aribiri e fomos até a foz. Na foz, uma situação muito curiosa. Mostramos uma paisagem, um visual incrivelmente belo, como natureza, mas desprezado no ponto de vista paisagístico, no ponto de vista ambiental, pela cidade. Ali era uma área que, se revitalizada, que se de fato fosse feito um trabalho robusto da população com o poder público ao longo do Aribiri para que essas águas chegassem lá tratadas, o esgoto coletado, poderíamos ter ali uma foz extremamente aprazível, um lugar que vitalizaria a região de Vila Velha de maneira extraordinária. Parece meio visionário, parece meio utópico, mas é como a gente vê a realidade, o que confrontamos ali foi a situação real do Aribiri”. 

Para saber mais sobre a iniciativa e suas expedições urbanas acesse o site www.rioseruas.com.

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.

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