Logo Web Radio Água

Você está aqui:Início/MUNDO ÁGUA/Vacy Alvaro

MUNDO ÁGUA

Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

WebSite:

Após dois anos de estudos, testes, pesquisas e ensaios, já está no ar o primeiro podcast dedicado exclusivamente ao setor elétrico: o Papo de Eletricista. A produção do programa faz parte da rotina diária do eletricista Bruno Silveira Amorim, morador da cidade mineira de Patos de Minas.

Bruno Eletricista, como é popularmente conhecido, tem 5 anos de experiência como eletricista predial, e iniciou o projeto após se sentir incomodado por não haver, na internet brasileira, um programa voltado para o entretenimento técnico, que utilizasse de uma linguagem simples e que falasse sobre temas atuais.

Segundo Bruno, o objetivo do podcast é compartilhar informações e conteúdos técnicos de alta qualidade para profissionais, estudantes e entusiastas do setor elétrico:

"O nosso objetivo é informar e entreter o profissional eletricista, meus colegas de trabalho, com várias informações. Nós pegamos o Papo de Eletricista e ramificamos em cinco linhas de trabalho diferentes; Três delas estão no ar: o podcast semanal, que vai ao ar sábado, que a expectativa é trazer um entrevistado e tentar extrair o máximo dele naquele assunto específico que atua. Para ficarmos mais próximos do nossa público e ter uma interação maior, criamos o Podcast Matinal e o Podcast Extra. O Matinal, de segunda a sexta-feira (geralmente entre 6h30 e 7h já está no ar), eu apresento de cinco a seis notícias principais, das últimas 24 horas. Em menos de 10 minutos, tem uma panorâmica de vários temas do nosso setor. E o Podcast Extra, é um podcast que faço com algum convidado, que me ajuda a produzir aquele conteúdo e falamos sobre um assunto específico, mas que foge um pouco do perfil da entrevista de sábado. 'Pegadas' diferentes, mas sempre a ideia é: público final é o eletricista, e sempre com convidados aqui comigo, via Internet ou via telefone, com profissionais de praticamente o Brasil todo”. 


Entre as ações previstas pelo Papo de Eletricista está uma série especial sobre as principais instituições e órgãos responsáveis pelo setor elétrico nacional: 

“Iremos abordar as instituições e órgãos do Brasil que tomam conta do setor elétrico. Serão cinco episódios, que falaremos sobre a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Câmara de Comercialização, Ministério de Minas e Energias, Operador Nacional e Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Então contaremos aos eletricistas a importância de cada órgão desses e como ele pode interferir no seu dia a dia. É uma série com entrevistas, bate-papos e várias coisas”.

Para conhecer mais sobre o projeto, acesse o site www.papodeeletricista.com.br

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR), está sediando um encontro com autoridades de diversos países e representantes de instituições ligadas ao sistema da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo do evento é discutir possíveis contribuições para a melhoria da gestão dos recursos hídricos no mundo, e sua relação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030.

Os países representados no evento integram a recém-criada Rede Global de Gestão Participativa da Água. O órgão congrega iniciativas premiadas pela ONU-Água com o Water for Life, iniciativa que reconhece as melhores práticas de gestão da água. Entre elas, o Programa Cultivando Água Boa (CAB), promovido pela Itaipu Binacional. 

O objetivo desta rede global é divulgar essas práticas e estimular outras iniciativas de proteção e conservação dos recursos hídricos com participação social em todo o mundo. Durante a solenidade de abertura do encontro, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, destacou a importância das ações que visem a preservação ambiental, sobretudo dos recursos hídricos:

“Tudo é possível substituir, mas tem uma coisa que não tem 'backup': o Planeta Terra. E isso é de responsabilidade nossa, de podermos levar as boas práticas e ideias no sentido de poder mostrar para a humanidade, em primeiro lugar, o quanto foi maltratada a nossa casa (o que precisamos fazer para recuperar), mas ao mesmo tempo mostrar caminhos que possibilitem fazer essa convivência harmônica do desenvolvimento, geração de emprego e renda, possibilidade de trabalho, mas também preservar o meio ambiente, especialmente a água. E ao poder aqui reunir as melhores práticas do mundo, nessa ação que a ONU vem desenvolvendo há tantos anos, no sentido de poder mexer com mentes e ideias de toda a população do planeta. Se não tivéssemos mudanças radicais (e ainda precisamos alterar muita coisa), estávamos caminhando para um suicídio coletivo. Aí por meio de mentes do bem, destas últimas cinco décadas, já vemos o despertar da nova juventude, das novas gerações, conceitos complemente diferenciados daqueles que haviam sido praticados há tempos atrás”. 

O intercâmbio de experiências e tecnologias bem-sucedidas internacionalmente foi ressaltado pelo diretor paraguaio de Coordenação da Itaipu Binacional, Pedro Domaniczky. A expectativa é que dessa maneira elas possam se fortalecer e serem replicadas em outras localidades. 

“É um orgulho para a Itaipu poder contribuir e servir como palco para essas ações e essa formação global. Realmente essa é uma problemática global e hoje reunimos ações para a implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que nos dão uma linha muito clara para trabalharmos ações e iniciativas participativas na gestão da água”. 

Também participam do evento diversas autoridades ligadas à ONU, como o secretário da ONU-Energia, Ivan Vera; o coordenador regional do Programa Hidrológico Internacional da Unesco, Miguel Doria; o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic; e o oficial da Cepal, Rene Salgado. 

O encontro é organizado pela Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas (REBOB), com patrocínio da Itaipu Binacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); colaboração do PHI-UNESCO, FAO, e PNUD; e apoio institucional da Agência Nacional de Águas (ANA). 

Um grupo de estudantes do curso de Cinema da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR), está buscando recursos para a produção do documentário “Catadora”, cujo principal objetivo é destacar a importância do trabalho dos agentes ambientais perante à sociedade. 

A ideia inicial dos acadêmicos era mostrar como funciona todo o processo de reciclagem dentro de uma cooperativa, detalhando etapas como tratamento, pesagem e comercialização. Entretanto, após iniciar as pesquisas, o grupo optou por explorar as histórias de vida das mulheres que desenvolvem essa atividade na região Oeste do Paraná. O estudante Charles Izaquiel comenta sobre o projeto:

“Fui percebendo que a reciclagem de resíduos sólidos é bem mais que saber onde vai cada material. Por trás disso existem pessoas com histórias bem mais comoventes, e que por trás destas histórias seria mais fácil conscientizar a sociedade de Foz do Iguaçu. Primeiramente é conscientizar a população e a sociedade em si que a profissão de catador de material reciclável é uma profissão reconhecida e que deve ser respeitada assim como qualquer outra profissão. Estamos tentando trabalhar com essa conscientização, tanto da valorização do catador em si, como do processo de separação dos materiais. Porque não adianta você entender e reconhecer o catador se você não faz tua parte. É a partir daí que estamos tentando conscientizar também e de alguma forma trazer a discussão para a sociedade. Mostrar que, a partir do momento que você separa o seu reciclável, está gerando renda, facilitando o trabalho do catador, e também tentar dialogar com o poder público para dar mais condições. Nós temos a bandeira que coleta seletiva sem catador é lixo”. 

O estudante também ressalta a necessidade da união de esforços visando a preservação ambiental:

“Devem estar catadores, sociedade e poder público juntos pensando e cada um fazendo a sua parte, para que, no futuro, não nos deparemos com situações que não possam ser revertidas. O meio ambiente está necessitando de atenção agora para depois não chegar a uma situação não possa ser revertida”.

O grupo de sete estudantes faz parte da produtora experimental Mexerica Filmes e tem como meta arrecadar R$ 3 mil para o desenvolvimento do documentário. 80% deste valor é correspondente ao aluguel de equipamentos. 

As contribuições podem ser realizadas a partir de R$10 até o dia 20 de agosto pelo site https://www.vakinha.com.br/vaquinha/catadora. Conforme o valor da doação, o público poderá receber recompensas como brindes relacionados à produção. Mais informações podem ser encontradas na fanpage do documentário: www.facebook.com/doccatadora

Somente entre 2011 e 2014, os desastres naturais causaram, além de danos ambientais, um prejuízo material de quase R$ 4,68 bilhões ao Paraná. Visando formas de mitigar os efeitos decorrentes de eventos climáticos como deslizamentos de terra, por exemplo, o Estado realizou um mapeamento de possíveis áreas de risco localizadas no Litoral.

A entrega também deve auxiliar na regularização de terras e no planejamento socioeconômico e ambiental da região. Ao todo foram mapeados mais de 2 mil quilômetros quadrados (2.134,56 km²) na escala de 1 para 10.000, numa ação que integra o Programa de Fortalecimento na Gestão de Riscos e Desastres, iniciativa do Projeto Multissetorial da Secretaria de Planejamento que conta com recursos do Banco Mundial.

O mapeamento ultrapassa a barreira das copas das árvores da floresta, fornecendo informações do terreno, como as características de uso do solo, áreas urbanas, muros e cercas, áreas alagadas, estradas não pavimentadas e outros dados importantes para análises técnicas.

O serviço foi realizado com o auxílio de uma aeronave com sensor de máxima precisão, o  que possibilita a atividade mesmo com condições climáticas desfavoráveis. A diretora de Geociências do Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG), Gislene Lessa, comenta sobre a importância do mapeamento: 

“O objetivo era termos um detalhamento em uma escala adequada de mapeamento de uma área que sofreu graves deslizamentos em 2011. A motivação principal foi, em função de que havia uma área grande de abrangência de serra, que teve prejuízos materiais e também humanos. O Governo do Estado entendeu que precisava dar uma atenção maior a essas questões de riscos de desastres, para poder ter uma ação preventiva. Estudamos em conjunto com os grandes usuários desses mapeamentos, que ainda vão aprofundar os estudos para buscar a prevenção dos acidentes. Então é conhecer melhor a área e ter uma ação mitigadora dos problemas”. 

O mapeamento poderá ser aproveitado por outras estâncias do Estado, que poderão utilizar essas informações para diversas finalidades e ainda aprimorar os estudos desenvolvidos.

Profissionais, gestores de recursos hídricos e técnicos de instituições governamentais e agências de toda a América Latina e Caribe (além de Bélgica e Inglaterra) estão participando no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR), de um curso sobre a aplicação do sensoriamento remoto para suporte à gestão de recursos hídricos.

A capacitação é promovida pela Fundação PTI - por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) - em parceria com o Programa Hidrológico Internacional da UNESCO, Flanders UNESCO e a ARSET-NASA, um programa da renomada agência espacial voltado para treinamentos na área do sensoriamento remoto.

Entre os temas abordados está a aplicação de técnicas de sensoriamento remoto para monitorar eventos extremos, como enchentes e secas, conforme explica Koen Verbist, especialista da Unidade de Sistemas Hidrológicos e Escassez Hídrica do PHI-UNESCO:

“O enfoque do curso, do treinamento internacional, é especificamente utilizar as ferramentas satelitais de sensoriamento remoto para o manejo de recursos hídricos, especificamente com foco nos extremos hidrológicos que são as secas e inundações, e outros temas em questão, voltados para recursos hídricos. Independente do país, se é grande ou pequeno, a informação é essencial para todos. Todos os países da América Latina tem alguma deficiência em algum setor de manejo desse recurso, tanto em pequenas ilhas do Caribe, quanto países grandes como o Brasil. Queríamos trazer experiências de alto nível, como dos Estados Unidos, que são lideres sobre o tema. Então queríamos aproveitar esse curso para trazer o que ultimamente vem sendo desenvolvido”.


Ana Prado, da ARSET-NASA, explicou os objetivos do curso e a importância do compartilhamento das informações relacionadas ao tema:

“Nesse treinamento vamos compartilhar conhecimentos de como utilizar as imagens disponibilizadas pela NASA, para melhorar a gestão de recursos hídricos nos países aqui representados. Muitos países da América Latina e Caribe tem problemas com água que são bastante prejudiciais, podendo ser pela seca ou pelas inundações. As imagens produzidas pela NASA são gratuitas. Qualquer pessoa do mundo pode ter acesso, podendo utilizar, por exemplo, para monitorar inundações em qualquer país, ou para medir a umidade do solo para prever a agricultura em determinado ano. Nos Andes as neves estão derretendo, então, com as imagens da NASA se pode saber o quanto diminuiu a neve e com isso saber a quantidade de água estará disponível da neve durante o ano. Ou por exemplo, numa situação de inundação, um povo ou cidade pode saber qual rio está maior inundado e que comunidade mais irá sofrer com essa inundação. Com esses dados se pode tomar decisões sobre evacuações, por exemplo, ou qual impacto sofrido por essa população”.

Herlon Goelzer de Almeida, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional e coordenador do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) pela margem esquerda, destacou que a atividade faz parte dos objetivos do Centro que recentemente foi chancelado oficialmente como de Categoria 2 da UNESCO:

“Como um Centro que leva uma referência internacional em Hidroinformática, e agora reconhecido pela UNESCO, essa é uma das funções que ele deve investir, no sentido de constituir redes de interessados, formar pessoas na América Latina e Caribe, e contribuir para o desenvolvimento. Com gestão territorial, melhor conhecimento das ferramentas para a gestão de água e outros instrumentos de gestão territorial, acredito que vamos avançar e dar um passo importante nesse eixo de atuação, que seria a formação de pessoas e contribuir para a formação de quadros que tenham o domínio dessas ferramentas e conhecimentos”.

O diretor técnico da Fundação PTI, Claudio Osako, ressaltou importância da utilização de ferramentas livres para o compartilhamento e popularização do conhecimento:

“Isso é um dos frutos do próprio reconhecimento da UNESCO do CIH como um Centro de Categoria 2. Também cabe ressaltar a utilização das ferramentas livres que permitem que muito mais pessoas acessem, instituições que as vezes não dispõem de tantos recursos conseguem desempenhar trabalhos de bom nível graças às ferramentas livres. E o CIH é um disseminador de ferramentas livres. Essa capacitação especial, no meu ponto de vista, já quebra algum paradigma, pois estamos fazendo uma capacitação América Latina e Caribe. Isso nos coloca como referência para as pessoas que vão para os países que estão participando aqui e conseguir trazer cursos de alto nível. E o fato da NASA disseminar esse conhecimento é digno de se tomar nota. Conhecimento, hoje em dia, deve se disseminar, do contrário ele não tem valor”.

Durante oito dias, os participantes terão noção da relação do sensoriamento remoto com temas como estimativas de precipitação, evapotranspiração e monitoramento de fenômenos extremos. A programação segue até o dia 20, com a presença de representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Venezuela, Chile, Costa Rica, Colômbia, Nicarágua, Cuba, México, Belize, Guatemala, Peru, Estados Unidos, Bélgica e Inglaterra.

Já estão abertas as inscrições para a nova turma do curso “Atualizações em Energias do Biogás”. O curso é oferecido integralmente a distância pelo CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás) e pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu, por meio do Centro Internacional de Hidroinformática. 

Os interessados devem realizar sua inscrição online até o dia 22 de julho pelo site www.cibiogas.org. O curso tem carga horária de 110 horas, distribuídas em três meses de duração, com o acompanhamento de tutores especializados. 

Nos conteúdos disponíveis em português, espanhol e inglês, estão temas como o cenário das energias renováveis no Brasil; o marco regulatório para a produção de biogás e biometano; e avaliação financeira de projetos em agroenergia voltados ao biogás.

Segundo Marcelo Alves de Sousa, gerente de Relações Institucionais do CIBiogás, o curso é uma oportunidade de atualização importante, tanto para profissionais da área como produtores rurais que buscam soluções para reduzir os passivos ambientais de suas propriedades: 

“A importância é para o que o profissional conheça um pouco mais o biogás, que ele saiba que, por exemplo, principalmente no estado do Paraná tem uma alta capacidade de produção de biogás em função da quantidade de animais confinados e a quantidade de resíduos da agricultura disponível. E muitas vezes as pessoas estão com problemas com os passivos ambientais causados por esse excesso de biomassa (em função desses dejetos de animais confinados), e até proibidas pelo Iapar de aumentar o número de animais confinados porque não conseguem tratar essa biomassa. E quando a pessoa faz esse curso vai perceber que esse passivo ambiental, esse problema que ela tem, pode se converter numa solução para os problemas ambientais da região dela, inclusive com uma proposta de ganho financeiro, além do ganho ambiental, porque a pessoa vai aprender a produzir biofertilizante (que pode ser utilizado na própria propriedade) e entender que com o biogás se pode gerar energia térmica, elétrica e até combustível”

Desde 2011 - quando a primeira turma foi aberta – cerca de 800 pessoas de 23 países foram capacitadas durante o curso. O CIBiogás também oferece o curso de Gestão Territorial Aplicada à Água e Energia e, em breve, ofertará uma capacitação sobre Biodigestores. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou pelo telefone (45) 3576-7022.


Apesar de ter avançado bastante nos últimos anos, a energia solar fotovoltaica ainda é pouco explorada no Brasil em comparação ao seu imenso potencial. O Paraná é um bom exemplo, com uma contribuição desprezível no cenário nacional e um potencial superior ao de grandes potências internacionais.

A Alemanha, por exemplo, tem batido sucessivos recordes de produção de energia solar, com a capacidade instalada de 40 GW, o equivalente a três Usinas de Itapu, além da ambiciosa meta de conseguir que 80% de sua energia consumida seja proveniente de fontes renováveis até 2050. 

Entretanto, o potencial solar encontrado por lá é aproximadamente 58% inferior ao do Paraná. O Prof. Dr. Gerson Máximo Tiepolo, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), destaca os menores e maiores potenciais encontrados no Estado e a possibilidade de expansão do setor: 

“Os menores potenciais (do Paraná) estão na região Leste, e nas demais regiões, notadamente na região Norte, Oeste, Noroeste do Paraná, há um potencial extremamente elevado, comparável aos melhores locais do Brasil. O menor valor é encontrado na cidade de Matinhos e o maior valor é encontrado no município de Prado Ferreira. Na realidade, eu poderia dizer que 80% do estado do Paraná tem um valor de radiação solar extremamente alto. O potencial fotovoltaico do estado do Paraná, na média, é superior a 12 estados brasileiros e inferior a 14. Então o Paraná estaria bem no meio na média entre os estados. Se comparar a média do Paraná com a média encontrada na Bahia, onde eu tem o ponto de maior radiação em todo o território nacional, a média do Paraná é apenas 3% inferior à média encontrada na Bahia. Então é algo extremamente irrelevante em relação ao cenário nacional”. 

O especialista é otimista em relação ao desenvolvimento do setor no Paraná, entretanto destaca a necessidade da adoção de políticas públicas, como a isenção de ICMS sobre a mini ou microgeração de energia. 

“O Paraná é um dos Estados que ainda não zerou essa alíquota de ICMS. Isso faz com que, o retorno do capital investido se torne um pouco mais longo em função dessa alíquota de ICMS, que incide sobre essa energia que é compensada. O que se espera é que num período tempo extremamente curto, o mais rápido possível, o Estado reverta essa tributação e isente o ICMS também aqui no Estado. A visão que eu tenho é que o apoio e o investimento em energia solar vai ser cada vez maior nos próximos anos. Então, muito vai se mudar dentro dessa matriz elétrica que temos atualmente no Brasil, mas vai mudar positivamente no sentido de trabalhar e investir cada vez mais em fontes renováveis. E a solar, sem dúvida nenhuma, é uma das nossas fontes que mais vão despontar dentro deste cenário”.

Esta possível isenção do ICMS no Paraná para os setores de mini e microgeração de energia, será pauta de uma audiência pública agendada para a próxima segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa do Paraná. 

A população de Paranaguá, no Litoral do Paraná, já pode saber como está a qualidade do ar de seu município em tempo real. A cidade acaba de ganhar uma das seis novas Estações de Monitoramento da Qualidade do Ar adquiridas pelo Governo do Estado por meio de um convênio assinado com o Banco Mundial (Bird). O objetivo da parceria é a modernização dos sistemas de gestão ambiental do Paraná. 

O equipamento, que custou R$ 950 mil, foi adquirido com recursos do banco, e a estação será mantida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), sendo integrada ao seu sistema de monitoramento da qualidade do ar em tempo real, que contempla outras estações no estado. 

Com as informações será possível ampliar as políticas públicas de gestão e controle ambiental, assim como de saúde, conforme explica Dirlene Cavalcanti e Silva, chefe do Departamento de Tecnologia Ambiental do IAP:

"É dar uma satisfação para a população e a população saber que tipo de qualidade do ar que ela está respirando. Com estas estações, a comunidade vai saber se a qualidade do ar é boa, regular, ruim, e assim por diante. No caso dela ser boa, mantém o acompanhamento. Se estiver qualquer problema, o IAP vai iniciar a fiscalização para saber de onde vem esse problema para sanarmos o problema”.

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) é responsável pela elaboração de relatórios, tecnologias e normativas que são utilizadas como referências para atualização de políticas nacionais. Nos últimos quatro anos, este trabalho garantiu que o Estado fosse o segundo a divulgar a qualidade do ar em tempo real. 

O monitoramento da qualidade do ar no estado apresentou uma grande evolução nos últimos anos. Em 2011, os boletins eram divulgados mensalmente; em 2012, quinzenalmente, e em 2013 as informações passaram a ser divulgadas todos os dias. Desde 2014, o monitoramento é feito em tempo real. Em breve, outras cidades como Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa e Londrina também devem receber Estações de Monitoramento da Qualidade do Ar.


A Web Rádio Água e o Podcast Unesp - projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos.

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou no dia 18 de maio o primeiro encontro de professores do programa de Mestrado Profissional em rede nacional em gestão e regulação de recursos hídricos (Prof­Água). O evento teve como objetivo, discutir as propostas de trabalho a serem implementadas no curso de mestrado coordenado pela Unesp. O Prof­Água, é um curso a ser realizado por uma rede de universidades públicas de todas as regiões do Brasil. A pós-­graduação vai proporcionar formação teórica e prática em áreas como engenharia, geografia e ciências sociais.

O objetivo é aprimorar as competências de profissionais e pesquisadores integrando e gerando 
conhecimento sobre a temática. Carlossandro Carvalho de Albuquerque, coordenador do mestrado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) relata o enfoque da universidade no programa: 

“Nós vamos seguir um parâmetro de rede nacional na questão de disciplina de conteúdo idêntico. 
Agora é muito importante destacar que em cada região possui uma particularidade no aspecto de gestão da água. E pensar Amazônia, pensar na parte central da Amazônia onde tem o maior recurso hídrico do brasil e recursos de água gigantescos, com um curso que vem nesse viés da gestão é de suma importância. Então nós estamos visualizando hoje, o nosso grupo de professores que integram o programa dá uma visão relacionada a essa realidade amazônica, essa complexidade da amazônia, buscando instrumentos de gestão, instrumentos voltados à questão política sobre a água e principalmente o fortalecimento desse uso na cidades, nas pequenas comunidades e no acesso à população. Então temos também um viés muito forte na questão da participação e da formação comunitária de técnicos relacionados comitê de bacias dentro do nosso programa". 

O coordenador conta os principais desafios do projeto:

“Encontrar professores com habilidades, com qualificação, que pudessem integrar o programa. E conseguimos alguns colegas que vieram para colaborar dentro do programa. Então isso foi um desafio: encontrar profissionais também que pudessem e a partir daí essa realidade de se divulgar na região. O estado do Amazonas é 1,5 de quilômetros quadrados, gigantesco. Então é um desafio. Aqui tem uma estrutura, um projeto pedagógico nacional, formação de técnicos. Então tudo isso é um desafio para esse programa: a água extrapola regiões, extrapola o sentido de território. Então nós estamos falando aqui de um bem, que hoje, exige cada vez uma atenção redobrada nesse aspecto de possuir técnicos e gestores que visualizem essa importância da água. Então nosso grande desafio é formar um corpo técnico que tenha essa visão da importância do uso da água. A água já está implicitamente relacionada à vida. Então sem esse bem não iremos sobreviver".

De acordo com um levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), 357 mil imóveis rurais do Estado já aderiram ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Juntos, eles correspondem a aproximadamente 14 milhões de hectares, 90,86% da área total passível de cadastro. 

O resultado coloca o estado numa situação avançada em relação ao restante do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais no número de cadastros realizados. De acordo com o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, as expectativas da adesão foram superadas e o cadastro será de grande importância para a segurança jurídica dos produtores rurais: 

“Eu acho que até superou um pouco (as expectativas), porque sabemos que agricultor tem sempre aquele receio de estar expondo a sua propriedade. E desde o início eu dizia que expor a propriedade não era para fazer autuação ou cobranças. Muito pelo contrário. É pra ele ter realmente a segurança da propriedade dele. O mais importante é que o Cadastro Ambiental Rural (CAR), além dos produtores rurais estarem cumprindo o que determina o Novo Código Florestal, nos dá uma visão realista de nosso estado. Saber o que temos de florestas conservadas, o que precisamos recuperar de áreas de reserva legal, de áreas de preservação permanente, saber o número de nascentes que temos em nosso Estado (já temos uma noção que são mais de 170 mil nascentes). Ao mesmo tempo, além de ser importante termos estes dados, também deixa o agricultor (aqueles que fizeram o seu CAR) com a tranquilidade jurídica e ambiental da sua propriedade, podendo daqui para frente viabilizar liberação de licenças, liberação de recursos, porque vai ser uma exigência do mercado. Aquele que não tiver aquele cadastro concluído terá dificuldades em buscar essas linhas de financiamento”. 

O presidente também afirmou que o alto número de propriedades cadastradas é resultado de um trabalho conjunto, envolvendo diversas instituições do estado:

“Desde o primeiro momento, o governador tem cobrado muito que a gente trabalhasse nessa linha, justamente para que os agricultores tivessem a facilidade de viabilizar os seus financiamentos. E aí veio FETAEP (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná), FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), os sindicatos rurais, a Secretaria da Agricultura, EMATER… e fizemos uma capacitação muito grande no estado justamente para poder dar esse suporte aos produtores para que fizessem o Cadastro Ambiental Rural”. 

O relatório mostra ainda, que até 5 de maio, foram declarados 2,23 milhões de hectares de floresta nativa nos imóveis rurais, correspondendo a 11,24% do território do Estado. Com relação aos imóveis rurais cadastrados, a área de vegetação representa 19,77% da área total declarada pelos proprietários ou possuidores rurais, incluído áreas de preservação permanente, reserva legal, entre outras. 

Somente as Áreas de Preservação Permanente (como nascentes, margens de rios, topos de morro e áreas inclinadas) cadastradas no sistema somaram 849.804 hectares e apresentam um déficit de 55,71% de cobertura florestal.

<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>
Página 1 de 38

Redes Sociais

  • Facebook: webradioagua
  • Linked In: webradioagua
  • Orkut: 15823632741848208134
  • Twitter: webradioagua
  • YouTube: webradioagua

Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu
Av. Presidente Tancredo Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038

 

2019 • Todos os Direitos Reservados