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MUNDO ÁGUA

João Mota

João Mota

De acordo com o Banco Mundial, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos  produzidos anualmente para o consumo humano é perdido ou desperdiçado em todo o mundo. Como reflexo desta situação, 842 milhões de pessoas ainda passam fome no planeta.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), estima-se que 6% dessas perdas estão na América Latina e Caribe, onde anualmente cerca de 15% de toda a sua produção é desperdiçada. 

Apesar de atualmente a região produzir o suficiente para alimentar todos os seus habitantes e quebrar ano a ano recordes de produção, a excessiva exploração dos recursos naturais pode representar uma preocupação para o meio ambiente e as futuras gerações, conforme alerta o engenheiro agrônomo Carlos Biasi, oficial nacional da FAO na região sul do Brasil:

“As projeções para o ano de 2050 demonstram que haverá a necessidade de se produzir 60% mais de comida, 50% mais de energia e 40% mais de água. Então isso exige de cada um de nós uma ação diferenciada, uma ação mais presente no dia a dia sob pena de que as nossas gerações futuras não possam não ter disponibilidade de alimentos saudáveis. Hoje existem diversos estudos que demonstram que a produção de alimentos sintéticos, de alimentos semelhantes à rações, utilizadas para animais, que vem sendo consumidos por seres humanos. Isso é uma situação que precisamos reverter. Além disso as demandas cada vez maiores de alimentos também acabam afetando o meio ambiente, e o fruto das mudanças que ocorrem na biodiversidade tem apresentado situações extremamentes preocupantes. Nós podemos afirmar que isso tudo está diretamente relacionado às mudanças climáticas. Essas mudanças são consequências da falta de cuidado nosso com o meio ambiente, com a preocupação de produção independente dos cuidados ambientais e isso afeta todos nós.”



Mais da metade do desperdício dos alimentos ocorre na fase inicial da produção, manipulação, colheita e armazenagem, conforme explica Biasi. Ele também ressalta que a solução do problema deve abranger todas as esferas sociais:

“ A FAO tem buscado tomar uma série de medidas junto aos países para que essa situação (desperdício alimentar) seja revertida. Mas além dos países, a necessidade de que cada pessoa, cada morador desse planeta tome efetivamente medidas no sentido de buscar reduzir essas perdas e desperdícios alimentares. É importante ressaltar que 54% do desperdício ocorre no inicio da produção, da manipulação, no armazenamento e da colheita. E que 46% ocorre nas etapas de processamento, distribuição e consumo. Então, além da ação individual nossa de cada dia, há necessidade de que também as instituições, as empresas, além dos governos, tomem atitudes no sentido de reduzir essa perda alimentar.”

De acordo com a FAO, os alimentos despediçados seriam suficientes para alimentar dois bilhões de pessoas. Todas as pesquisas desenvolvidas pela organização estão disponíveis no site www.fao.org.br .


Curitiba (PR) passou a incluir sistemas de aquecimento solar na construção de moradias consideradas populares. Este é o primeiro condomínio popular da cidade construído neste padrão, que faz parte das novas exigências do programa “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal.

Diferente do sistema de placas fotovoltaicas - em que é possível produzir energia elétrica - as placas solares para aquecimento apenas aproveitam o calor do sol para esquentar a água. Neste primeiro momento, 66 casas estão sendo beneficiadas com o equipamento no Conjunto Moradias Nilo, localizado no bairro Alto Boqueirão.

O engenheiro João Carlos Vianna, diretor técnico da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (COHAB), explica o funcionamento do aparelho e ressalta a economia proporcionada:

“Nós estamos agora utilizando o aquecimento solar, com placas de aquecimento, que são constituídas por serpentinas que passam por entre essas placas, e depois por um reservatório superior e depois do reservatório vai direto para o chuveiro. É ai que ocorre uma grande economia para as famílias que nós atendemos. O sistema vai gerar uma economia de 50% no gasto de energia, pois o chuveiro é o sistema que mais gasta dentro de uma residência. Então quando a gente utiliza a energia solar para aquecer a água, nós estamos deixando de ultilizar o chuveiro que é o grande consumidor. O custo deste sistema na construção total da casa, gira em torno de 4 à 5%. Todas as casas que vamos construir através do “Minha casa, Minha vida” aqui em Curitiba, vão utilizar desse sistema, que na verdade é uma norma do programa e que nós temos que atender. E vamos fazendo, depois gradativamente a implantação em todos os nosso projetos.”

Outro diferencial do projeto é o modelo de construção aplicado, que ao invés de tijolos comuns, tem a sua estrutura elaborada em wood frame (ou molduras de madeira). Neste formato, a fundação é feita em concreto, as paredes são erguidas através de painéis prontos e garrafas PET são utilizadas como isolante térmico e acústico.

Já está em vigor no Brasil o sistema de bandeiras tarifárias. A medida adotada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai encarecer as contas de luz da maior parte do país em virtude de fatores como a atual escassez de recursos hídricos e a utilização mais recorrente de fontes termelétricas.

Com a exceção de Amapá, Amazonas e Roraima - estados que ainda não integram o Sistema Interligado Nacional (SIN) – a bandeira tarifária vermelha será imposta em todo o País, acarretando um custo adicional de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora utilizado.

O sistema ainda conta com outras duas bandeiras: verde – que indica custos baixos para a geração de energia e sem acréscimos naquele mês – e amarelo – que representa um sinal de alerta para a região e, neste caso, uma taxa de R$ 1,50 será cobrada para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A Agência Nacional sinalizará antecipadamente qual será a bandeira adotada no mês seguinte em cada região, conforme explica o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino:

“As bandeiras tem a finalidade de sinalizar o custo da energia elétrica para que o consumidor tenha consciência deste custo e reagir usando a energia de maneira racional. No caso da bandeira vermelha significa que o consumidor vai pagar um adicional em função do custo da energia estar mais alto e isso leva à racionalização da energia elétrica. Os valores serão sempre os mesmos para as bandeiras tarifárias, ou seja, se a bandeira permanecer verde o ano todo não terá acréscimo no valor da energia. Se ficar amarela o tempo todo, será o mesmo valor durante o ano todo e vermelha idem. Ela só vai alternar se o regime hidrológico, se a condição de geração for mais ou menos favorável ao longo do ano.”

Dentro do sistema existe a possibilidade da adoção de bandeiras de cores diferentes entre os subsistemas, dependendo das condições dos reservatórios das usinas hidrelétricas de cada região. A expectativa é que a região Sul, no decorrer do ano, fixe bandeiras tarifárias mais brandas por apresentar índices menos críticos em relação ao restante do País.

Sensibilizar a comunidade quanto à importância da água no cotidiano social e no incentivo à adoção de atitudes responsáveis para conservação deste recurso natural. Este é o objetivo da capacitação “Água em curso", promovida pelo Projeto "Água: conhecimento para gestão", desenvolvido por meio de um convênio entre a Agência Nacional de Águas (ANA), Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Itaipu Binacional.

Ao todo são 400 vagas ofertadas gratuitamente. Os interessados devem se inscrever até a próxima segunda-feira. Já para aqueles que desejam ampliar o entendimento sobre as atribuições e responsabilidades de um comitê de bacia, uma opção é participar do curso "Comitê de bacia: o que é e o que faz?". Também gratuito e com 120 vagas, as inscrições para este curso devem ser realizadas até o dia 18 de janeiro.

De acordo com Alexandra da Silva, gerente do projeto, os cursos têm como foco a capacitação de cidadãos brasileiros e de outros países latinoamericanos em prol da boa gestão de recursos hídricos:

“Temos atuado de forma à divulgar essas vagas para um público de comitês e profissionais que atuam com a gestão de recursos hídricos, e também trabalhamos com a questão de jovens e adolescentes, como é o caso do “Água em curso”. O ano de 2015 será um ano de muito trabalho e de muitas oportunidades para quem quer participar e fazer esses novos cursos. Serão 34 cursos, aproximadamente 13.950 vagas ofertadas durante o ano e  9 cursos novos, alguns em espanhol. As oportunidades são constantes, a cada semana, possivelmente, nós teremos turmas e inscrições disponíveis.”

Os cursos são oferecidos gratuitamente no formato semi-presencial e na modalidade de ensino a distância (EAD). Ao concluírem as atividades, os alunos receberão certificado. Para saber mais informações sobre os cursos e prazos de inscrições, acesse o site www.aguaegestao.com.br .

Disseminar os resultados de pesquisas científicas relacionadas à sustentabilidade, com destaque para o seu caráter jurídico e condição de direito fundamental. Este é o principal objetivo da Revista Direito à Sustentabilidade. A primeira edição da revista foi lançada em dezembro no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e está disponível nas versões impressa e eletrônica.

A publicação é organizada pelo curso de Direito da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), campus de Foz do Iguaçu (PR), e conta com o apoio da Itaipu Binacional, por meio de sua Diretoria Jurídica. A periodicidade será semestral e surgiu do compartilhamento da visão de um futuro sustentável na região por partes de ambas as instituições.

Cesar Ziliotto, diretor jurídico da Itaipu Binacional, comenta a importância da iniciativa para o desenvolvimento sustentável da região e a unificação do conhecimento intelectual sobre as respectivas áreas:

“A revista Direito à Sustentabilidade é uma iniciativa da Unioeste com o apoio da Itaipu, o objetivo é permitir que a Unioste tenho um meio de divulgação dos artigos e da produção jurídica de seus alunos e de seus professores. Com isso pode aumentar portanto a disseminação desse ensino por toda a sociedade e interagir recebendo artigos de outras instituições e colaboradores, e com isso criar uma massa crítica de Direito na região”.

A segunda edição da Revista Direito à Sustentabilidade está prevista para ser lançada em julho de 2015. O prazo para submissão de novos artigos para encerra no dia 15 de abril. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

O VIII Fórum de Educação Ambiental promoveu em Belém (PA) debates nacionais e panamazônicos sobre o papel da educação ambiental na formação de valores e na ação social de indivíduos. O evento realizado em dezembro, teve como objetivo criar mecanismos de maior divulgação por meio da consolidação de experiências desenvolvidas em diversos contextos.

O Fórum tem sido um importante espaço de reflexão, articulação e convivência entre educadores ambientais, contribuindo para fortalecer as redes de ação que atuam em múltiplos ambientes como universidades, empresas, poder público e organizações não governamentais, conforme esclarece Fidelis Paixão, professor e pesquisador do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (UFPA).

“O fórum conseguiu promover uma interação entre as diferentes redes, através das jornadas temática que aconteceram, ele deu um norte, foi um momento de redefinição do projeto político da REBEA (Rede Brasileira de Educação Ambiental). Que expressou através da carta de Belém, que foi o documento formal descutidos entre os facilitadores, e aprovado na plenária final do fórum. Esse documento contém a visão do panorama geral, da conjutura, as reinvidicações e as propostas dos educadores ambientais e da REBEA para o governo, para sociedade através dos seus diversos setores, interagirem e promoverem diversas mudanças e uma agenda de ações em torno das temáticas ambientais no Brasil.”

O evento proporcionou a interação, participação, troca de experiências e fortalecimento das 50 Redes de Educação Ambiental que fazem parte da malha da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), além dos fóruns coletivos de países que abrangem a região amazônica que atuam na área. A iniciativa também possibilitou a sensibilização para a questão ambiental, por meio de socialização de conhecimentos científicos e o estímulo para a implementação de políticas públicas nacionais e internacionais.

Também conhecido como “reino das águas”, o Pantanal está localizado no coração da América do Sul, uma região peculiar não só pelas suas belezas naturais como também pelo papel que desempenha na conservação da biodiversidade. 

No bioma já foram identificadas mais 3.500 espécies de plantas e 1.200 espécies de animais como peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Responsável pela maior área úmida continental do planeta, o Pantanal ocupa parte dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estendendo-se pela Bolívia e Paraguai. 

Mesmo com 60% de sua área em território brasileiro, a preservação do Pantanal deve ser responsabilidade dos três países de sua área de abrangência. De acordo com César Sampaio da Silva, coordenador do Programa Cerrado Pantanal da WWF Brasil, essa integração pode ser feita de forma sustentável:

“Existem soluções para o desenvolvimento sustentável numa região como o Pantanal. Uma delas é a questão adaptativa das famílias que habitam e criam gado na região. Outra solução é manter preservadas as áreas de cabeceiras, entender que essa dinâmica planalto e planície, Cerrado e Pantanal, ela deve ser percebida e devem ser preservadas. Então, esta dependência das águas do Pantanal precisam ser captadas pelos tomadores de decisões,  pelos governos, pelos setores produtivos etc. Entender que estas áreas são importantes para a preservação e devem ser mantidas para garantir o fluxo de água e o fluxo biológico na região do Pantanal”.

Um fator relevante do Pantanal é a sua relação direta com o Cerrado, pois suas nascentes estão localizadas na área de abrangência deste outro bioma, conforme explica Júlio César Sampaio: 

“O Pantanal é extremamente dependente do Cerrado, essa ligação vem em função das águas que nascem nas cabeceiras, localizadas no Cerrado, e descem através dos rios para a planície pantaneira, como é chamada. É uma área extremamente plana, onde no periodo da chuva ela se inunda com essas águas que vem das cabeceiras e em função da baixa declividade, por ser uma área extremamente plana. Essa água demora para escoar desta região, geralmente as águas que caem nas cabeceiras demoram de 3 a 4 meses para chegar a foz do rio Paraguai. Então esta água vai coando lentamante e isso cria toda uma dinâmica, bem característica do Pantanal, ou seja, essas águas são carregadas de nutrientes, renovando a vegetação nos períodos das secas. Essa água tem a função importante de trazer estes nutrientes para a região de planície.”

Dada a sua importância, o Pantanal foi decretado Patrimônio Nacional pela Constituição de 1988 e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pelas Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000. 

Já imaginou ter uma fonte de energia renovável em sua casa? Isso já é possível e guias interativos podem te ajudar nesta missão. O Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas da América Latina (Ideal), por exemplo, lançou uma cartilha que mostra que isso pode ser mais fácil do que se imagina.

A publicação "Como faço para ter energia eólica em minha casa?" é inédita e informa sobre tipos de microgeradores eólicos e traz um passo-a-passo sobre os procedimentos para a conexão à rede de equipamentos instalados em residências ou estabelecimentos comerciais.

Com linguagem simples e ilustrações, o material educativo também esclarece dúvidas relacionadas ao sistema de compensação de energia, em vigor desde 2012 por meio da resolução nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O guia foi elaborado com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável. Paula Scheidt, gerente de projetos do Instituto Ideal, destaca que estas publicações são importantes para divulgar e facilitar o entendimento sobre as fontes renováveis de energia:

“ A cartilha sobre energia eólica tem como objetivo divulgar um pouco esta tecnologia do microgeradores eólicos, que podem ser conectados à rede, assim como o sistema fotovoltaico. O Instituto Ideal vem trabalhando com material educativos nessa linha desde 2010. Nós tínhamos duas cartilhas na área de solar fotovoltaica que explicam como que é o sistema de compensação de energia e a normativa que permite a conexão na rede dos sistemas. Nesse ano decidimos entrar na questão eólica que tem alguns detalhes técnicos, algumas questões que são mais complicadas para o  consumidor final. Queremos dar essa orientação geral para que ele tenha um resultado que atenda a sua demanda de quando ele escolheu a tecnologia (entre a solar e a eólica), então ele pode ter uma noção muito por cima da diferença entre as duas tecnologias. Esse foi o nosso objetivo para criar esse material.”

Com uma tiragem de vinte mil exemplares, o material será distribuído para instaladores de sistemas de microgeração de energia, e para instituições de ensino que poderão solicitar o material por meio do site. A versão digital da cartilha está disponível no site www.institutoideal.org.





A Secretaria-Geral da Presidência da República divulgou a lista dos 12 municípios finalistas da segunda edição do Prêmio Cidade Pró-Catador. A iniciativa busca incentivar, valorizar e dar visibilidade a práticas que contribuam para a implementação de políticas de inclusão social e econômica de catadores de materiais recicláveis.

Ao todo, 85 cidades participaram desta edição do prêmio, que será entregue em dezembro durante a Expocatadores 2014, que será realizada em São Paulo (SP). De acordo com Daniela Metello, coordenadora do Comitê Interministerial de Inclusão dos Catadores de Materiais Recicláveis da Secretaria-Geral da Presidência da República, a ação é importante para promover a troca de experiência desenvolvidas no setor:

“O Prêmio Cidade Pró-Catador foi criado no ano passado com o intuito de valorizar as experiências municipais de incrementação da política nacional de resíduos sólidos com a inclusão dos catadores de materiais recicláveis. Com isso valorizamos estas experiências, damos visibilidade e servem de exemplos para outros municípios. Passamos a ter mais informações sobre estes municípios que estão incrementando a Política Nacional de Resíduos Sólidos com a inclusão dos catadores de materiais recicláveis.”

Algumas cidades já adotam políticas que possibilitam a inclusão de pessoas de baixa renda, contribuindo dessa maneira para a redução dos índices de extrema pobreza no País. A iniciativa também busca estabelecer parcerias entre cooperativas de catadores e prefeituras. E essas ações, segundo Daniela Metello, que serviram para eleger as cidades finalistas:

“ Os critérios para eleger as finalistas e depois as vencedoras, tem a ver justamente com a inclusão social econômica desses catadores de materiais recicláveis e suas relações com os municípios. A qualidade de vida desses catadores, a renda, a inclusão social e econômica como um todo. A sustentabilidade da experiência, a replicabilidade - se é possível incrementar estas experiências em outros municípios - critérios de inovações - quais foram as inovações do corpo técnico do município pensou para conseguir realizar estes trabalhos? - a integração com outras políticas públicas – por ser um público muito vulnerável - então, toda a questão de assistência social, de saúde, de elevação de escolaridade, acesso a moradia. Temos exemplos de municípios que olharam para esse público como um público que precisa de assistência em vários aspectos, até a sua autonomia enquanto cidadãos e prestadores de serviços dos municípios. Na verdade o que a Politica Nacional (de Resíduos Sólidos) fala e o que a gente fomenta desde o Governo Federal é que estes catadores sejam incluídos no sistema formal de limpeza pública do município.”

Além de todo o reconhecimento público, os vencedores do Prêmio Cidade Pró-Catador receberão R$120 mil para o desenvolvimento de projetos conjuntos entre prefeituras, cooperativas e associações de catadores. Esse recurso - financiado pela Fundação Banco do Brasil - deverá ser aplicado em ações que objetivam a melhoria da coleta seletiva solidária já existente.

A busca por soluções que promovam o desenvolvimento sustentável é uma preocupação global. A falta de chuvas e o aumento das tarifas vem impulsionando os consumidores brasileiros na busca por outras fontes de energia como eólica, solar.

O processo de conversão da energia solar utiliza células constituídas de elementos semicondutores, como por exemplo o silício. Quando a luz do sol incide sobre este material, os elétrons se movimentam e permite que flua uma corrente elétrica. O sistema solar fotovoltaico é diferente do sistema coletor solar térmico, no qual os raios solares são utilizados para gerar calor e aquecer a água em residências, por exemplo.

No Brasil a energia fotovoltaica é uma excelente opção na geração de energia limpa. Nos últimos cinco anos, o setor deu um salto de proporções consideráveis no Brasil. Porém, um dos problemas ainda está na formação de profissionais qualificados para atuar nesta área, conforme explica Fabbio Vemgiz Lobo, diretor executivo do grupo Ambiente e Energia:

“O potencial da geração de energia solar no Brasil é muito grande, a tecnologia esta cada vez mais acessivel, só que ainda pouco conhecida pela população de uma maneira geral, e também por profissionais que querem trabalhar com isso. Falando um pouco das oportunidades de trabalho, para se ter uma ideia, o Brasil tem este potencial solar imenso, mas com pouca gente atuando neste mercado, seja como consultor ou representante. Já temos iniciativas de fábricas brasileiras vendendo os painéis e fábricas estrangeiras querendo entrar no mercado para aproveitar a oportunidade. Mas o grande gargalo está na questão da mão de obra, hoje quem quer trabalhar com a solar, independente de estar no Rio de Janeiro ou São Paulo, o Brasil todo é um mercado muito potencial. E indiferente das grandes cidades, há a falta de profissionais.”

Se você está interessado em se profissionalizar na área, o Portal Ambiente e Energia disponibiliza vagas para o curso presencial de “Energia Solar Fotovoltaica – desenho, aplicações e oportunidades do mercado brasileiro”, que será realizado nos dias 26 e 27 de novembro, em São Paulo (SP).

A capacitação é direcionada para engenheiros, arquitetos, técnicos, eletricistas, projetistas, empresários e demais profissionais interessados em entender como funciona a tecnologia. Para saber sobre este e outros cursos da área de energia e sustentabilidade  acesse: www.ambienteenergia.com.br.







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