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MUNDO ÁGUA

João Mota

João Mota

Com objetivo de melhorar a alimentação da população urbana, beneficiando o ambiente por meio do cultivo ecológico de alimentos e ervas medicinais, o Instituto Pólis, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, desenvolveu a cartilha “Hortas Urbanas: moradia urbana com tecnologia social”. Um material didático que aborda desde a preparação da horta, o cultivo das hortaliças, até receitas de preparo simples com vegetais.

A proposta é iniciar a produção de alimentos voltada para o consumo direto das famílias envolvidas no cultivo e, com isso, economizar os gastos com esses produtos. Contudo, a longo prazo existe ainda a possibilidades de destinar produção de alimentos à comercialização e à geração de renda, fortalecendo a agricultura urbana e ecológica. 

Além da saúde humana, a agricultura de base ecológica busca a sustentabilidade do meio urbano a partir da prática de um manejo adequado numa relação lavoura, homem e cidade, conforme explica Cristiane Costa, coordenadora de segurança alimentar e nutricional do Instituto Pólis: 

“É um tema que está crescendo bastante. E podemos dizer que elas (as hortas) tem uma associação tanto nas dimensões da saúde das pessoas quanto dos ambientes. Muitas vezes, por meio de uma horta urbana, por meio de um trabalho assim, que se limpa um terreno e um lugar que era abandonado vira um jardim comestível. Eu costumo dizer em palestras que está acontecendo um movimento de urbanização da área rural e ruralização da área urbana, como que uma inversão. Então você tem cada vez mais pessoas preocupadas em plantar em pequenas áreas produtivas e ambientalmente sustentáveis.” 

A ideia de “jardins comestíveis” ou hortas urbanas, é uma prática antiga e sempre fez parte das estratégias de sobrevivência das populações, desde o surgimento das cidades. No Brasil, existem relatos de experiências municipais de manutenção de hortas comunitárias e escolares desde a década de 1970.

A cartilha Hortas Urbanas: moradia urbana com tecnologia social está disponível gratuitamente no site: www.polis.org.br .

Escrito por João Mota com a supervisão de Poliana Corrêa.


Um aplicativo que calcula a quantidade de materiais necessários para uma obra também pode ajudar a minimizar os impactos ambientais causados pelos resíduos da construção civil. Criado pelo analista de sistemas Giuliano Cardoso, em parceria com o engenheiro civil Victor Hugo Barbosa, o Reforma Simples visa acabar com o desperdício de materiais de construção e, por consequência, reduzir o volume de entulho gerado durante uma obra.

Com informações básicas - como o tipo de obra e o tamanho - a ferramenta fornece a quantidade de material para cada serviço informado. A ideia é atender desde profissionais da construção civil a usuários comuns, que querem economizar dinheiro e ter uma reforma mais produtiva e com menos desperdícios, conforme explica Giuliano Cardoso:

“Nós sabemos que vivemos em um planeta finito, então devemos utilizar os recursos que possuímos da forma mais inteligente possível. A partir do momento que você tem a noção do quanto de material necessário para fazer uma reforma, você não vai comprar mais do que o necessário. Ou seja, você não estará causando um impacto desnecessariamente maior por falta de perícia e de conhecimento.”

A preocupação com o descarte dos resíduos da construção civil, que se feito de forma indiscriminada, pode causar sérios problemas ambientais e de saúde pública, também foi destacada pelo analista de sistemas:

“Em outras situações você utiliza produtos químicos que são danosos. Então, se você passar a utilizar esses produtos dentro do que for necessário, você terá um retorno socioambiental absurdo. Se todo mundo passar a utilizar essa ferramenta eu acredito que seja uma pequena contribuição para um mundo melhor.” 

O aplicativo Reforma Simples dispõe de diversos módulos de fácil utilização, que auxiliam estudantes de engenharia e profissionais da área a terem uma noção mínima da quantidade de materiais necessários para a execução de pequenas reformas residenciais. Disponível gratuitamente para aparelhos Android, a ferramenta conta também com uma versão web. Acesse www.reformasimples.com .

Escrito por João Mota com a supervisão de Ana Paula Oldoni.

Um equipamento desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos (SP), é capaz de medir a quantidade de resíduos existentes na água e enviar estas informações para os órgão de interesse. Ao cruzar com outros dados, o nível de turvidez pode ser um indicativo de poluição das águas, ajudando, por exemplo, a identificar quais rios possuem maiores chances de sofrerem com as enchentes. 

O equipamento, que começou a ser desenvolvido no início de 2012, é constituído por tubos de PVC reforçados, um emissor infravermelho, um receptor, cabos condutores para comunicação dos sensores e uma placa Arduino. Essa placa processa os dados obtidos e os envia para uma estação base de controle por meio de um dispositivo eletrônico chamado ZigBee, que utiliza rede sem fio de comunicação.

A pesquisa faz parte do trabalho de iniciação científica de Alexandre Colombo - graduado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos - e de Pedro Henrique Fini, estudante de Engenharia da Computação. A ferramenta foi desenvolvida de forma a baratear os custos desse tipo de pesquisa no Brasil, conforme esclarece Jó Ueyama, professor pesquisador da USP de São Carlos:

“Esse sensor de turvidez foi construído pelo grupo em virtude de querermos ter um sensor de fabricação nacional, e que principalmente que ele tenha um custo bastante baixo. Então esse custo fica em torno de R$100, R$150, em virtude do dólar que subiu bastante nesse últimos meses. Mas a necessidade em si foi construir um sensor nacional, que tenha um custo mais em conta do que os sensores que estão disponíveis no mercado internacional”.

Poder fiscalizar em tempo real a qualidade da água dos rios, além de informar e, com isso, cobrar ações das autoridades, também faz parte do retorno socioambiental proporcionado pelo aparelho. 

“O retorno socioambiental seria poder catalizar ou ajudar/auxiliar no reuso da água e detectar as possíveis anomalias que podem acontecer no rio. Lembrando que existem empresas e fábricas que normalmente jogam lixos e dejetos proibidos durante uma chuva torrencial para se livrar daquele lixo que ele poderia se livrar de maneira mais adequada. Então o sensor de turvidez, nesse caso, poderia efetivamente detectar que houve um nível de turvidez maior e informar para as autoridades de forma que ações podem ser tomadas”. 

O equipamento já passou pela fase de testes e se mostrou eficiente. Entretanto, após estudar o rio em questão, é preciso aprimorar a calibragem do sensor para aumentar a precisão do turbidímetro, aparelho que mede a qualidade da água.

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 

A iniciativa GPS Mata Atlântica é uma websérie que viaja por 17 estados de abrangência do bioma para mostrar onde e como está o que sobrou dessas florestas. Apresentado por diferentes personalidades, os episódios mostram iniciativas e pessoas que podem mudar a realidade do ecossistema, que atualmente conta com apenas 12,5% de sua vegetação original preservada. 

A ação pretende mostrar também os lugares e as experiências vivenciadas por aqueles que ainda tem contato com o bioma. E com isso replicar atitudes simples, que não interferem no dia a dia, mas que fazem a diferença, mostrando a qualidade de vida e o meio ambiente. Afra Balazina, diretora de comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica, dá as instruções de como participar da iniciativa:

“A partir dessa campanha a gente queria que outras pessoas também mostrassem o que elas fazem, porque a gente não pode contar a história de todo mundo, mas a gente queria reunir o maior número possível de causas e de histórias. Então criamos o site gpsmataatlantica.org.br e atualmente a gente tem 60 causas inscritas nesse site. É muito fácil de se cadastrar. A pessoa faz um resumo da sua ação, do que ela faz, de como ela colabora, de uma pessoa que ela conhece, do grupo que ela atua, enfim. Aí ela coloca uma foto ou um vídeo explicando essa causa”. 

Disponíveis nos perfis sociais e no site oficial da SOS Mata Atlântica, os vídeos são narrados por artistas como Mariana Ximenes, Regina Cazé e Márcio Garcia, que apoiam a causa e emprestaram voluntariamente suas vozes para a ação. A iniciativa é de grande importância socioambiental, conforme explica a diretora: 

“Essas ações parecem pequenas. A gente fala 'o que adianta só eu reciclar meu lixo, só eu não desperdiçar água, eu cuidar da minha praça, essas pequenas ações fazem a diferença?' A gente nota que sim. Todas as ações contribuem para a preservação da Mata Atlântica. A mata era uma área muito extensa que existia, era uma floresta enorme nesses 17 estado do Brasil e que hoje restou somente12,5% do seu bioma original. E a gente pode dizer que hoje ela é o bioma mais ameaçado do País”. 

Inicialmente, a websérie da campanha terá dois episódios, com minidocumentários de histórias de indivíduos que, por razões inicialmente pessoais, deram origem a movimentos que contagiaram outras pessoas. Para conhecer o projeto, acesse www.gpsmataatlantica.org.br .

Escrito por João Mota com a supervisão de  Francielle Zancanaro.

As áreas de preservação permanente e reservas legais são fundamentais para manter o equilíbrio natural de uma determinada região. Por isso, é importante que agricultores, produtores e proprietários de terras se mantenham informados sobre as leis ambientais na hora de manejar essas áreas. 

Para se capacitar no tema, uma das opções é participar do curso online em Restauração Florestal em Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, oferecido a distância pela Universidade Online de Viçosa (UOV). A capacitação foi desenvolvida para diferentes públicos com uma linguagem clara e dinâmica, conforme explica Henrique Simonini, diretor de Desenvolvimento e Marketing da UOV

“O curso é destinado a todos profissionais que desejam aprender e aplicar as técnicas de restauração florestal em áreas de preservação permanente e reserva legal. O retorno socioambiental proporcionado por esse curso é a melhorias das condições para um desenvolvimento sustentável. O curso apresenta todos o processo desde os conceitos, o desenvolvimento de um projeto de restauração, as técnicas e estratégias de restauração florestal, até a avaliação e monitoramento da restauração.” 

Com 40 horas-aula de duração, o curso oferece material didático digital, como livros e vídeos. Ao final da capacitação, os alunos recebem um certificado de conclusão. Para mais informações sobre este e outros cursos oferecidos pela Universidade Online de Viçosa, acesse www.uov.com.br

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro. 

Segue até esta quarta-feira (20), o prazo para as inscrições do Curso de Atualização em Energias do Biogás, promovido integralmente a distância pelo Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás). A capacitação tem carga horária total de 110 horas e é promovida em parceria com a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH).

A iniciativa é importante para os interessados em aprofundar seus conhecimentos no tema, visto que a carência de mão de obra qualificada continua sendo um dos principais problemas encontrados pelo setor das energias alternativas no Brasil. Mesmo com a crise econômica enfrentada pelo País, o mercado do setor deve continuar sua expansão ao longo dos próximos anos, conforme explica Iara Bethania, designer instrucional do CIBiogás

“Diferente de outros mercados que tem sofrido com a crise, o mercado de energias renováveis continua crescendo e demonstrando seu potencial. É fundamental que os profissionais invistam na atualização de seus currículos. O curso de Atualização em Energias do Biogás é uma oportunidade para que esses profissionais adquiram esses conhecimentos. O curso tem duração de três meses e carga horária de 110 horas. Todas as aulas são disponibilizadas em um ambiente virtual de aprendizagem e isso possibilita que o aluno realize todas as atividades a distância”. 

De acordo com pesquisa divulgada pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o Brasil já é o segundo país do mundo que mais cria vagas relacionadas à energia limpa, empregando quase 900 mil pessoas nesta área. Outras informações sobre o Curso de Atualização em Energias do Biogás podem ser obtidas pelo site www.cibiogas.org.

Conteúdo produzido por João Mota sob a supervisão de Vacy Alvaro.

A extração ilegal de madeira é um grande problema enfrentado pelo Brasil atualmente. Estima-se que mais de 70% da madeira tropical comercializada no País venha de fontes envolvidas com irregularidades. O comércio criminoso do recurso, por sua vez, cria uma competição desleal com aqueles que produzem legalmente.

Pensando no problema, a Bolsa de Valores Ambientais BVRio - plataforma que negocia créditos de carbono entre empresas - criou um sistema capaz de cruzar diversos bancos de dados sobre produtores e transportadoras de madeira, dando mais segurança para compradores e fornecedores.

A  Plataforma Madeira Legal Rastreada contém informações sobre multas do Ibama, listas sobre indícios de trabalho escravo no local da extração, licenças de produção, volume de espécies valiosas em determinadas regiões, e imagens de satélite. Ao utilizar o sistema, compradores e fornecedores conseguem identificar riscos em seus negócios e a origem da madeira comercializada. É o que explica Maurício Moura Costa, diretor do Instituto BVRio

“Desenvolvemos um sistema que auxilia o comprador da madeira, desde que tenha a documentação da madeira ou dos produtos madeireiros a verificar se aquela madeira é efetivamente de uma origem legal. Se não houve nenhum problema na sua exploração, na transformação e na comercialização".

A plataforma é também uma ferramenta de apoio para garantir a sustentabilidade florestal, como diz o diretor: 

“O que a gente espera com esse aplicativo, é que ele venha auxiliar aqueles produtores que atuam em conformidade com a lei a se diferenciar daqueles produtores que abusam ou que fraudam o sistema. A exploração madeireira, o manejo madeireiro sustentável é fundamental para a preservação da floresta, para você ter um valor, uma cadeia econômica com valores na floresta, auxiliando assim a sua exploração sustentável. A partir do momento que você tem fraudes acontecendo, toda essa cadeia produtiva acaba sendo ameaçada, os compradores passam evitar o produto madeireiro como alternativa e buscam outros produtos substitutos, afetando assim a sustentabilidade da floresta".

Para conhecer mais sobre a plataforma acesse www.bvrio.org

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Alvaro.


Agora agricultores e produtores de todo o Brasil poderão saber de forma clara e precisa onde estão e quais são as técnicas utilizadas nas unidades de produção de biogás próximas de sua região. O BiogásMap, aplicativo lançado recentemente, permite que o usuário filtre as informações de acordo com o porte da unidade, estado, município ou fonte de substrato.

A ferramenta virtual foi desenvolvida em parceria pelo Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás (CIBiogás), Fundação Parque Tecnológico Itaipu (por meio do Centro Internacional de Hidroinformática), com apoio do Projeto Brasil-Alemanha de Fomento ao Aproveitamento Energético de Biogás no Brasil (PROBIOGÁS). 

O objetivo da inovação é apoiar o desenvolvimento do setor brasileiro de biogás por meio da divulgação de informações referentes a temas como potencial de produção; unidades de produção existentes; tecnologias disponíveis; e projetos de pesquisas e desenvolvimento.

O avanço do biogás na matriz energética brasileira para diferentes finalidades foi essencial para o desenvolvimento do software, conforme explica Felipe Marques, consultor de mercado do CIBiogás:

“A ferramenta surgiu da necessidade de distribuir o resultado energético brasileiro em todo o território. Como o biogás é produzido através de biomassa residual, num processo biológico de digestão, ele tem muita relação com a questão socioambiental, questão socioeconômica e condições ambientais para alterações das unidades. Quando a gente mostra que o biogás é produzido em todo território brasileiro, para diferentes fins energéticos e com sucesso em diferentes portes, nós demostramos o quanto a economia do biogás avançou nesses últimos cinco anos. É muito importante mostrar essa distribuição no território para demonstrar a robustez desse mercado."

O consultor também fala da importância do aplicativo para o incentivo à produção de biogás: 

“O retorno para o produtor é especialmente segurança. Quando ele percebe que existe mais de 150 empreendimentos usando o biogás diariamente.  O dia-a-dia de cada unidade dessas consomem o biogás, independente do fim energético, independente do porte de produção. Com essa realidade demonstrada na ferramenta, ele consegue ficar mais seguro de que existe uma cadeia de suprimentos e materiais disponíveis para atendê-lo”.

Como o tema biogás está em constante atualização, o aplicativo ainda poderá ser modificado conforme surjam novas necessidades, segundo Fagner Bitencourtt de Oliveira, analista de sistemas do CIH e um dos desenvolvedores da plataforma:

“O legal de criar uma ferramenta com essas características é o suporte que a gente com o software livre. As ferramentas de software livre permite que a gente não precise criar uma solução completamente do zero, existe tecnologias que favorecem a criação de mapas. Esse conjunto de ferramentas que utilizadas pelo CIH, elas são altamente disseminadas, são tecnologias testadas, tecnologias que permitem que o código seja auditado. Ou seja, você não comprou um produto somente terminado, como por exemplo você comprar um produto industrializado e não sabe como aquilo é feito. Com o software livre acontece diferente, além de você ter um produto final, que é software rodando na web e você podendo acessar, você ainda tem a fórmula do software disponível, podendo saber como aquilo foi feito.”

O BiogásMap está disponível gratuitamente e pode ser acessado pelo endereço mapbiogas.cibiogas.org Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Álvaro. 

Alunos e professores da UNESP tiveram projetos aprovados para a apresentação do 21º Simpósio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, realizado em Brasília entre os dias 22 e 27 de novembro. O evento é o  principal do gênero no país e teve como tema este ano 'Segurança Hídrica e Desenvolvimento Sustentável: Desafios do conhecimento e da gestão'. Conversamos durante o encontro com Thaís Tineli Marangoni, mestrando em Recursos Hídricos da UNESP em Ilha Solteira que adiantou pontos do seu projeto inédito que enfocam sistemas de captação de chuvas em paredes de edifícios:

“O objetivo do projeto é captar água de chuva em edifícios. Na verdade, o primeiro pensamento dele é captar água de chuva em paredes. Hoje existe a capacitação de água em telhados, mas a qualidade dessa água é muito pior de a água captada em paredes. Já existe a captação de água em telhado, mas a qualidade dessa água é pior do que a qualidade da água captada em paredes. Porque você tem a poluição difusa, a poluição que fica no telhado. Em algumas pesquisas que eu realizei a gente consegue verificar que a poluição difusa ela se encontra em até um metro de altura da parede, depois ela é muita diminuída. Então, se você pega paredes de grandes edifícios, a poluição ali é bem menor.  Além que em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro, que tem muitos prédios  e a área de telhados é bem menor do que as áreas de paredes.” 

A pesquisadora ainda desconhece os desafios do sistema:

“Nós sabemos ainda qual será o sistema que a gente vai empregar. O objetivo é desenvolver um sistema que seja eficiente pra isso. Principalmente porque as chuvas são sempre dotadas de vento e essa água é jogada contra as paredes dos edifícios. Então devemos criar um sistema que não sabemos como ainda, que é o objetivo da pesquisa na capacitação de água.”

Thaís destaca a originalidade da pesquisa:

“Fiz uma busca e até hoje é ainda não encontrei nenhum trabalho que fizesse isso. Não temos nem noção da quantidade que vamos conseguir, mas é uma a suspeita que a quantidade seja razoável. Pelo menos maior que a quantidade em termos de metros quadrados mais ou menos igual a do telhado. E como a área é maior é possível captar uma maior quantidade água.” 

Renato Coelho para o podcast UNESP. 

*A Web Rádio Água e o Podcast Unesp - projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos.


Segundo dados do Ministério das Cidades (2013), mais da metade da população brasileira não possui acesso às redes de coleta de esgoto e somente 39% do esgoto gerado no País passa por um tratamento adequado. A água tratada não é realidade para 35 milhões brasileiros e mais de 5 milhões não têm banheiros em suas residências. Para completar o caos, 37% da água potável é perdida em vazamentos, instalações irregulares ou problemas de medição.

Com base nesses números preocupantes, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estabeleceu que o Saneamento Básico será tema da próxima Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016. O lançamento oficial da ação ocorre no ano que vem, durante o período da Quaresma.

Toninho Evangelista, secretário executivo da campanha da Fraternidade na Regional Sul I, explica que a campanha é uma forma de trazer o tema para uma discussão mais ampla: 

“Para nossa tristeza, a maioria da população não consegue associar, diretamente, a falta de saneamento básico à uma série de intercorrência em relação à saúde, relação as questões sociais. Por isso, sensibilizar a sociedade, para que possa cobrar, para que possam atuar nos conselhos de direto, sensibilizar os municípios, afim de que cumpram a legislação, que apresentem planos sobre os resíduos sólidos de seus municípios, estimular a conversa para além do espaço municipal. Isso é um grande desafio, considerando que as autoridades politicas pensam a partir dos processos eleitorais”. 

O secretário também comenta sobre o diferencial da campanha do próximo ano, que envolve a participação de lideres de diferentes religiões e setores de importância social: 

“Essa  não é uma tarefa que somente o poder público institucional politico dará conta. Essa é uma tarefa que vai além disso. Então, para resolvermos a questão do saneamento básico, vamos ter envolvimento das igrejas, das instituições, do terceiro setor, dos institucionais políticos, afim de se comprometer com essa realidade de morte”.

Com o tema “Casa Comum, Nossa Responsabilidade”, o objetivo geral da Campanha da Fraternidade Ecumênica será o de assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas, partindo de políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa casa comum, o Brasil. 

Escrito por João Mota com a supervisão de Vacy Álvaro. 

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